<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980</id><updated>2012-02-16T00:44:16.256-08:00</updated><title type='text'>O Bibliotecário</title><subtitle type='html'>Os que lêem, os que nos contam o que lêem, os que vagam pelos nichos e ruidosamente viram as páginas dos livros, os que obstinadamente guardam palavras e imagens para memória perpétua das coisas... São eles que nos conduzem, que nos guiam, que nos mostram o caminho!


                                   Códice Asteca (1524),
                                   Biblioteca Vaticana.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>259</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-5700443058591788004</id><published>2010-02-20T11:40:00.000-08:00</published><updated>2010-02-20T12:03:48.244-08:00</updated><title type='text'>Da Ausência como Cegueira e Incompreensão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/S4A68Rz67-I/AAAAAAAABC0/geZKT1Keu8w/s1600-h/cegueira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440413157111295970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 254px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/S4A68Rz67-I/AAAAAAAABC0/geZKT1Keu8w/s400/cegueira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Como é do conhecimento de todos, Deus, já há algum tempo, foi solenemente instado a se retirar do quadro de referências da moderna cultura ocidental. Com efeito, e desde então, o ditame imperativo da intelectualidade laica, segundo o consenso dos que ainda são aptos a discernir, é o imanentismo radical, isto é, a rejeição de um sentido transcendente da existência e a total circunscrição das experiências humanas ao reino deste mundo - tão vasto, largo e profundo quanto o nosso próprio umbigo. Porém, embora esteja na moda, ou ditando moda, o imanentismo radical só é novo mesmo em sua radicalidade, visto que antes já existia como harmonioso contraponto à noção - agora segregada e tolhida - de transcendência. Na literatura, a tensão permanente entre esses dois pólos foi sempre o fator preponderante para criação daquilo que se convencionou chamar de obra-prima, clássica ou canônica, onde o leitor desavisado, mas sempre fascinado, deparava-se com seus próprios pensamentos, atos e palavras que, no momento sublime da leitura, eram-lhe restituídos com majestosa beleza e iniludível verdade. Não obstante, uma vez que excluiriam Deus, logo evanesceram os atributos artísticos de beleza e verdade!... E a cultura ocidental, particularmente a literatura, de imediato resvalou na tautologia da “&lt;em&gt;arte pela arte&lt;/em&gt;”, que começa e termina em si mesma, num intimismo quase autista. Muitas são as conseqüências deste fenômeno, sendo mais evidente a abolição da Autoria. Não falo do direito autoral, mas da “&lt;em&gt;autorictas&lt;/em&gt;” (a autoridade e alteridade) do autor, que agora já não responde pelo amontoado de palavras que contextualizou sem nada dizer, e pelo leitor que, do outro extremo da anarquia, reivindica o direito absoluto de ele mesmo atribuir, ou não, algum significado - contentando-se por vezes com a recitação masturbatória de impressionismos ruidosos e ocos. Som e fúria!... O que caracteriza, portanto, a literatura moderna como um todo (salvo preciosas exceções) é a perda dessa dialética tensional e, sobretudo, a extinção da boa cumplicidade entre escritor e leitor na geração responsável da significação do texto – daí tantos clássicos ininteligíveis de um lado e tantos best-sellers descartáveis de outro. É verdade que Joyce quis encontrar uma via média, mas, ao limitar (kantianamente) as possibilidades de conhecimento aos fenômenos sensíveis e às formas vazias de intelecção, reduzindo tudo a um subjetivismo tirânico, criou a forma mais requintada e letal de imanentismo moderno: a “&lt;em&gt;Egofania&lt;/em&gt;”. Depois disto a literatura perdeu, juntamente com o referencial de Deus, o direito a significação própria, tornando-se refém das mais estapafúrdias teorias literárias - perante as quais já não existe autor, discurso, enredo, texto, referência ou significado, mas quando muito um leitor que, arrogante e cego, tenta inteligir formas que não representam nada mais que o desdobramento hipotético de sinais semânticos num pedaço de papel. Isso acontece porque a face de Deus em direção à qual o sinal semântico se voltou para ser legitimado foi nublada pelo solipsismo luciferino de autores-leitores vaidosíssimos e, por isso mesmo, deficientes. E tal deficiência não é outra coisa senão essa lamentável insensibilidade à transcendência. Pergunto-me que moderna teoria literária pode colaborar minimamente para a compreensão da estrutura teológica do "&lt;em&gt;Paraíso Perdido"&lt;/em&gt; de Milton? Qual delas pode explicar, sem rodeios semióticos, as gradações de luz por meio da qual Beatriz se aproxima de Dante no canto XXX do "&lt;em&gt;Purgatório"?&lt;/em&gt; Ou mais recentemente, qual a lógica do desejo metafísico que, para além de sofismas psicanalíticos, move e comove os personagens de Dostoievski, de Proust, de Guimarães Rosa ou de Flannery O’Connor? A grande arte, seja em seu aspecto afirmativo ou negativo, é religiosa. Tanto Ésquilo ou Cervantes, Tolstoi ou Comac MacCarthy são escritores cuja genialidade está nas mãos de um Deus vivo - que todavia poucos conseguem inteligir. Para eles, assim como para Kierkegaard, a existência humana, mesmo numa representação ficcional e artística é “&lt;em&gt;Ou\ou&lt;/em&gt;”. Aqui cumpre dizer que a melhor definição moderna de representação artística é aquela que a qualifica como formas de literatura, pintura e música nas quais já não se tem mais a experiência de Deus como inspirador, predecessor, competidor ou mesmo antagonista da noite escura da criação (como a de São João da Cruz, que é a longa noite de todos os poetas verdadeiros). Contrariamente, em escritores-leitores da moda, que convencidos pelo sofisma de Protágoras (velho adversário de Platão) para quem o homem é a medida de todas as coisas, a arte é um monólogo do tipo “&lt;em&gt;shadow-boxing”&lt;/em&gt; – uma briga com a própria sombra – que pode ser encenado na música atonal ou aleatória, na arte abstrata ou não-representativa, em certas formas de escrita dadaísta, surrealista, automática ou concreta. O referencial será sempre Eu. Portanto, decifra-me ou te ignoro. Eis aqui o diagnóstico da nossa cegueira. E para completar e agravar o estado de &lt;em&gt;trevas tenebras &lt;/em&gt;desse imanentismo umbilical&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;concorrem sempre as novas teorias literárias. Sim, pois o carnaval relativista e as orgias egofânicas do pós-estruturalismo, da &lt;em&gt;jouissance&lt;/em&gt; de Barthes, das psicologices de Lacan, das elucubrações “&lt;em&gt;sofisti&lt;/em&gt;cadas” de Derrida, de Saussure e Foucault, do desconstrucionismo e de todas aquelas, enfim, que ocupam o espaço inteiro do ensino acadêmico nestes tempos de cegueira - são doenças espirituais, obsessões que nos encerram hipnoticamente no fascínio de uma resposta ao mesmo tempo que apagam o quadro de referências que dá sentido à pergunta. Por isso, e só por isso, o Artista Criador Soberano se ausentou. Mas grande parte do público também. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-5700443058591788004?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/5700443058591788004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=5700443058591788004&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/5700443058591788004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/5700443058591788004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2010/02/da-ausencia-como-cegueira-e.html' title='Da Ausência como Cegueira e Incompreensão'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/S4A68Rz67-I/AAAAAAAABC0/geZKT1Keu8w/s72-c/cegueira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-7292314070647493255</id><published>2009-12-16T07:30:00.000-08:00</published><updated>2009-12-16T07:32:37.842-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Syj9aWYt-DI/AAAAAAAABCU/TZhROpsP4rM/s1600-h/alpha_soup.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 295px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415857181040703538" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Syj9aWYt-DI/AAAAAAAABCU/TZhROpsP4rM/s400/alpha_soup.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lrteas de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma ttaol bçguana que vcoê cnocseguee anida ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa ltrea szoinha, mas a plravaa cmoo um tdoo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-7292314070647493255?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/7292314070647493255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=7292314070647493255&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/7292314070647493255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/7292314070647493255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/12/de-aorcdo-com-uma-pqsieusa-de-uma.html' title=''/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Syj9aWYt-DI/AAAAAAAABCU/TZhROpsP4rM/s72-c/alpha_soup.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-9180010976484651134</id><published>2009-12-13T10:10:00.000-08:00</published><updated>2009-12-14T12:53:14.904-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SyUuanDNaRI/AAAAAAAABCM/0nSCHpfU1SA/s1600-h/a_snail__and_the_book__via_sine-qua-non.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414785161676810514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 274px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SyUuanDNaRI/AAAAAAAABCM/0nSCHpfU1SA/s400/a_snail__and_the_book__via_sine-qua-non.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Um blog &lt;em&gt;sine qua non&lt;/em&gt;!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-9180010976484651134?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/9180010976484651134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=9180010976484651134&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/9180010976484651134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/9180010976484651134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/12/um-blog-sine-qua-non.html' title=''/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SyUuanDNaRI/AAAAAAAABCM/0nSCHpfU1SA/s72-c/a_snail__and_the_book__via_sine-qua-non.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-1669264090829725672</id><published>2009-12-12T17:53:00.000-08:00</published><updated>2009-12-14T13:04:02.964-08:00</updated><title type='text'>Entre a Cruz e a Poesia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SyRJg1TNSKI/AAAAAAAABCE/ByxCMMLmJno/s1600-h/SJuandela+cruz.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414533480418461858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SyRJg1TNSKI/AAAAAAAABCE/ByxCMMLmJno/s400/SJuandela+cruz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;antífona&lt;/span&gt; de entrada da liturgia que, hoje, celebra a memória do maior santo e poeta do &lt;em&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Siglo&lt;/span&gt; de Oro&lt;/em&gt; espanhol, é tirada da epístola de São Paulo aos Gálatas, e diz: "&lt;em&gt;A cruz de nosso Senhor Jesus Cristo deve ser a nossa glória: Nele está nossa vida e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;ressurreição&lt;/span&gt;, foi Ele quem nos libertou (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Gl&lt;/span&gt;. 6:14)&lt;/em&gt;". Juan de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Yepes&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Álvarez&lt;/span&gt;, também conhecido como &lt;strong&gt;San Juan de la Cruz&lt;/strong&gt;, foi um dos grandes mestres e testemunhas da experiência mística, mas, antes disso, foi um homem apaixonado e apaixonante. Sua aparente &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;austeridade&lt;/span&gt; não pode ocultar este fato, que se revela em todas as luzes no lirismo de seus poemas, na radicalidade de suas escolhas e na concentração de seu viver vocacionado. Filho de uma rica família de Toledo, ele contrariou os pais quando, aos 17 anos, casou-se com uma belíssima garota pobre, para quem escreveu seus primeiros poemas. Tendo sido deserdado, Juan manteve-se firme na decisão e tornou-se tecelão de seda para prover o sustento da linda esposa, que todavia morreria após um ano de intenso convívio conjugal. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Sobrevindo&lt;/span&gt; a viuvez, ele foi estudar teologia em Salamanca, depois mudou-se para Ávila, onde se tornou monge. Foi lá que, em 1577, aos 25 anos, ele se encontrou pela primeira vez com a misteriosa Teresa d'Ávila, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;renomada&lt;/span&gt; poetisa e monja, que o iniciou na contemplação mística de Deus, e fez dele o seu confidente e principal &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;interlocutor&lt;/span&gt; espiritual. Juntos, Juan e Teresa produziram a melhor poesia sagrada da língua espanhola, e iniciaram o movimento de crítica e reforma da vida religiosa que lhes custaria difamações, perseguições e os maus tratos da Inquisição. O santo poeta definiu este episódio conturbado e cheio de incertezas de sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;trajetória&lt;/span&gt;, como "&lt;em&gt;A Noite Escura do Espírito&lt;/em&gt;" - título de seu poema mais conhecido. Profundamente marcado pelo sofrimento, ele decidiu assumir o cognome de Juan de la Cruz, e desde então, como um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Jó&lt;/span&gt; redivivo, passou a compor os versos de quem prova a paixão de Deus e a paixão do homem. A noite escura do espírito, segundo Juan, é metáfora para o mistério da Fé e da Esperança que só podem se consumar na Caridade, que é a realidade última de Deus - e na presença plena de quem, esta mesma fé e esta mesma esperança tornam-se supérfluas, bastando a caridade. Em sua poesia, Juan de la Cruz compara a fé e a esperança a duas lâmpadas preciosas que nos conduzem pela escuridão da existência terrena, e nosso espírito a uma taça vazia, cuja boca se abre para que a Graça da caridade o habite. Como herdeiro lírico do "&lt;em&gt;Cântico dos Cânticos&lt;/em&gt;", ele descreve as carências do espírito humano em termos de um erotismo sublime, e como continuador de São Paulo ele faz da Cruz de Cristo a metonímia definitiva da paixão verdadeira. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Ouçamo&lt;/span&gt;-lo:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Eu dormia, mas o meu coração velava&lt;br /&gt;E ouvi o meu amado que batia:&lt;br /&gt;Abre minha amada, minha irmã,&lt;br /&gt;Pomba sem defeito!&lt;br /&gt;Tenho a cabeça orvalhada,&lt;br /&gt;Meus cabelos gotejam sereno!&lt;br /&gt;Já despi a túnica,&lt;br /&gt;E vou vesti-la de novo?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como se pode vê, é a lírica do "&lt;em&gt;Cântico dos Cânticos&lt;/em&gt;" que assinala o modo como Juan de la Cruz compreende e expressa o cerne da nossa existência: o desejo! E sendo o desejo a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;contingência&lt;/span&gt; universal da natureza humana, só a sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;objetivação&lt;/span&gt; em Deus pode &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;plenificá&lt;/span&gt;-lo e abri-lo inteiramente à &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;transcendência&lt;/span&gt;, cujo emblema é a cruz. Cristo, diz o santo-poeta, não pregou a aniquilação do desejo ou da paixão, pois era "verdadeiro Deus" e "verdadeiro Homem". Não quis desumanizar-nos, embotando nosso coração ou nos fazendo fugir dos sentimentos como fazem os estóicos e niilistas. Antes, ensinou-nos a vivê-los &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;consciensiosamente&lt;/span&gt;, em máxima caridade, a ponto de aniquilarmos a nós mesmos!... Quem quiser segui-Lo, que tope o desafio: tome sua cruz e siga-O. Juan tomou a sua cruz e fez dela a mais bela poesia sobre os mistérios de Deus na alma e da alma em Deus. Sua imensa obra poética foi lida ao longo destes últimos quatro séculos, em várias línguas e lugares. Muitos dos seus leitores, naturalmente, não o entenderam, porém, isso não o impediu de marcar, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;indelevelmente&lt;/span&gt;, a moderna literatura ocidental com uma experiência espiritual que ecoou, e ainda ecoa, na noite escura da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;atualíssima&lt;/span&gt; insensibilidade estética, para não dizer espiritual. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com efeito, o Deus dos filósofos iluministas e dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;laicistas&lt;/span&gt; radicais pode ter morrido no século XIX, mas o Deus de San Juan de la Cruz, e a linguagem e a visão de mundo gerada por sua "presença real" continuam formidavelmente vivos e operantes nos escritos de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Cervantes&lt;/span&gt;, Pascal, Thomas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Hardy&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Hölderlin&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Dostoiévski&lt;/span&gt;, Proust, Joyce e Borges. Nós não teríamos os ritmos inquietantes da prosa de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;Mauriac&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Grahan&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Green&lt;/span&gt;, nem as aflitas indagações de Baudelaire, Thomas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;Mann&lt;/span&gt; ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Faulkner&lt;/span&gt;. Não teríamos o erotismo sagrado de John &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;Donne&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Hilda&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;Hilst&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Adélia&lt;/span&gt; Prado. Nem o mundo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Schoenberg&lt;/span&gt; e Guimarães Rosa, que é bíblico até o âmago. Não teríamos sequer a peça “&lt;em&gt;Fim de Jogo&lt;/em&gt;” de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Beckett&lt;/span&gt;, que é uma meditação precisa sobre os instrumentos e as finalidades da Paixão. Se temos isso, e muito mais, é porque estes escritores optaram por continuar uma mística poética à qual, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;confessadamente&lt;/span&gt;, foram expostos por San Juan de la Cruz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-1669264090829725672?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/1669264090829725672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=1669264090829725672&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1669264090829725672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1669264090829725672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/12/entre-cruz-e-poesia.html' title='Entre a Cruz e a Poesia'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SyRJg1TNSKI/AAAAAAAABCE/ByxCMMLmJno/s72-c/SJuandela+cruz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-1293588330487625917</id><published>2009-12-12T16:53:00.000-08:00</published><updated>2009-12-14T12:51:22.171-08:00</updated><title type='text'>Cristo de San Juan de la Cruz, segundo Salvador Dali</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando era adolescente, o gênio da pintura surrealista, Salvador Dali foi ao Mosteiro da Encarnação, em Ávila, visitar o túmulo de São João da Cruz, seu "poeta de devoção", como ele mesmo dizia. Na ocasião, ao conhecer a antiga cela do místico, Dali viu um pequeno desenho da crucificação de Jesus Cristo, feito de uma perspectiva totalmente inusitada, e que na sua opinião só poderia ser "&lt;em&gt;consecuencia de un estado de éxtasis!..."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414526429177359202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 222px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SyRDGZYUq2I/AAAAAAAABB8/jcPUYQzL9OU/s400/Christ_of_Saint_John_of_the_Cross.jpg" border="0" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em 1951, já adulto e famoso, Dali fez sua própria versão da imagem, e pintou um Cristo de cabelos curtos, sem coroa de espinhos, sem sangrametos e, no lugar da famosa inscrição no topo da cruz, ele colocou uma folha de papel dobrada: um poema de São João da Cruz!... Abaixo, pintou a baía de Port Lligat, onde vivia. Ao expor a imagem, Dali declarou que sua &lt;em&gt;"ambición estética en ese cuadro era la contraria a la de todos los Cristos pintados por la mayoría de los pintores modernos, que lo interpretaron en el sentido expresionista y contorsionista, provocando la emoción por medio de la fealdad. &lt;strong&gt;Mi principal preocupación era pintar a un Cristo bello como el mismo Dios que él encarna&lt;/strong&gt;."&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-1293588330487625917?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/1293588330487625917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=1293588330487625917&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1293588330487625917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1293588330487625917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/12/cristo-de-san-juan-de-la-cruz-segundo.html' title='Cristo de San Juan de la Cruz, segundo Salvador Dali'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SyRDGZYUq2I/AAAAAAAABB8/jcPUYQzL9OU/s72-c/Christ_of_Saint_John_of_the_Cross.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-5223920440585192678</id><published>2009-12-12T16:15:00.000-08:00</published><updated>2009-12-14T12:49:34.614-08:00</updated><title type='text'>A noite escura da alma</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SyQyi3VthEI/AAAAAAAABB0/ZHnBl81FH7M/s1600-h/noite.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414508226558133314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 286px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SyQyi3VthEI/AAAAAAAABB0/ZHnBl81FH7M/s400/noite.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que bem sei eu a fonte que mana e corre,&lt;br /&gt;mesmo sendo noite!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela eterna fonte está escondida,&lt;br /&gt;que bem sei eu aonde tem guarida,&lt;br /&gt;mesmo de noite!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pela noite escura desta vida,&lt;br /&gt;que bem sei eu por fé a fonte frida,&lt;br /&gt;mesmo de noite!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua origem não sei, pois não a tem;&lt;br /&gt;mas sei que toda origem dela vem,&lt;br /&gt;mesmo de noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que não pode haver coisa tão bela,&lt;br /&gt;e sei que céus e terra bebem dela,&lt;br /&gt;mesmo de noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem sei que solo nela não se vê&lt;br /&gt;e ninguém pode atravessá-la a pé,&lt;br /&gt;mesmo de noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem claridade nunca escurecida,&lt;br /&gt;e sei que toda luz é dela havida,&lt;br /&gt;mesmo de noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei serem tais caudais suas correntes&lt;br /&gt;que céus e infernos regam, como às gentes,&lt;br /&gt;mesmo de noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caudal que provém desta nascente&lt;br /&gt;bem sei ser mui capaz e onipotente,&lt;br /&gt;mesmo de noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A corrente que de uma e outra procede&lt;br /&gt;sei que nenhuma delas a precede,&lt;br /&gt;mesmo de noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem sei que três numa única água viva&lt;br /&gt;residem, e que de uma a outra deriva,&lt;br /&gt;mesmo de noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquesta eterna fonte está escondida&lt;br /&gt;em nosso vivo pão, por dar-nos vida,&lt;br /&gt;mesmo de noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui estão chamando as criaturas,&lt;br /&gt;e fartam-se desta água, ainda às escuras,&lt;br /&gt;porque é de noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquesta esta viva fonte, que desejo,&lt;br /&gt;eu neste pão de vida bem a vejo,&lt;br /&gt;mesmo de noite. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;San Juan de la Cruz&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-5223920440585192678?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/5223920440585192678/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=5223920440585192678&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/5223920440585192678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/5223920440585192678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/12/noite-escura-da-alma.html' title='A noite escura da alma'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SyQyi3VthEI/AAAAAAAABB0/ZHnBl81FH7M/s72-c/noite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-7466301690724259336</id><published>2009-12-12T16:08:00.000-08:00</published><updated>2009-12-12T16:12:36.794-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SyQxSIjkzZI/AAAAAAAABBs/-HyoS8SOer4/s1600-h/twitter_bird.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414506839610281362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 249px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SyQxSIjkzZI/AAAAAAAABBs/-HyoS8SOer4/s400/twitter_bird.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;A arte de detonar vírgulas.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-7466301690724259336?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/7466301690724259336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=7466301690724259336&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/7466301690724259336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/7466301690724259336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/12/arte-de-detonar-virgulas.html' title=''/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SyQxSIjkzZI/AAAAAAAABBs/-HyoS8SOer4/s72-c/twitter_bird.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-8273417534996242957</id><published>2009-11-27T06:29:00.001-08:00</published><updated>2009-12-05T18:22:56.423-08:00</updated><title type='text'>La Lispector</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Sw_ic9s-MnI/AAAAAAAABBk/sZRqDjlBnn8/s1600/clarice-lispector7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408790664722657906" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 192px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Sw_ic9s-MnI/AAAAAAAABBk/sZRqDjlBnn8/s400/clarice-lispector7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  Dizem que um &lt;em&gt;shtetl&lt;/em&gt; ucraniano era algo pior do que um gueto, pois se nos guetos havia saneamento, nos &lt;em&gt;shtetl&lt;/em&gt; - desculpem a expressão - as pessoas cagavam na rua. E foi num destes shtetl que &lt;strong&gt;Clarice Lispector&lt;/strong&gt; nasceu no ano de 1920, tendo porém a sorte de sobreviver e escapar da medonha realidade dos progroms soviéticos, onde - segundo os dados da Cruz Vermelha - as pessoas se alimentavam dos “defuntos excedentes”. Este prelúdio é bastante contrastante com a imagem que temos da escritora chiquérrima e introvertida que, não obstante, foi o nome feminino mais brilhante e influente da literatura brasileira do século XX. Os traços biográficos mais remotos que entrevemos na obra de Clarice nos conduzem a uma infância de felicidade clandestina nas ruas do bairro judeu de Recife: onde ela se vestia de papel crepom para brincar nos blocos de carnaval, apaixonava-se pelos cachorros vadios, escrevia estórias para o caderno infantil do Diário de Pernambuco (quase sempre rejeitadas), e deixava-se hipnotizar pelo violino de um velhinho expatriado e melancólico como ela. Tudo isso tem o nostálgico sabor dos contos de Isaac Bashevis Singer, todavia a vida de Clarice Lispector, bem como sua narrativa, são quase kafkianas. Quando tinha apenas 17 anos de idade, mas já uma moça linda, profunda, estranha e perigosa, Clarice escreveu seu primeiro romance, “&lt;em&gt;Perto do coração selvagem&lt;/em&gt;”, que sacudiu todo o mainstream literário nacional dos anos 40. Desde então a grife Lispector começou a se expandir, compondo uma lenda em que se confundiam Marlene Dietrich e Virginia Woolf, ou segundo a definição do crítico americano Benjamin Moser: “&lt;em&gt;um Kafka com propensões a tailleurs Chanel!&lt;/em&gt;...” Que fosse estilosa não resta dúvida, mesmo as fotos da velhice (precipitada pelo câncer) revelam isso. Mas, a bem da verdade, o charme emanava mesmo era da escrita. Embora não seja unanimidade, Clarice Lispector em algum momento acaba nos deslumbrando, quer seja pelo inusitado dos enredos, dos personagens ou mesmo só da narrativa... e que narrativa. Quando publicou seu segundo romance logo notaram que se tratava de um caso único e inimitável: um texto intrigante, com algo de sonho, de fantástico e, não raro, de absurdo, de alucinação, de pesadelo. E o elemento fundante deste texto era um inesgotável veio poético. Ávida de sensações e impressões, o empenho constante de Clarice era captar as mais extremas experiências pessoais e depois expressá-las numa linguagem também estritamente pessoal, de súbitos milagres verbais. Tal processo invariavelmente resultava numa policromia difusa que lembrava o pontilhismo da pintura de Van Gogh - com sua perspectiva imprecisa, as cores fortes e contrastantes de uma realidade desconcertante. O perigo imediato de tudo isso, bem sabemos, é a gratuidade artística. Com efeito, Clarice só alcança a plenitude em narrativas curtas: contos, crônicas, cartas e pequenas novelas. Na amplidão dos romances a estrutura pouco definida de suas narrativas tende a evanescer. Há na autora uma irresistível tendência para a fuga ao enredo. A fluidez, a nebulosidade, a dispersão conspiram contra a elaboração discursiva longa - exceto as de Proust. Clarice não analisa, não narra, apenas poetiza. Fascina-a o “&lt;em&gt;como&lt;/em&gt;”, e não o “&lt;em&gt;por que&lt;/em&gt;”, nem o “&lt;em&gt;para que&lt;/em&gt;”. Em consequência, seus romances são confusos, ora tediosos ora difíceis de acompanhar. Lemos suas páginas não como partes de um mesmo corpo estético, mas como poemas desgarrados. Esplêndidos flagrantes poéticos, por certo, porém intermitentes, desconexos, soltos. Contudo, não sejamos implicantes, a ousadia tem seu preço e ninguém jamais ousou escrever como ela. Nas mãos de Clarice os substantivos são adjetivados, enquanto os verbos e advérbios são substantivados. E os adjetivos foram tão inusitadamente manejados que - na língua portuguesa - não se via um fenômeno semelhante desde Eça de Queirós. Um fenômeno, aliás, que resiste incólume às traduções, pois não é a toa que sua vasta legião de admiradores, cada vez mais se crescente mundo a fora, manifesta um olhar de fascinação quase demente quando comentam seu estilo. Orhan Pamuk, por exemplo, confessou recentemente que sofre de uma séria dependência estética lispectoriana (e isso em turco!); já o badalado Colm Tóibín, um sequaz obstinado, nunca perde a oportunidade de mencioná-la, seja em artigos, em entrevistas, ou mesmo no twitter. Até a best-seller furreca Meg Cabot declarou ter em Clarice um paradigma, uma meta (ainda a ser alcançada, claro!), e seu livro preferido é a coletânea de contos “&lt;em&gt;Laços de Família&lt;/em&gt;”. Ah! Guillermo Arriaga, o mais notório romancista mexicano, disse que não é possível ler Clarice Lispector, sem cair de amor por ela. E, &lt;em&gt;last but not least&lt;/em&gt;, o literato americano Benjamin Moser, já citado, crítico e expert em literatura judaica do século XX, tem se dedicado a descobrir que segredos tem Clarice, e, por tabela, entronizá-la no moderno cânon judaico. Que assim seja. Ela merece, porque, em literatura, a linha delicada entre destreza e genialidade não é outra senão a linha que demarca o recurso a uma linguagem comum e a produção de uma linguagem própria, que, a princípio estranha e idiossincrática, acaba por tornar palpável a marca invisível das nossas experiências. E foi isso que Clarice fez. Mesmo nos textos mais difíceis, podemos e devemos apreciar a sua arte com o fascínio intrigado de quem contempla a insondável palpitação dos céus noturnos... à hora das estrelas.                                   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-8273417534996242957?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/8273417534996242957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=8273417534996242957&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8273417534996242957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8273417534996242957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/11/la-lispector.html' title='La Lispector'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Sw_ic9s-MnI/AAAAAAAABBk/sZRqDjlBnn8/s72-c/clarice-lispector7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-7434696149555446011</id><published>2009-11-27T05:10:00.001-08:00</published><updated>2009-12-05T18:27:31.183-08:00</updated><title type='text'>STRIKE A POSE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma vez Clarice Lispector disse que detestava ser fotografada, mas não é o que parece... Entes livros, jóias, taillers, e muitas caras e bocas, ela foi provavelmente a escritora mais fotografada (e fotogênica) do Brasil. Quase uma top-model da literatura:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Sw_SBqmNLEI/AAAAAAAABBc/SGchLDXRt_I/s1600/clarice_lispector4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408772603551493186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 392px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Sw_SBqmNLEI/AAAAAAAABBc/SGchLDXRt_I/s400/clarice_lispector4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Sw_SBqtGV5I/AAAAAAAABBU/f8D6AcDtjZk/s1600/clarice_lispector10.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408772603580405650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 292px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Sw_SBqtGV5I/AAAAAAAABBU/f8D6AcDtjZk/s400/clarice_lispector10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Sw_SBYaql9I/AAAAAAAABBM/m9Z5TL4eZI8/s1600/clarice_lispector3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408772598671251410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 330px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Sw_SBYaql9I/AAAAAAAABBM/m9Z5TL4eZI8/s400/clarice_lispector3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Sw_SBPTgJmI/AAAAAAAABBE/voAsYT9tDpQ/s1600/clarice_lispector6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408772596225287778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 330px; CURSOR: hand; HEIGHT: 355px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Sw_SBPTgJmI/AAAAAAAABBE/voAsYT9tDpQ/s400/clarice_lispector6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Sw_SAzREx5I/AAAAAAAABA8/bjPHmpNVlHs/s1600/clarice_lispector13.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408772588698912658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 353px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Sw_SAzREx5I/AAAAAAAABA8/bjPHmpNVlHs/s400/clarice_lispector13.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-7434696149555446011?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/7434696149555446011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=7434696149555446011&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/7434696149555446011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/7434696149555446011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/11/strike-pose.html' title='STRIKE A POSE'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Sw_SBqmNLEI/AAAAAAAABBc/SGchLDXRt_I/s72-c/clarice_lispector4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-5767029013943117832</id><published>2009-11-27T04:48:00.001-08:00</published><updated>2009-12-05T18:32:45.719-08:00</updated><title type='text'>Para saber mais...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Sw_MdZuSNwI/AAAAAAAABAM/UDMBqjbWkdk/s1600/2964468.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408766482988545794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Sw_MdZuSNwI/AAAAAAAABAM/UDMBqjbWkdk/s400/2964468.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O escritor e crítico norte-americano Benjamim &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Moser&lt;/span&gt;, conta toda a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;trajetória&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Clarice&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Lispector&lt;/span&gt;, desde a origem miserável e violenta na Ucrânia - onde ele passou um ano escavando vestígios - até o póstumo reconhecimento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;internacional&lt;/span&gt;. &lt;!-- FIM SINOPSE --&gt;&lt;!-- POSTS DO BLOG DA CULTURA --&gt;&lt;!-- FIM POSTS DO BLOG DA CULTURA --&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-5767029013943117832?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/5767029013943117832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=5767029013943117832&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/5767029013943117832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/5767029013943117832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/11/para-saber-mais.html' title='Para saber mais...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Sw_MdZuSNwI/AAAAAAAABAM/UDMBqjbWkdk/s72-c/2964468.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-9208969885525228442</id><published>2009-11-20T05:55:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T18:35:47.847-08:00</updated><title type='text'>Entre densas nuvéns de incertza, o relampejar da esperança...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SwahnUXZxTI/AAAAAAAAA_0/LCDuMyk7FIs/s1600/clarice-lispector.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406186099558696242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 385px; CURSOR: hand; HEIGHT: 175px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SwahnUXZxTI/AAAAAAAAA_0/LCDuMyk7FIs/s400/clarice-lispector.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;"&lt;em&gt;Alivia a minha alma, faze com que eu sinta que Tua mão está dada à minha, faze com que eu sinta que a morte não existe porque na verdade já estamos na eternidade. Faze com que eu sinta que amar é não morrer, que a entrega de si mesmo não significa a morte. Faze com que eu sinta uma alegria modesta e diária. Faze com que eu não Te indague demais, porque a resposta seria tão misteriosa quanto a pergunta. Faze com que me lembre de que também não há explicação porque um filho quer o beijo de sua mãe, e no entanto ele quer, e no entanto o beijo é perfeito. Faze com que eu receba o mundo sem receio, pois para mim esse mundo é incompreensível, e eu fui criada também incompreensível, então é que há uma conexão entre esse mistério do mundo e o nosso, mas essa conexão não é clara para nós enquanto quisermos entendê-la. Abençoa-me para eu viva com alegria o pão que eu como, o sono que durmo, faze com que eu tenha caridade por mim mesma, pois senão não poderei sentir que Deus me amou. Faze com que eu perca o pudor de desejar que na hora de minha morte haja uma mão humana amada para apertar a minha, amém&lt;/em&gt;."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;strong&gt;Prece&lt;/strong&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="right"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Clarice Lispector.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-9208969885525228442?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/9208969885525228442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=9208969885525228442&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/9208969885525228442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/9208969885525228442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/11/entre-densas-nuvens-de-incertza-o.html' title='Entre densas nuvéns de incertza, o relampejar da esperança...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SwahnUXZxTI/AAAAAAAAA_0/LCDuMyk7FIs/s72-c/clarice-lispector.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-8422895332645643725</id><published>2009-11-20T05:44:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T18:39:57.827-08:00</updated><title type='text'>Beth Goulart vive Clarice Lispector</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SwaddHAR8ZI/AAAAAAAAA_s/rbIcCp3iZ4U/s1600/Clarice+Goulart.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406181526126850450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SwaddHAR8ZI/AAAAAAAAA_s/rbIcCp3iZ4U/s400/Clarice+Goulart.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não vi, nem sei se verei (moro na beirada do mundo!), mas a crítica eXpecializada disse que "&lt;em&gt;Simplesmente eu, Clarice Lispector&lt;/em&gt;", estrelado, produzido e dirigido por Beth Goulart, é, certamente, um dos melhores espetáculos teatrais do ano. Adoraria conferir.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No momento: lá pelas bandas dos pampas gaúchos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-8422895332645643725?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/8422895332645643725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=8422895332645643725&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8422895332645643725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8422895332645643725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/11/beth-goulart-vive-clarice-lispector.html' title='Beth Goulart vive Clarice Lispector'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SwaddHAR8ZI/AAAAAAAAA_s/rbIcCp3iZ4U/s72-c/Clarice+Goulart.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-7802859416534126210</id><published>2009-11-16T03:28:00.000-08:00</published><updated>2009-11-16T03:45:19.284-08:00</updated><title type='text'>Eu acho que vi leitores!... Vi sim!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SwE5-bQrY3I/AAAAAAAAA_k/E_eRTEEqTGs/s1600/piu-piu.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 251px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404664772453688178" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SwE5-bQrY3I/AAAAAAAAA_k/E_eRTEEqTGs/s400/piu-piu.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Oi, tudo bem com vocês?&lt;br /&gt;Pois é sumi por um tempo, eu sei, mas vocês acreditam se eu disser que foi por pura necessidade? O mundo me atropelou nos últimos meses, mas um atropelo daqueles a La Macabea no fim de "A Hora da Estrela", de Clarice Lipsector, sacumé? A vida me manteve ocupado por demais, demais até pra vir aqui.&lt;br /&gt;No final do processo eu pensei em desistir dessa biblioteca: livros demais para meus pobres ossos!... Pensei mesmo. Que sentido manter um blog que você não consegue atualizar? Aliás, o que é um blog senão um monte de atualizações? No meu caso, isso aqui tem uma atualização cada dia, ou melhor, cada bimestre mais precária.&lt;br /&gt;Daí eu cogitei parar. Foi então que lembrei que isso aqui tem já 2 anos, que isso aqui já trouxe pra minha vida um bocado de gente boa, legal, inteligente, que esse blog me ensinou um monte de coisas, que falei de um monte de escritores que merecem uma releitura, uma redescoberta, e são tantos. Como desistir dele?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não deu :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo por aqui. Muito menos frequente do que gostaria e do que já fui um dia, but... faz tempo que descobri que não se pode ter tudo. Rá! :P &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-7802859416534126210?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/7802859416534126210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=7802859416534126210&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/7802859416534126210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/7802859416534126210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/11/eu-acho-que-vi-leitores-vi-sim.html' title='Eu acho que vi leitores!... Vi sim!!!'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SwE5-bQrY3I/AAAAAAAAA_k/E_eRTEEqTGs/s72-c/piu-piu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-4330133985812766343</id><published>2009-11-10T06:47:00.000-08:00</published><updated>2009-11-10T06:50:14.674-08:00</updated><title type='text'>Leitura aeróbica</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Svl9daRNmTI/AAAAAAAAA_c/FoVJF7cpBI0/s1600-h/pilha-de-livros.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402487172228815154" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Svl9daRNmTI/AAAAAAAAA_c/FoVJF7cpBI0/s400/pilha-de-livros.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ouve a última: Em uma hora de leitura, o corpo queima 70 calorias. Se você estiver lendo sobre qualidade de vida, queima o dobro. Qual a lógica disso? Alguém pode me explicar onde entra a ciência nessa história? Por via das dúvidas, biblioteca aqui vou eu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-4330133985812766343?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/4330133985812766343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=4330133985812766343&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/4330133985812766343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/4330133985812766343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/11/ouve-ultima-em-uma-hora-de-leitura-o.html' title='Leitura aeróbica'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Svl9daRNmTI/AAAAAAAAA_c/FoVJF7cpBI0/s72-c/pilha-de-livros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-5742525597291314701</id><published>2009-10-11T18:23:00.000-07:00</published><updated>2009-10-11T18:39:42.947-07:00</updated><title type='text'>pAlaVraS caNtaDas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/StKGjEGLI2I/AAAAAAAAA_U/8xdHc_O92eM/s1600-h/ciranda.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391519640869086050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/StKGjEGLI2I/AAAAAAAAA_U/8xdHc_O92eM/s400/ciranda.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Saiba,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todo mundo foi neném&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Einstein, Freud e Platão também&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hitler, Bush e Sadam Hussein&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem tem grana e quem não tem&lt;br /&gt;Saiba:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todo mundo teve infância&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Maomé já foi criança&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Arquimedes, Buda, Galileu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e também você e eu&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saiba,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todo mundo teve medo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo que seja segredo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nietzsche e Simone de Beauvoir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fernandinho Beira-Mar&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saiba,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todo mundo vai morrer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Presidente, general ou rei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Anglo-saxão ou muçulmano&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todo e qualquer ser humano&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saiba,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todo mundo teve pai&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem já foi e quem ainda vai&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lao Tsé, Moisés, Ramsés, Pelé&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ghandi, Mike Tyson, Salomé&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saiba,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todo mundo teve mãe&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Índios, africanos e alemães&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nero, Che Guevara, Pinochet&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e também eu e você.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;fEliZ dIa DaS cRiAnÇas&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-5742525597291314701?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/5742525597291314701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=5742525597291314701&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/5742525597291314701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/5742525597291314701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/10/palavras-cantadas.html' title='pAlaVraS caNtaDas'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/StKGjEGLI2I/AAAAAAAAA_U/8xdHc_O92eM/s72-c/ciranda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-6424130352086870443</id><published>2009-10-02T06:46:00.001-07:00</published><updated>2009-10-02T06:49:33.148-07:00</updated><title type='text'>Só um instantinho, já volto!...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SsYE5kWLPVI/AAAAAAAAA_M/GaHwDk0KTyk/s1600-h/atvvg.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 298px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387999391251119442" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SsYE5kWLPVI/AAAAAAAAA_M/GaHwDk0KTyk/s400/atvvg.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-6424130352086870443?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/6424130352086870443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=6424130352086870443&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6424130352086870443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6424130352086870443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/10/so-um-instantinho-ja-volto.html' title='Só um instantinho, já volto!...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SsYE5kWLPVI/AAAAAAAAA_M/GaHwDk0KTyk/s72-c/atvvg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-244639039845433781</id><published>2009-10-02T06:34:00.000-07:00</published><updated>2009-10-02T06:46:00.973-07:00</updated><title type='text'>Solilóquios...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SsYD5SO9lnI/AAAAAAAAA_E/ddoajEwmLgs/s1600-h/escrever1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 301px; DISPLAY: block; HEIGHT: 384px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387998286877398642" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SsYD5SO9lnI/AAAAAAAAA_E/ddoajEwmLgs/s400/escrever1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma vez a Adélia Prado disse que as coisas que aconteciam com ela só se tornavam reais depois que ela passava para o papel!... Comigo (às vezes) também é assim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-244639039845433781?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/244639039845433781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=244639039845433781&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/244639039845433781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/244639039845433781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/10/so-um-minutinho-ja-volto.html' title='Solilóquios...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SsYD5SO9lnI/AAAAAAAAA_E/ddoajEwmLgs/s72-c/escrever1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-5045446745597292421</id><published>2009-07-29T15:28:00.000-07:00</published><updated>2009-07-29T18:46:36.009-07:00</updated><title type='text'>Épico Brasilensis</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SnDoqE4TPaI/AAAAAAAAA-0/YoJGC5I5SA0/s1600-h/euclides_portinari.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364042965760294306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 310px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SnDoqE4TPaI/AAAAAAAAA-0/YoJGC5I5SA0/s400/euclides_portinari.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Retrato de Euclides da Cunha - Cândido Portinari.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;É impossível não admirar Euclides da Cunha. Seja pela sensação de fascínio, seja pelo assombro ou pela impressão de absurdidade, a admiração sempre sobrevém. É um pensador profundo, um artista de primeira ordem, um intelectual honesto, mas, sobretudo, um profeta. Grandes escritores são inopinadamente profetas, porque, a despeito do tempo e do lugar, realizam sua obra em dissonância com as perspectivas e expectativas vigentes, mas em consonância com o atemporal. Foi o que Euclides da Cunha fez em “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Os Sertões&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;”. Com um mérito muito maior do que qualquer outra saga depois de “Os Lusíadas”, a narrativa de “Os Sertões” incorpora o ressurgimento do épico na língua portuguesa, e de uma forma insólita. Trata-se de um poema geopolítico, histórico, jornalístico, sociológico, enciclopédico – enfim, é inapreensível a vastidão dos seus aspectos. E este caráter de magnitude é essencial sob duas proposições: primeiro, como sugestão, óbvia, do estilo épico e, depois, como meio de comunicar um sentido de História. Com alguma reflexão torna-se evidente que a imensidão é a liberdade mínima para o gênio poético de Euclides, bem como uma característica tanto de sua vida pessoal quanto de sua concepção de arte. Em toda sua trajetória, seja no brilhantismo precoce, seja nas aventuras escolares e militares, seja na militância jornalística ou acadêmica, seja no casamento desastroso ou na obra literária – breve, mas descomunal – a impetuosidade apaixonada é notória. Guimarães Rosa, ele mesmo um escritor de potência demoníaca, admitiu em crítica: “&lt;em&gt;Jamais ousaria medir forças com Euclides da Cunha. Ele é como um vento tempestuoso, que fustiga quem o encara!...”&lt;/em&gt; Só um poeta seria capaz de mensurar o poder de outro. A obra euclidiana, de fato, tem elementos suficientes para resistir a modas e gostos de qualquer tempo. Embora todos os seus trabalhos sejam de alto nível, “Os Sertões” é sua máxima realização. “&lt;em&gt;O maior livro do Brasil&lt;/em&gt;”, declarou o crítico Samuel Putman, enquanto o poeta Robert Lowell, numa nota introdutória à tradução americana, fez questão de situá-lo entre “&lt;em&gt;Guerra e Paz&lt;/em&gt;” de Tolstoi e “&lt;em&gt;Moby Dick&lt;/em&gt;” de Melville. Particularmente, considero essa designação justíssima, porque assim como os respectivos gênios literários da Rússia e da América, Euclides da Cunha introduziu a literatura brasileira no átrio seleto e elevado dos titãs. Reparem que a grandiosidade do épico está em descrever, analisar, explorar e acumular os dados da atualidade e da introspecção. De todas as representações da experiência às quais a literatura almeja, de todas as reformulações da realidade propostas pela linguagem, as do épico (mais do que o romance) são as mais eloquentes e incisivas. As obras de Virgílio, Dante, Camões, Milton, Sthendal ou Thomas Mann documentam, em amplitude, a nossa percepção de mundo e do tempo. São como primas-irmãs da História. Neste sentido, “Os Sertões” é paradigmático. Seu texto divide-se em três partes: “&lt;em&gt;A Terra&lt;/em&gt;”, “&lt;em&gt;O Homem&lt;/em&gt;” e “&lt;em&gt;A Luta&lt;/em&gt;”. Nas duas primeiras o autor faz um estudo geofísico e etnológico tão minucioso quanto permitiria a ciência da época, e tão poético quanto permitiria sua força estética. Tem falhas, naturalmente: ele tenta ver a realidade pelas lentes do positivismo e do idealismo alemão, mas a como a verdade se impõe a quaisquer “ismos”, Euclides muda radicalmente de tom e perspectiva. E no decorrer do texto todas as convicções científicas, filosóficas, republicanas vão desmoronando. Limpo dos preconceitos, ele procura demonstrar que a jagunçagem rebelde e fanática não é um conluio criminoso, mas o efeito-colateral de uma sociedade isolada que surge à revelia da ordem, no descaso do Estado, esquecida da civilização. Aí se destaca o timbre da honestidade intelectual, porque além da coragem de mudar de opinião em pleno texto, ele primou pela observação direta em confronto com testemunhos levianos. Basta mencionar, como exemplo, o cuidado que ele teve em desmentir um boato difundido na imprensa por Olavo Bilac, segundo o qual “&lt;em&gt;o patife do Antônio Conselheiro havia sido o assassino da própria mãe e da esposa&lt;/em&gt;”. No capítulo IV, da segunda parte, Euclides revela que a mãe de Antônio Conselheiro havia morrido quando ele ainda era criança e que a esposa havia fugido com um policial para Salvador. Naquele tempo já existia imprensa marrom!... O tom épico se estende da primeira à última página, mas atinge o ápice na terceira parte, que descreve “&lt;em&gt;A Luta&lt;/em&gt;”. Nela vemos uma mescla de Homero e Heródoto, ou seja, o cotejo da realidade com o mito. Não a toa, “Os Sertões” teve mais de cem edições em português, dezoito em espanhol, doze em inglês, nove em francês e cinco em alemão. Entre seus fãs confessos e ilustres estão Stefan Zweig, Hermann Hesse, Gabriel Garcia Márquez, José Saramago e os, continuadores, Mario Vargas Llosa e Sándor Márai. Este último descreveu magistralmente a dura realidade sertaneja (&lt;em&gt;Veredicto em Canudos&lt;/em&gt;) sem nunca ter pisado no Brasil, enquanto o primeiro engordou a narrativa (&lt;em&gt;A Guerra do Fim do Mundo&lt;/em&gt;) dando uma pitada de realismo mágico. Ah! Não se pode esquecer que Jorge Luis Borges, no conto “&lt;em&gt;Três Versões de Judas&lt;/em&gt;” também fez referência à pessoa de Antônio Conselheiro. Nestas circunstâncias constatamos que, quando o público brasileiro não mais quiser, ou não souber apreciar o épico da “Tróia de taipa”, a memória de Euclides da Cunha já estará devidamente honrada.&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-5045446745597292421?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/5045446745597292421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=5045446745597292421&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/5045446745597292421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/5045446745597292421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/07/epico-brasilensis.html' title='Épico Brasilensis'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SnDoqE4TPaI/AAAAAAAAA-0/YoJGC5I5SA0/s72-c/euclides_portinari.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-2853065134210861242</id><published>2009-07-29T14:11:00.000-07:00</published><updated>2009-07-29T18:42:33.059-07:00</updated><title type='text'>Multimídia d'Os Sertões</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A magnitude do evento histórico de Canudos foi de tal maneira capturado no texto de "&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Os Sertões&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;", que muito de sua semântica impactante pode ser vislumbrada nos mais variados desdobramentos que suscitou. Com efeito, tem-se "Os Sertões" em fotografia: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SnC9UBXG96I/AAAAAAAAA-s/hkh7rJ5V4-c/s1600-h/Sert%C3%B5esFoto.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363995307858655138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 299px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SnC9UBXG96I/AAAAAAAAA-s/hkh7rJ5V4-c/s400/Sert%C3%B5esFoto.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Os Sertões" em xilogravura":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SnC9T0aoEpI/AAAAAAAAA-k/2CtKb_wisjM/s1600-h/Sert%C3%B5esXilogravura.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363995304383746706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 309px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SnC9T0aoEpI/AAAAAAAAA-k/2CtKb_wisjM/s400/Sert%C3%B5esXilogravura.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os Sertões" no cinema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SnC9TtOrpeI/AAAAAAAAA-c/I8YH5elrFJU/s1600-h/OsSert%C3%B5esFilme.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363995302454601186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 286px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SnC9TtOrpeI/AAAAAAAAA-c/I8YH5elrFJU/s400/OsSert%C3%B5esFilme.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Os sertões" em quadrinhos:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SnC9TrvklbI/AAAAAAAAA-U/Dq9lpMt84FE/s1600-h/Sert%C3%B5esQuadrinhos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363995302055679410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 169px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SnC9TrvklbI/AAAAAAAAA-U/Dq9lpMt84FE/s400/Sert%C3%B5esQuadrinhos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E "Os Sertões" numa espetaculosa ópera-rock:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SnC9TaUMUPI/AAAAAAAAA-M/ETHOjqW3TVk/s1600-h/Sert%C3%B5esOperaRock.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363995297377439986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 265px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SnC9TaUMUPI/AAAAAAAAA-M/ETHOjqW3TVk/s400/Sert%C3%B5esOperaRock.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sugiro que começe pelo texto.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-2853065134210861242?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/2853065134210861242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=2853065134210861242&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/2853065134210861242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/2853065134210861242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/07/multimidia-dos-sertoes.html' title='Multimídia d&apos;Os Sertões'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SnC9UBXG96I/AAAAAAAAA-s/hkh7rJ5V4-c/s72-c/Sert%C3%B5esFoto.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-8333797853359244553</id><published>2009-07-29T13:09:00.000-07:00</published><updated>2009-07-29T18:40:04.707-07:00</updated><title type='text'>Consciência Ecológica Euclidiana...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SnC5Yt09jsI/AAAAAAAAA-E/jmcoswo-0xU/s1600-h/queimada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363990990467993282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SnC5Yt09jsI/AAAAAAAAA-E/jmcoswo-0xU/s400/queimada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não esqueçamos o agente geológico mais devastador – o homem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este, de fato, não raro reage brutalmente sobre a terra e entre nós nomeadamente, assumiu, em todo o decorrer da história, o papel de um terrível fazedor de desertos. Começou isto por desastroso legado indígena. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na agricultura primitiva dos silvícolas era instrumento fundamental – o fogo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entalhadas as árvores pelos cortantes &lt;em&gt;dgis&lt;/em&gt; de diorito; encoivarado, depois de secos, os ramos,alastravam-lhes por cima, crepitando, as &lt;em&gt;caiçaras&lt;/em&gt;, em bulcão de fumo, tangidas pelo vento. Inscreviam, depois, nas cercas de troncos combustos das caiçaras, a área em cinzas onde fora a mata exuberante. Cultivaram-na. Renovavam o mesmo processo na estação seguinte, até que, de todo exaurida aquela mancha de terra, fosse, imprestável, &lt;em&gt;caapueira&lt;/em&gt; – mato extinto – como o denuncia a etimologia tupi, jazendo dali por diante irremediavelmente estéril... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Veio depois o colonizador e copiou o mesmo proceder. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imaginem-se os resultados de semelhante processo aplicado, sem variantes, no decorrer dos séculos... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Previu-os o próprio governo colonial. Desde 1703 sucessivos decretos visaram opor-lhes paradeiro. E ao terminar a seca lendária de 1791-1792, a grande seca, como dizem os mais velhos sertanejos, que sacrificou o Norte, da Bahia ao Ceará, o governo da metrópole figura-se tê-la atribuído aos inconvenientes apontados desde logo, como corretivo único, severa proibição ao corte de florestas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta preocupação dominou-o por muito tempo. Mostram-no-lo as cartas régias de 17 de março de 1796, nomeando um “&lt;em&gt;Juiz Conservador de Matas&lt;/em&gt;”; e a de 11 de setembro de 1799, decretando que “&lt;em&gt;se coíba a indiscreta e desordenada ambição dos habitantes da Bahia e Pernambuco que têm assolado a ferro e fogo preciosas matas... que tanto abundavam e já hojeficam a distâncias consideráveis, etc&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Trecho do Capítulo V, da primeira parte &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;de “Os Sertões”.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-8333797853359244553?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/8333797853359244553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=8333797853359244553&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8333797853359244553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8333797853359244553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/07/consciencia-ecologica-euclidiana.html' title='Consciência Ecológica Euclidiana...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SnC5Yt09jsI/AAAAAAAAA-E/jmcoswo-0xU/s72-c/queimada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-8736195579875706445</id><published>2009-07-04T13:02:00.000-07:00</published><updated>2009-07-04T13:06:31.929-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Sk-2J3evzTI/AAAAAAAAA90/ooV4pBTiQJA/s1600-h/blog.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354698762594798898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 296px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Sk-2J3evzTI/AAAAAAAAA90/ooV4pBTiQJA/s400/blog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Um blog sobre incertezas, literatura &amp;amp; tombos na rua....&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-8736195579875706445?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/8736195579875706445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=8736195579875706445&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8736195579875706445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8736195579875706445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/07/um-blog-sobre-incertezas-literatura.html' title=''/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Sk-2J3evzTI/AAAAAAAAA90/ooV4pBTiQJA/s72-c/blog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-2282985187576649807</id><published>2009-07-04T11:32:00.000-07:00</published><updated>2009-07-04T12:59:39.405-07:00</updated><title type='text'>Declínio e Queda</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Sk-xabHFmOI/AAAAAAAAA9s/9nvmVHlTeNM/s1600-h/queda.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354693549479008482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 296px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Sk-xabHFmOI/AAAAAAAAA9s/9nvmVHlTeNM/s400/queda.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Aí&lt;/strong&gt;, a pessoa que, há meses, está preparando uma certa pesquisa biográfica, o resgate histórico de um ilustre desconhecido, viaja algumas léguas até uma cidade específica, no maior empenho do mundo, para recolher documentos deveras importantes, num determinado convento, auxiliado por um frei todo paciência, solicitude e generosidade, ao lado do qual passa quase o dia inteiro vagando entre a biblioteca e o cemitério, do dito lugar, revirando fotos antigas, cartas encardidas e tals. Aí, a pessoa, já assaz satisfeita, suada, suja e, sobremaneira, bem informada sobre o referido e incógnito biografado, decide então que é hora de voltar. Aí, a pessoa agradece, despede-se e sai. Aí, a pessoa, com o lepitopi cheio de coisas e a cabeça cheia de ideias, de repente, olha em volta e percebe que está perdida. Aí, a pessoa perambula pelo bairro, erra as calçadas, pisa num côco -veja bem - num côco, e cai... Catapuf!... Aí, todo mundo ri e quase ninguem acode. Aí, a pessoa, muita digna, toda séria, se levanta, ajeita a roupa e a alma, e vai por ali, pela estrada a fora, pensando em quantos outros grandes historiadores já não cairam em circunstâncias análogas. Aí a pessoa, já confortada pela imagem de Heródoto se estatelando numa rua persa, ou do distraído Tucídides lascando a cara num obelisco egípicio, entra numa farmácia da rodoviária, compra um bandeidi, faz os devidos reparos, e toma o rumo de casa. Aí, a pessoa, já ônibus, recosta-se cadeira e, ainda como Heródoto, pensa: de todos os infortúnios que que afligem o homem, o mais amargo é que temos a consciência de muito, mas o controle de nada. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-2282985187576649807?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/2282985187576649807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=2282985187576649807&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/2282985187576649807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/2282985187576649807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/07/declinio-e-queda.html' title='Declínio e Queda'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Sk-xabHFmOI/AAAAAAAAA9s/9nvmVHlTeNM/s72-c/queda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-6867700011050769818</id><published>2009-06-21T18:00:00.000-07:00</published><updated>2009-06-21T18:15:56.672-07:00</updated><title type='text'>E aí eu acordo, e... tá 17 GRAU!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Sj7ZlG6JQYI/AAAAAAAAA9k/_3HaLuVyaPs/s1600-h/frio.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349952638895604098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 377px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Sj7ZlG6JQYI/AAAAAAAAA9k/_3HaLuVyaPs/s400/frio.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"&lt;em&gt;O Inverno é um vovozinho trêmulo, com a boina enterrada até os olhos, a manta enrolada nos queixos e sempre resmungando: "Eu não passo deste agosto, eu não passo deste agosto..."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Mário Quintana, &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;in &lt;em&gt;Lili Inventa o Mundo.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-6867700011050769818?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/6867700011050769818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=6867700011050769818&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6867700011050769818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6867700011050769818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/06/e-ai-eu-acordo-e-ta-17-grau.html' title='E aí eu acordo, e... tá 17 GRAU!!!'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Sj7ZlG6JQYI/AAAAAAAAA9k/_3HaLuVyaPs/s72-c/frio.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-1409118275832064048</id><published>2009-06-10T12:03:00.000-07:00</published><updated>2009-06-11T06:40:11.189-07:00</updated><title type='text'>Presença Real</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SjANvpMZN1I/AAAAAAAAA9c/IKrDfXO-coo/s1600-h/cosmos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345787869851629394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SjANvpMZN1I/AAAAAAAAA9c/IKrDfXO-coo/s400/cosmos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Celebra-se hoje o mistério da presença. Aquele que tudo criou e tudo dispõe, pode ser contemplado numa diminuta partícula, fina e circular, que chega aos nossos sentidos, tão limitados em sua imanência, como um suplemento para a transcendência abosulta. A lógica deste mistério, só inteligível aos que creem, e também aos que leem, tem implicações não apenas metafísicas, mas também semânticas: Transubstanciar é traduzir!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A princípio, Deus estava inacessível à linguagem humana, à articulação conceitual ou a qualquer tipo de pensamento verbalizado. Sua presença era a presença rigorosamente inconcebível, inimaginável e impronunciável do Sinai:&lt;em&gt; Não pronunciareis o meu nome&lt;/em&gt;!... Sua revelação era espinhosa como uma sarça, e ardente como uma tautologia: &lt;em&gt;Eu sou Aquele que é&lt;/em&gt;!... Qualquer tentativa para caracterizá-lo, para representá-lo, para figurá-lo ou significá-lo, ainda que de forma análoga, era terminantemente proibida: &lt;em&gt;Não farás para ti imagem&lt;/em&gt;!...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas quando chegou a plenitude dos tempos, o Verbo indizível de Deus se fez carne e veio habitar entre nós. Noutros termos, Ele próprio fez-se imagem, adquiriu figura humana, confirmando assim uma forma já prefigurada no Gênesis: &lt;em&gt;Façamos o homem a nossa imagem, como nosso semelhante&lt;/em&gt;!.. Dessa vez Ele mesmo se fez homem, e então ficamos conhecendo não somente o seu nome, mas também a sua face. A misteriosa tautologia da sarça transubstanciou-se na luminosa ontologia do presépio. &lt;em&gt;E a luz brilhou nas trevas&lt;/em&gt;!...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sua presença era real, visível, pronunciável, sensível e até degustável. Sim, porque a grande teofania só estaria completa depois de outra transubstanciação. O verbo que virou carne, agora seria pão, pois assim dizia o 16° capítulo do Êxodo:&lt;em&gt; Deu-lhes o pão do céu a comer&lt;/em&gt;!... Com efeito, o Verbo que veio habitar entre nós assim declarou: &lt;em&gt;O pão do céu é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo&lt;/em&gt;!... &lt;em&gt;Eu sou o pão da vida que desceu do céu&lt;/em&gt;!... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A encarnação do Verbo e a sua transubstanciação em pão constituem o grande mistério da Presença Real na eucaristia, que traduz a transdência absoluta do Criador para a imanência contingente da criatura. E, de forma absolutamente singular, essa concepção, como notou Pascal, foi o que impeliu o espírito humano a observar sua profundidade ontológica sob uma perspectiva iminentemente semântica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando Shakespeare, por exemplo, descobre a imagem da "incorporação" (Na peça "&lt;em&gt;Sonho de uma Noite de Verão&lt;/em&gt;") para descrever a presença genérica do conteúdo na forma e do sentido no ato, sua poesia estabelece uma analogia direta com a "presença real" da transubstanciação eucarística. Como nenhum outro acontecimento em nossa história espiritual, o postulado da &lt;em&gt;kenosis&lt;/em&gt; de Deus por intermédio de Cristo e de sua ininterrupta presença na hóstia e no vinho sacramentais, condiciona, num nível bastante profundo, toda concepção estética.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes de Pascal e Shakespeare, São Tomás de Aquino já havia notado que graças à transubstanciação do supremo mistério da presença divina e de sua concreção numa forma exterior (a da eucaristia), o homem podia e devia imprimir um significado ao sensorial. Pois Deus, ao se revelar e participar de nossa condição física, concedeu-nos a dignidade de participarmos e revelarmos sua divindade. Com efeito, já não há interdição ao símbolo, e obsoletos são os anátemas do "&lt;em&gt;Êxodo&lt;/em&gt;" e da "&lt;em&gt;República&lt;/em&gt;" de Platão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O &lt;em&gt;ingenium&lt;/em&gt; do artista que concebe formas, o processo de imprimir significação à matéria bruta e o poder das artes e da literatura para produzirem imagens, transformam de fato a ficção numa &lt;em&gt;figura veritatis&lt;/em&gt;, uma figuração da verdade. É essa semiótica do signo, essa materialidade do imaterial, consentida na encarnação do verbo e confirmada na transubstanciação da hóstia e do vinho, que reforça as singularidades da experiência estética com suas funções de verdade ficcional.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Toda criação verdadeiramente artística ou literária abriga uma "presença real". Como o Cristo na eucaristia, a &lt;em&gt;persona&lt;/em&gt; engendrada por um escritor (ou pintor, ou escultor, ou compositor) pode ser perene e onipresente. Nenhuma temporalidade diminui as urgentes indecisões de Hamlet, o heroísmo patético de Dom Quixote ou o cinismo de Brás Cubas. O coelho de Alice no País das Maravilhas continua a correr atravessando os séculos. O autor às vezes é esquecido, mas a sua personagem pode sobreviver muito além da localidade e da língua em que foi criada, pois traduzir é transubstanciar. O grego de Homero e o aramaico dos evangelhistas já não é falado hoje, porém Aquíles e os convidados da Última Ceia continuam revigorando cada vez mais sua presença inextinguível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Habitamos mundos de linguagem (como queria Heidegger) ou jogos de linguagem (como queria Wittgenstein) de um modo tão multifacetado e íntimo que nossa própria sensação de ser é, fundamentalmente, estética. É algo que se torna "sensível", nas condições mais abrangentes deste termo, por meio de uma transubstanciação. Ouvir uma música, admirar um quadro ou ler um livro é o mesmo que comungar: participamos de uma transcendência em tom menor. Não à toa, Oscar Wilde, depois de convertido, dizia que quando lemos realmente, quando a experiência é a descoberta do significado, agimos como se o texto (a peça de teatro ou uma escultura) encarnasse a presença real de um ente significante. Ser habitado pela música, pela arte, pela literatura, tornar-se capaz de reagir a tais hospedagens como anfitrião - ainda que inesperado - é ter a simples experiência eucarística.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada frase, verso, parágrafo, página, livro, pintura ou canção tem o efeito comunicador das partículas sacramentais, podendo expandir seu significado no tempo e no espaço a todos aqueles que seu autor não viu nem conheceu, simplesmente por não terem ainda nascido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O agente épico, cêncio ou ficcional possuem uma vitalidade, uma densidade, isto é, uma presença tão real que supera, com frequência, a de qualquer ser vivo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, só a articulação dos três campos semânticos em torno da sagrada eucaristia - o teológico, o filosófico e o poético - pode assumir a sua mais orgânica coesão. E fique dito, mas bem dito, que colocar isso em texto não representa nenhuma tentativa de proselitismo religioso ou de exercício filológico, por mais legítimos e férteis que sejam. Representa apenas uma oportunidade para medir com a maior precisão possível nossa distância de um centro perdido e a extensão das sombras projetadas por nosso atual crepúsculo laico - embora certamente tais sombras anunciem um dia novo, anunciem aquilo que Dante teria batizado de uma "&lt;em&gt;Vita Nuova"&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-1409118275832064048?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/1409118275832064048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=1409118275832064048&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1409118275832064048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1409118275832064048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/06/presenca-real.html' title='Presença Real'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SjANvpMZN1I/AAAAAAAAA9c/IKrDfXO-coo/s72-c/cosmos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-4599448662906772437</id><published>2009-06-10T11:21:00.000-07:00</published><updated>2009-06-10T12:02:30.614-07:00</updated><title type='text'>Palavras Cantadas</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SjAAPT7i3FI/AAAAAAAAA9U/2Wwp2m6c5TY/s1600-h/Missal.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345773020736838738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SjAAPT7i3FI/AAAAAAAAA9U/2Wwp2m6c5TY/s400/Missal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Adoro te devote, latens Deitas, &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Quæ sub his figuris vere latitas;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Tibi se cor meum totum subjicit,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Quia te contemplans totum deficit. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Adoro-Te com amor, Divindade latente&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Sob estas espécies deveras presente&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Todo o meu coração está sujeito&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Em tua contemplação desfeito&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;São Tomás de Aquino&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Século XIII&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-4599448662906772437?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/4599448662906772437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=4599448662906772437&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/4599448662906772437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/4599448662906772437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/06/palavras-cantadas.html' title='Palavras Cantadas'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SjAAPT7i3FI/AAAAAAAAA9U/2Wwp2m6c5TY/s72-c/Missal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-6968253512089601022</id><published>2009-06-07T08:16:00.000-07:00</published><updated>2009-06-07T11:00:38.780-07:00</updated><title type='text'>Miss Solidão</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Siv_wMsIK6I/AAAAAAAAA9M/uGs6yvNqbEo/s1600-h/emily-dickinson.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344646586310339490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 308px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Siv_wMsIK6I/AAAAAAAAA9M/uGs6yvNqbEo/s400/emily-dickinson.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A solidão é a região mais agreste da poesia, e nenhum outro poeta, nem mesmo Emily Brönte, parece-nos tão desolada quanto a sua quase homônima, &lt;em&gt;Emily Dickinson&lt;/em&gt;. A grande estrela da poesia americana depois de Walt Whitman, e uma das mais brilhantes da língua inglesa, temia a solidão como quem teme a cegueira, e teve com ambas encontros psicossomáticos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Emily Dickinson era rica (como a maioria dos calvinistas tradicionais), casada com um juiz, mas apaixonada pela irmã deste - a quem dedicou alguns dos seus melhores poemas, como "&lt;em&gt;Não posso viver com você&lt;/em&gt;" e "&lt;em&gt;Renúncia é virtude cortante&lt;/em&gt;". Estes títulos já nos dão uma clara idéia do quanto se pode ser solitário mesmo estando acompanhado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contudo, a arte de Dickinson não se restringe a isso; na verdade o seu gênio é tão original, que chega a modificar o nosso entendimento quanto às possibilidades da poesia. Se é possivel a algum poeta reinventar o seu estilo a cada novo poema, é algo discutível. Mas se alguém foi capaz de fazê-lo, esse alguém foi Emily Dickinson. Pelo menos é a impressão que eu tenho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Também é impossível lê-la sem ser confrontado por sua espiritualidade sumamente individualizada. Quem a lê percebe uma experiência cristã pouco convencional, que ela declinava de expressar aberta e conscientemente, limitando-se a dramatizá-la na poesia. No poema "&lt;em&gt;Imperatriz do Calvário&lt;/em&gt;", por exemplo, Dickinson insinua haver sido desposada pelo Espírito Santo, uma alegoria mística tipicamente católica, que ela vai descobrir no quinto versículo do capítulo 62 de Isaías.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diante de tais aspectos, depreende-se logo que convém conhecer nossos limites ao lermos a obra dessa mulher formidável, e ao tentarmos decifrar sua alma complexa e solitária. Eu não me atrevo a dizer muito, pois dos seus 1.789 poemas li apenas algumas dezenas. Não obstante, nestes poucos, deu para ouvir uma angustiada canção de vitória sobre desejos sublimados. Vale experimentar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O esplendor de sua poesia resiste às traduções, mas se souber inglês leia no original, pois, apesar do esforço, seus tradutores sempre deixam escapar algo. Talvez isso seja consequência do uso excessivo de travessões que refletem um certo laconismo, sempre mais enigmático à medida que as palavras se justapõem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas que ninguém hesite ou faça careta, é indubitável sua força poética. Quanto mais a lemos, mais ela nos expõe às suas epifinias verbais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-6968253512089601022?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/6968253512089601022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=6968253512089601022&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6968253512089601022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6968253512089601022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/06/miss-solidao.html' title='Miss Solidão'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/Siv_wMsIK6I/AAAAAAAAA9M/uGs6yvNqbEo/s72-c/emily-dickinson.gif' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-5319857519334664557</id><published>2009-06-07T06:31:00.000-07:00</published><updated>2009-06-07T08:06:00.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SivWgo5q-VI/AAAAAAAAA9E/fd8-WGja0cg/s1600-h/Vento.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344601239028693330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SivWgo5q-VI/AAAAAAAAA9E/fd8-WGja0cg/s400/Vento.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;À noite, como deve se sentir solitário o vento&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando todos apagam a luz&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E cada um em seu aconchego&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fecha a janela e vai dormir&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pela manhã, como deve se sentir poderoso o vento&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ao se deter em mil auroras&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Desposando cada uma, rejeitando todas&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E recolhendo-se ao seu esguio templo, depois. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Emily Dickinson&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-5319857519334664557?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/5319857519334664557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=5319857519334664557&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/5319857519334664557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/5319857519334664557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/06/noite-como-deve-se-sentir-solitario-o.html' title=''/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SivWgo5q-VI/AAAAAAAAA9E/fd8-WGja0cg/s72-c/Vento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-9205333346651347760</id><published>2009-06-06T11:02:00.000-07:00</published><updated>2009-06-06T11:05:56.224-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SiqvYESEKHI/AAAAAAAAA88/R4Xh862u9mQ/s1600-h/babel.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344276735829747826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 302px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SiqvYESEKHI/AAAAAAAAA88/R4Xh862u9mQ/s400/babel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Um blog sobre literatura, línguas estranhas e a ligeira absurdidade do mundo real!!!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-9205333346651347760?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/9205333346651347760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=9205333346651347760&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/9205333346651347760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/9205333346651347760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/06/um-blog-sobre-literatura-linguas.html' title=''/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SiqvYESEKHI/AAAAAAAAA88/R4Xh862u9mQ/s72-c/babel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-433748091135746548</id><published>2009-06-06T10:11:00.000-07:00</published><updated>2009-06-06T10:46:45.308-07:00</updated><title type='text'>Depois de quase um ano fora de órbita, eis que...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SiqkxX_B3PI/AAAAAAAAA80/k7uCJ_cC7wg/s1600-h/meteoro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344265075987438834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 287px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SiqkxX_B3PI/AAAAAAAAA80/k7uCJ_cC7wg/s400/meteoro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Volvo, num razantem, a q'esto admirabille mundo nuewo, e constactu qui gà näun recognesco mi loqui, qui gà não ç'ei iscreber a grammàthica che, per circa de trynta anños, luttei para domminar. He comu ssi nüm p'zzadelo "&lt;em&gt;joyceano&lt;/em&gt;", una stranhga çïndrome de "&lt;em&gt;Finnegans Wake&lt;/em&gt;" ouveçe akomettidu os lequissógraphos... Synistrus, assaz synistrus!!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pero, rogu qui me perdonneis pelus danos qui l venga á faser á grammàthica, por'ke istou phalando num loqui que gà näum eh u meo, y qui, comu o perssebereis in puecos instant's, quizá näum c'eja tampueco o vostru.” &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-433748091135746548?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/433748091135746548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=433748091135746548&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/433748091135746548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/433748091135746548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2009/06/depois-de-quase-dois-anos-fora-de.html' title='Depois de quase um ano fora de órbita, eis que...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SiqkxX_B3PI/AAAAAAAAA80/k7uCJ_cC7wg/s72-c/meteoro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-8526348466005793123</id><published>2008-10-12T07:47:00.000-07:00</published><updated>2008-10-12T08:11:13.793-07:00</updated><title type='text'>Orbitando</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SPITeGC74RI/AAAAAAAAApU/agoYWZBQEOk/s1600-h/foradoar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256285122834718994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SPITeGC74RI/AAAAAAAAApU/agoYWZBQEOk/s400/foradoar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pronto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sentei na frente do pc, e agora? Eu quero escrever. Na verdade o ideal seria escrever algo assim bem bonito, para que um monte de gente comente. Adoro comentarios. Mas escrever o que?(Pausa. Pensamento avulso.)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma vez, numa oficina de escrita, a professora, com um corte de cabelo igual o da Cuca, do Sitio do Pica-pau Amarelo, porem morena e de pele terracota...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Pausa. Pensamento avulso 2.)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;....Terracota nao eh nome de cor que se usa quando se quer pintar uma parede? Fica bem dizer que o tom de pele de uma pessoa eh terracota? Ainda mais de uma professora tao querida?Bom, o que importa eh que ela comentou de um metodo - cujo nome nao me vem a cabeca - em que voce simplesmente senta e escreve tudo que lhe passa na cachola. Assim, deste jeito. Eu adorava a Cuca, com suas hiperboles, dramatica que só ela. Geminianos adoram hiperbole e drama.(Pausa. Pensamento avulso de numero 3.)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Drama - 3o. Ato (de 1973) é o nome de um dos discos mais legais de Maria Bethania. Disco mesmo, porque ainda nao foi lancado em cd. Por que ainda nao foi lancado em cd, se é um dos discos mais legais de Bethânia? Se lancado fosse, seria um dos cds mais legais de Bethânia. Ah, besteira. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esquece.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu ate queria dizer algo mais profundo, daquelas pseudo-profecias de auto-ajuda que fazem os leitores se sentirem traduzidos, lidos, compreendidos, sabe? O problema é que nada me ocorre. Mas sigo no tac tac tac do teclado. Ja está ficando chato? Aguente firme que eu vou ver se tem algo explosivo e/ou de intensa beleza pela internet. Deve ter, né? A rede é tao vasta... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas antes disso, deixa eu falar de Drama - 3o. Ato, aquele que eh um dos discos mais legais de Bethania. Gravei em fita pra mim, com capinha de xerox e tudo. Eu escutei ate o walkman enrolar. Tinha um texto lindo da Clarice Lispector no final. Lembro? Nao. Nao lembro mais do texto. So sei que era lindo. Redundante dizer isso de Clarice.&lt;br /&gt;Quanto clichê, por Deus!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pausa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu nao disse que ia achar algo bonito na Internet? Caio Fernando Abreu falando de Bethania. Pode? Sim, eu sou repetitivo. Algum problema? Na verdade, pensando bem, correndo o risco de ser eufêmico, eu nao me acho repetitivo nao. Deve ser porque geminianos nao sao muito bons em auto-critica. No entanto, eu acho que o que eh bom, bonito, bacana, deve ser recorrente, concorda? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não?!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então, faz assim, enquanto eu tento aterrisar, vocês vão degustando este blogs que, no momento são bem mais interessantes do que o meu: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://badarock-unica.blogspot.com/" target="_blank"&gt;http://badarock-unica.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://diarioionah.blogspot.com/" target="_blank"&gt;http://diarioionah.blogspot.com/&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://abrkdbra-coisasdavida.blogspot.com/" target="_blank"&gt;http://abrkdbra-coisasdavida.blogspot.com/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://viajeaqui.abril.com.br/"&gt;http://viajeaqui.abril.com.br/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;PS: Mas nem pensem em me deixar!... Um dia despenco destas imensidões.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;PS. do PS.: Falando sério agora, estou estudando para um concurso muito importante (para mim) e por isso ando totalmente sem tempo. Mas deste mês não passa. I'll be back!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-8526348466005793123?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/8526348466005793123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=8526348466005793123&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8526348466005793123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8526348466005793123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/10/orbitando.html' title='Orbitando'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SPITeGC74RI/AAAAAAAAApU/agoYWZBQEOk/s72-c/foradoar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-8514138422028583118</id><published>2008-08-31T17:24:00.000-07:00</published><updated>2008-08-31T17:29:42.651-07:00</updated><title type='text'>A Indecência Sagrada</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SLs3LGJKUUI/AAAAAAAAApM/tFqMiynFdcg/s1600-h/JohnDonne-.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240843255142830402" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SLs3LGJKUUI/AAAAAAAAApM/tFqMiynFdcg/s400/JohnDonne-.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nascido 8 anos depois de Shakespeare, &lt;strong&gt;John Donne&lt;/strong&gt; cresceu e morou em Londres a vida inteira; uma vida que como as máscaras da dramaturgia, teve uma face cômica e outra trágica. Na juventude foi um cavalheiro abastado, que desfrutava da reputação de poeta erótico e satírico. Assíduo freqüentador de teatro, assistiu a primeira encenação de “&lt;em&gt;Ricardo III&lt;/em&gt;”, de Shakespeare, e saberia apreciar o progresso (ou declínio) do monarca martirizado, que, de governante autoritário, vem a ser poeta metafísico, bem ao estilo do próprio Donne. O Volume “&lt;em&gt;Canções e Sonetos&lt;/em&gt;” só foi publicado dois anos após seu falecimento, mas alguns poemas ali coligidos haviam circulado, amplamente, em panfletos manuscritos, o que lhe garantiu certa notoriedade. A ascensão social de John Donne, a partir da conversão, em 1602, do catolicismo para o protestantismo, sobreveio na sucessão de reveses que tornara sua vida outrora festiva e hedonista numa legenda trágica, repleta de perdas e dores. Seus parentes morreram, seus bens foram confiscados (por ser católico), e a Peste Negra contaminou-o. Houve algumas compensações, pois após a conversão, Donne casou e tornou-se rapidamente célebre pregador e, em 1621, foi nomeado decano da Catedral de Saint Paul. Em sua maioria os “Sonetos Sagrados” foram escritos antes da ordenação de Donne, assim com a grande meditação “Sexta-Feira Santa”. Os dois hinos magníficos – “&lt;em&gt;Para meu Deus, na agonia&lt;/em&gt;” e “&lt;em&gt;Para Deus Pai&lt;/em&gt;” – foram, provavelmente, compostos em 1623, entre novembro e dezembro, quando os médicos já o haviam desenganado, e os sinos de sua Catedral, o dia inteiro e todos os dias, tocavam dobres fúnebres pelas vítimas da Peste. Foi também nesta ocasião que ele escreveu o conhecidíssimo poema “&lt;em&gt;Por Quem os Sinos Dobram (Meditação XVII)&lt;/em&gt;”. À exceção destes escritos, Donne havia abandonado a poesia pela metafísica e teologia. Seus sermões, no quem de melhor, figuram entres os mais contundentes do cristianismo, e suas preces são até hoje as mais belas da liturgia anglicana. Como um Góngora inglês, ao mesmo tempo sagrado e profano, John Donne foi continuamente valorizado até o século XIX, influenciando grandes poetas místicos como o reverendo Coleridge e o padre Gerald Hopkins. Depois passou um tempo completamente esquecido, até que no século XX o poeta anglo-católico T.S. Eliot o ressuscitou. O leitor comum, mesmo que não familiarizado com alta poesia, pode ler Donne sem dificuldade e ainda constatar que a sua obra é perene e jamais ficará datada. Sua arte, uma intermitência de dor e prazer, descende daquele lirismo de sacralidade erótica do “&lt;em&gt;Cântico dos Cânticos&lt;/em&gt;”, e revela a alma em sua completa humanidade. Todos os seus textos são um testemunho da inquietação espiritual que dialeticamente oscilava entre a contemplação dos prazeres terrestres e do ascetismo cristão. Essa dialética era a sua maneira de suportar a dor, as perdas e a doença. Como um Jó altivo e sensual, ele desafia Deus, se solidariza com todos os sofredores, e medita sobre sua condição comum, e disso surgem poemas como este: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“&lt;em&gt;Tu perdoas o pecado em que intervim &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;E fiz outros pecar – meus pecados portais? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Tu perdoas o pecado evitado por mim &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Por um ano ou dois, mas curtido bem mais? &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Ao chegares ao fim, tu não terás o fim, &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Pois inda tenho mais.”&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi num destes momentos que ele afirmou que “&lt;em&gt;nenhum homem é uma ilha&lt;/em&gt;”, e assim definiu a perda que sentimos reciprocamente diante de cada morte. Sempre quando leio a poesia de John Donne fico extremamente impressionado com a capacidade do espírito humano de fazer arte não só no prazer e para o prazer, mas também na dor e na iminência do fim. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-8514138422028583118?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/8514138422028583118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=8514138422028583118&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8514138422028583118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8514138422028583118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/08/indecncia-sagrada.html' title='A Indecência Sagrada'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SLs3LGJKUUI/AAAAAAAAApM/tFqMiynFdcg/s72-c/JohnDonne-.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-5274096167199764239</id><published>2008-08-31T17:04:00.000-07:00</published><updated>2008-08-31T17:22:16.188-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SLs1c9jXQMI/AAAAAAAAApE/iJqCkJSmHvU/s1600-h/nakedinbed.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240841363051200706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SLs1c9jXQMI/AAAAAAAAApE/iJqCkJSmHvU/s400/nakedinbed.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;VEM, Dama, vem, que eu desafio a paz;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Até que eu lute, em luta o corpo jaz.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Como o inimigo diante do inimigo,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Canso-me de esperar se nunca brigo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Solta esse cinto sideral que vela,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Céu cintilante, uma área ainda mais bela.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Desata esse corpete constelado,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Feito para deter o olhar ousado.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Entrega-te ao torpor que se derrama&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;De ti a mim, dizendo: hora da cama.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Tira o espartilho, quero descoberto&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;O que ele guarda, quieto, tão de perto.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;O corpo que de tuas saias sai&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;É um campo em flor quando a sombra se esvai.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Arranca essa grinalda armada e deixa&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Que cresça o diadema da madeixa.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Tira os sapatos e entra sem receio&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Nesse templo de amor que é o nosso leito.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Os anjos mostram-se num branco véu&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Aos homens. Tu, meu Anjo, és como o Céu&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;De Maomé. E se no branco têm contigo&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Semelhança os espíritos, distingo:&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;O que o meu Anjo branco põe não é&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;O cabelo mas sim a carne em pé.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Deixa que a minha mão errante adentre&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Atrás, na frente, em cima, em baixo, entre.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Minha América! Minha terra à vista,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Reino de paz, se um homem só a conquista,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Minha Mina preciosa, meu Império,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Feliz de quem penetre o teu mistério!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Liberto-me ficando teu escravo;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Onde cai minha mão, meu selo gravo&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Nudez total! Todo o prazer provém&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;De um corpo (como a alma sem corpo)sem vestes. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;As jóias que a mulher ostenta&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;São como as bolas de ouro de Atalanta:&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;O olho do tolo que uma gema inflama&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Ilude-se com ela e perde a dama.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Como encadernação vistosa, feita&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Para iletrados, a mulher se enfeita;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Mas ela é um livro místico e somente&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;A alguns (a que tal graça se consente)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;É dado lê-la. Eu sou um que sabe;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Como se diante da parteira, abre-&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Te: atira, sim, o linho branco fora,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Nem penitência nem decência agora.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Para ensinar-te eu me desnudo antes:&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;A coberta de um homem te é bastante.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;John Donne&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-5274096167199764239?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/5274096167199764239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=5274096167199764239&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/5274096167199764239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/5274096167199764239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/08/vem-dama-vem-que-eu-desafio-paz-at-que.html' title=''/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SLs1c9jXQMI/AAAAAAAAApE/iJqCkJSmHvU/s72-c/nakedinbed.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-3668770087955408604</id><published>2008-08-28T10:19:00.000-07:00</published><updated>2008-08-28T17:11:01.789-07:00</updated><title type='text'>A Nova Idade das Trevas... ou do Esquecimento.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SLbjHDOfYRI/AAAAAAAAAo8/kVJZqbfhgBQ/s1600-h/gÃ¡rgula.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239624926756823314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SLbjHDOfYRI/AAAAAAAAAo8/kVJZqbfhgBQ/s400/g%C3%A1rgula.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Houve um tempo em que&lt;em&gt; &lt;/em&gt;entre&lt;em&gt; Religião&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Cultura&lt;/em&gt; havia uma equivalência, quase uma sinonímia óbvia - aliás, ainda há, só que esta equivalência, ou sinonímia, é hoje algo despercebido, esquecido. E, ironicamente, estando sintetizados pela Igreja, pelas artes, pela filosofia e pela literatura, a &lt;em&gt;religião&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;cultura&lt;/em&gt; são ainda os únicos componentes de uma civilização que podem sobreviver quando ela chega ao término da sua duração histórica. São os valores universais, que, por servirem a toda a humanidade e não somente ao povo em que se originaram, justificam que ele seja lembrado e admirado por outros povos. A economia, a política, a tecnologia e a ciência são apenas o suporte, local e temporário, de que a civilização se utiliza para seguir vivendo enquanto gera os símbolos nos quais sua imagem permanecerá quando ela própria já não existir. Nenhum povo ascendeu ao primado econômico e político para somente depois se dedicar a interesses espirituais ou intelectualmente superiores. O inverso é que é verdadeiro: a afirmação das capacidades civilizacionais da religião e da cultura antecedem as realizações político-econômicas.&lt;br /&gt;A Itália medieval, por exemplo, mesmo politicamente fragmentada, foi o ponto de encontro do espírito humano com a mais absoluta perfeição artística. A França foi o centro literário e cultural da Europa muito antes das pompas de Luís XIV. Os ingleses, antes de se apoderarem dos sete mares, foram os supremos fornecedores de santos e eruditos para a Igreja. A Alemanha foi o foco irradiador da Reforma e em seguida o centro intelectual do mundo - com Kant, Hegel, Goethe e Schelling - e antes mesmo de constituir-se como nação. Os EUA tinham três séculos de religião devota e de valiosa cultura literária e filosófica antes de lançar-se à aventura industrial que os elevou ao cume da mais dinâmica prosperidade. Os eslavos e escandinavos também tiveram seus santos, filósofos, poetas - sem falar nos dois maiores romencistas de todos os tempos - e isso antes do carvão, do aço e, atualmente, da enérgia nuclear ou do invejável IDH. Aqui não convém desdenhar dos espanhois e portugueses, que complexados por não acompanharem &lt;em&gt;pari passu&lt;/em&gt; o pensamento moderno, acabaram se esquecendo daqueles fantásticos padres-filósofos de Salamanca e Coimbra, mestres de Descartes e Leibniz, que em pleno século XVI já pensavam em economia de mercado e física probabilística, saltando três séculos sobre a ilusão mecanicista cujo prestígio, tão invejado pelos ìluministas ibéricos, só fez atrasar o desenvolvimento das ciências e inspirar, na política, os frutos mais letais da falência estatal. O poder ocidental, então, foi de alto a baixo fruto da religião cristã - religião que seria inconcebível se não tivesse encontrado, como legado das tradições judaica e greco-latina, a semântica poderosa e sutil da Igreja, que irradiaria o conhecimento da Bíblia e da Antiguidade Clássica.&lt;br /&gt;A experiência e herança de dois milênios, no entanto, pode ser obscurecida até tornar-se invisível e inconcebível. Basta que novos bárbaros, travestidos de intelectuais, invadam nossa escolas e nos eduquem para a preguiça e o esquecimento. Coisa que desde há muito vem acontecendo. Por toda parte, as universidades - antigas filhas das igrejas - são hoje, de uma perspectiva intelectual, intrigueiras, doentes, falidas, e, salvo exceções, dirigidas por impostores que, inveriavelmente, duvidam de Deus e desconfiam do homem. O abismo entre o progresso material e a cultura espiritual aumenta de dia para dia, e as armas desse progresso nas mãos dos bárbaros é fato que salta aos olhos de quem ainda pode enxergar. Olhamos em volta e vemos que as universidades foram reduzidas a escolas (superiores) profissionalizantes ou, quando muito, em cursinhos de ideologia, onde toda bagagem intelectual do "acadêmico" se reduz a um punhado de jargões niilistas, clichês relativistas e slogans demagógicos. A bem da verdade, os edifícios das universidades ainda resistem, e neles trabalha-se muito, demais, às vezes, mas o edifício do espírito, esta catedral invisível, está ameaçado de cair em ruínas. Em tempos mais felizes a sueca Ellen Key dizia com sutileza: "&lt;em&gt;Cultura é o que nos resta depois de termos esquecido tudo quanto aprendemos."&lt;/em&gt; Mas que dizer quando o "&lt;em&gt;esquecimento&lt;/em&gt;" é já em si um imediato fator cultural. Com efeito, somos riquíssimos de informação imediata, porém mendigos de cultura. Hoje em dia H. G. Wells poderia dizer melhor do que antes: "&lt;em&gt;We are entered in a race between education and catastrophe..." ("Entramos numa corrida entre educação e catástrofe...").&lt;/em&gt; Aí está a questão da Universidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entretanto, não é sobre universidades que pretendo falar, é sobre trevas e esquecimento. O escritor Jorge Luis Borges dizia que "&lt;em&gt;a memória é o essencial, visto que a literatura está feita de sonhos e os sonhos fazem-se combinando recordações!"&lt;/em&gt; Noutra ocasião, ele também ressaltou que "&lt;em&gt;somos nossa memória, somos esse incomensurável museu de formas inconstantes, esse montão de espelhos rompidos."&lt;/em&gt; E ainda numa acertiva máxima, ele declarou que "o&lt;em&gt; livro é uma extensão da memória e da imaginação."&lt;/em&gt; A memória é pois, naturalmente, o ponto crucial, a pedra de toque que infelizmente, neste tempo de arrogantes esquecidos, converteu-se em pedra de tropeço!... A capacidade de reagir ao texto, a compreensão e a resposta crítica ao autor, pertinentes ao ato pleno da leitura dependem estritamente das artes da memória, isto é, do saber &lt;em&gt;de cor&lt;/em&gt; (termo que merece atenta reflexão).  Saber de cor é uma arte, ou melhor, uma tradição cultural que prevaleceu na educação do ocidente desde a idade média até a Primeira Guerra Mundial. Thomas Mann, por exemplo, na infância havia decorado toda a Ilíada e o Livro de Jó. Os monges e cléricos  (ou &lt;em&gt;clercs &lt;/em&gt;como se dizia nas escolas inglesas) sabiam e ensinavam &lt;em&gt;de cor&lt;/em&gt; extensos trechos das Escrituras Sagradas, da liturgia, da poesia, épica e lírica. A capacidade de citar e recitar de memória capítulos de Homero, Virgílio, Horácio ou Ovídio, de ter sempre uma citação apropriada de Dante, Shakespeare, Milton ou Platão gerou uma tessitura compartilhada de ecos, de identificações e reciprocidades intelectuais e emcionais sobre as quais fundamenta-se a linguagem da filosofia, da política, da jurisprudência, das leis e das ciências ocidentais. O conhecimento de cor das fontes latinas da cultura, de La Fountaine, de Racine, das frases de impacto de Oscar Wilde deram à vida cultural da Europa o seu caráter retórico. O leitor autêntico, o &lt;em&gt;lector&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;lisant, &lt;/em&gt;como se dizia na Idade&lt;em&gt; &lt;/em&gt;Média&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;situava o texto que estava lendo num espaço cheio de ressonâncias. Um eco respondia a outro, a analogia era precisa e imediata, as correções e as emendas eram justificadas por precendentes evocados com precisão. O leitor reagia ao texto com todo este repertório de referências e associações. Mas isso é coisa do passado!... Quantas pessoa com dotes semelhantes, atualmente, você conhece? Decerto, poucas, talvez nenhuma. Mas não se envergonhe porque vivemos na era do esquecimento, a nova e verdadeira idade das trevas, em que não há restrição de livros, mas de leitores. Nesta era a atrofia da memória é característica principal da educação. A grande maioria de nós já não sabe identificar - e muito menos citar - até mesmo as passagens bíblicas mais importantes, tampouco os textos subjacentes à leitura ocidental (de Camões a Cora Coralina, de Goethe à Guimarães Rosa, os textos carregam dentro de si o eco implícito dos textos que os antecedem). As mais elementares alusões à Mitologia Grega, ao Antigo e ao Novo Testamento, aos clássicos, à história antiga e ocidental tornaram-se herméticas. Pequenos retalhos de textos sobrevivem agora precariamente à custa de pretenciosas notas de rodapé. A identificação da fauna e da flora, das principais constelações, das liturgias das horas e das estações do ano, que, como demonstrou C.S. Lewis, são conhecimentos essenciais à mais simples compreensão da poesia ocidental, do drama, do romance, de Bocaccio a Tennyson, são considerados hoje em dia um saber especializado. Já não mais aprendemos de cor. Os interstícios de nosso saber já não comportam ecos, pois estão entulhados de trivialidades estridentes, de lixo ideológico, de preconceitos politicamente-correto, todos cimentados por uma inexpugnável preguiça mental. O ensino escolar de nossos dias, princialmente o universitário, o acadêmico, é amnésia programada.  Estamos esteticamente falidos, agonizantes. Logo resta-nos apenas um esplendor tecno-científico, uma semântica de estímulos auditivos e visuais, em que telas e monitores substituem livros. A ciência e a tecnologia não passam pelo processo de declínio observado em outras áreas da criação humana. Mas isso não invalida o diagnóstico geral. Digamos então que o estado da alma ocidental não é feliz. Não encontramos ninguém dizendo a frase de Erasmo no começo da Renascença: "&lt;em&gt;Que tempo maravilhoso para se viver!&lt;/em&gt;". Por isso precisamos reavaliar nosos conceitos de civilização, de cultura, de identidade e sobretudo de educação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A moderna educação ocidental nos acostumou a ler a historia antiga e sobretudo a medieval sob a ótica de "valores modernos" (termo bastante paradoxal!). Porém, quem já tentou ler a modernidade através da Idade Média?... Por que não podemos, em vez de medir o passado com a régua dos senhores do dia, julgar os senhores do dia à luz das sementes cujo máximo e perfeito desenvolvimento eles, sem a mínima prova, asseguram representar? Por que não nos atravemos a provar que as antigas sementes, plantadas em terra nova, podem dar melhores e mais doces frutos do que as ideologias niilistas, positivistas, anarquistas, relativistas, multiculturalistas das quais pendem toda degradação intelectual de hoje?&lt;br /&gt;Toda a civilização ocidental nasceu de surtos religiosos da Igreja Cristã. Jamais existiu uma “cultura laica”. E longo tempo decorrido da fundação desta civilização, nada impede que alguns valores e símbolos sejam separados abstrativamente das suas origens e se tornem, na prática, forças educativas relativamente independentes. Até isso ela propiciou.&lt;br /&gt;Mas digo “relativamente” porque, qualquer que seja o caso, seu prestígio e em última análise seu sentido continuarão devedores da tradição religiosa e não sobrevivem por muito tempo quando ela desaparece da sociedade em torno. Toda “cultura laica” não é senão um recorte operado em códigos e referências religiosas anteriores. Esse recorte pode ser eficaz para certos grupos dentro de uma civilização que, no fundo, permaneça religiosa, mas, suprimido esse fundo, o recorte perde todo sentido. A incapacidade de uma leitura autêntica e proveitosa decorre, portanto, apenas disso. O presente estado de coisas nos países que se desprenderam mais integralmente de suas raízes judaico-cristãs está demonstrando com evidência máxima que a pretensa “civilização laica” nunca existiu nem pode existir. E a literatuta é somente um indício.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-3668770087955408604?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/3668770087955408604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=3668770087955408604&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/3668770087955408604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/3668770087955408604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/08/nova-idade-das-trevas-ou-do.html' title='A Nova Idade das Trevas... ou do Esquecimento.'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SLbjHDOfYRI/AAAAAAAAAo8/kVJZqbfhgBQ/s72-c/g%C3%A1rgula.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-3336944601540351260</id><published>2008-08-23T09:09:00.001-07:00</published><updated>2008-08-28T09:52:38.499-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SLbXpWxutoI/AAAAAAAAAo0/HZyYGSgikLI/s1600-h/ruinas.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239612321980921474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SLbXpWxutoI/AAAAAAAAAo0/HZyYGSgikLI/s400/ruinas.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Um blog sobre a decadência da literatura, o fim da civilização &amp;amp; outras amenidades.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-3336944601540351260?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/3336944601540351260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=3336944601540351260&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/3336944601540351260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/3336944601540351260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/08/um-blog-sobre-decadncia-da-literatura-o.html' title=''/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SLbXpWxutoI/AAAAAAAAAo0/HZyYGSgikLI/s72-c/ruinas.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-9204469541267884748</id><published>2008-08-23T08:48:00.000-07:00</published><updated>2008-08-23T08:58:58.461-07:00</updated><title type='text'>Entreouvido na livraria...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SLAzhKstoKI/AAAAAAAAAos/uZos7nXNVoI/s1600-h/Check.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237743011532480674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SLAzhKstoKI/AAAAAAAAAos/uZos7nXNVoI/s400/Check.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Moça do caixa olhando a assinatura do cheque do cliente: Allan Kardec.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;- Meu pai admira muito a obra do senhor!...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-9204469541267884748?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/9204469541267884748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=9204469541267884748&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/9204469541267884748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/9204469541267884748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/08/entreouvido-na-livraria.html' title='Entreouvido na livraria...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SLAzhKstoKI/AAAAAAAAAos/uZos7nXNVoI/s72-c/Check.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-1089871117908283266</id><published>2008-08-16T10:37:00.000-07:00</published><updated>2008-08-16T10:44:31.328-07:00</updated><title type='text'>Palavras cantadas...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SKcR1Z5IFsI/AAAAAAAAAok/18owUo1LHgM/s1600-h/dori.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235172701022721730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SKcR1Z5IFsI/AAAAAAAAAok/18owUo1LHgM/s400/dori.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As moça de Jaguaripe&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Choraram de fazê dó&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Seu "Dori" foi na jangada&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E a jangada voltou só&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Dorival Caymmi &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;(30 de abril de 1914 - 16 de agosto de 2008)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Mundo menos interessante e mais silencioso.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-1089871117908283266?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/1089871117908283266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=1089871117908283266&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1089871117908283266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1089871117908283266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/08/palavras-cantadas.html' title='Palavras cantadas...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SKcR1Z5IFsI/AAAAAAAAAok/18owUo1LHgM/s72-c/dori.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-8497031238118315136</id><published>2008-08-15T12:56:00.000-07:00</published><updated>2008-08-15T13:01:11.835-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SKXgQ0HzGbI/AAAAAAAAAoc/1yiDF0hdmV0/s1600-h/Os-Corvos2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234836721361951154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SKXgQ0HzGbI/AAAAAAAAAoc/1yiDF0hdmV0/s400/Os-Corvos2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"Os corvos afirmam que um só corvo seria capaz de destruir os céus. Sobre isso não há dúvida, mas isso nada prova contra os céus, pois o céu, simplesmente, significa a impossibilidade dos corvos!"&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Franz Kafka&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-8497031238118315136?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/8497031238118315136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=8497031238118315136&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8497031238118315136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8497031238118315136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/08/os-corvos-afirmam-que-um-s-corvo-seria.html' title=''/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SKXgQ0HzGbI/AAAAAAAAAoc/1yiDF0hdmV0/s72-c/Os-Corvos2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-8519013364235535470</id><published>2008-08-15T12:49:00.000-07:00</published><updated>2008-08-15T13:04:28.963-07:00</updated><title type='text'>Um Teólogo Secular</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SKXe9qg2I1I/AAAAAAAAAoU/BNnLeVLxknA/s1600-h/kafka.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234835292853510994" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SKXe9qg2I1I/AAAAAAAAAoU/BNnLeVLxknA/s400/kafka.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A exemplo de outras obras excepcionais da literatura, das artes plásticas e da música, a ficção de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Franz Kafka&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; é a que hoje, mais contundentemente, convida o ser humano perplexo a decifrá-la, e faz desse convite uma armadilha religiosa. Na condição de indivíduo e escritor, Kafka foi uma seqüência de imensos paradoxos. As suas maiores obra de ficção – &lt;em&gt;“O Processo”&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;“O Castelo”&lt;/em&gt; – não chegam a desafiar &lt;em&gt;“Em Busca do tempo Perdido”,&lt;/em&gt; de Proust, “&lt;em&gt;Ulysses&lt;/em&gt;”, de Joyce, ou mesmo “&lt;em&gt;A Montanha Mágica&lt;/em&gt;”, de Thomas Mann. No entanto pensamos no século XX como uma leitura de Kafka, e não de Proust ou Joyce, e muito menos de Thomas Mann. Na vida, ele foi do mesmo modo tão bem-sucedido quanto fracassado. Não tinha formado família; sua carreira jurídica na área de seguros era, na melhor, das hipóteses, sofrível e risível; o sucesso literário, avaliado por qualquer escala pessoal ou pública, escapou-lhe quase por completo; sua aparência física inspirava certa reação divertida, ou prognósticos desfavoráveis: quer pela feiúra, quer pela timidez; seus relacionamentos eróticos terrivelmente complicados – como seu prolongado noivado com Felice Bauer e seu amor por Milena – terminavam sempre mal. E sempre que se via na iminência de assumir um compromisso, Kafka refugiava-se na doença, a tuberculose, que viria a causar-lhe a morte prematura. Em qualquer biografia não podemos deixar de perceber a etiologia psicossomática da doença e de observar que era uma situação consentida. Kafka usava a doença como ela o usava, e essa reciprocidade tornava ainda mais profundos seus sentimentos de culpa. Tanto em relação aos ideais pessoais, literários e religiosos como às expectativas brutalmente expressas por seu pai, Kafka declarava-se um fracassado total, um decaído. Daí a culpa ser o seu tema mais recorrente e, por conseguinte, o objeto de sua “teologia secular”, disfarçada de literatura. Entretanto, por mais que negasse possuir sabedoria ou percepção religiosa, Franz Kafka foi, depois de Dostoievski, o mais arguto teólogo secular da moderna literatura ocidental. E cada vez que o releio percebo o quanto é estranha e, ao mesmo tempo, inquestionável sua profunda espiritualidade. Cumpre-me confessar que não gosto de Kafka, não sou fã, muito embora tenha lido tudo que dele pudesse encontrar com a mesma avidez e asco. Poucos escritores, só os grandes, conseguem tal proeza. Em meio a toda uma ambientação voltada para o mundano, o político e o racional, Kafka compõe um conjunto de parábolas, de alegorias, de aforismos e de comentários cuja essência é - técnica e substantivamente - sagrada, teológica e religiosa. É aí que se observa a ascendência espiritual pessimista de Pascal, Kierkegaard e Nietzsche, e ao mesmo tempo a influência ficcional de Dostoievski, primo literário, cuja força narrativa revela como a santidade encontra-se lado a lado com o mais profundo ódio. Neste termos, ousaria dizer que Kafka é um judeu eminentemente talmúdico, mas com aspirações de cristão protestante. As aflições de Caim e Abel, de Abraão e Isaac, de Jó e seus amigos, de Judas e Jesus Cristo, cuja dialética é desafiadora e enigmática, são as mesmas aflições que atormentam Gregor Sansa, Joseph K. e todos os K. que figuram na obra de Kafka, e terminam por destruí-lo. A tristeza, a angústia e o desalento supremos dos seus livros, suas cartas, seus diários, de tudo, enfim, que ele escreveu, é incomensurável. Porém ele também era um satirista social, um virtuoso do grotesco, do absurdo, que sabia parodiar os temas mais sérios. Não obstante, sob todos os chistes, piadas e anedotas, as invenções ficcionais de Kafka constituem uma prodigiosa façanha de indagação metafísico-religiosa. Reconheço que Kafka é escorregadio e bastante refratário às definições, e tudo que diz respeito a esse artigo é paradoxal, pois Kafka certamente dele fugiria. Mas do que não fugia Kafka? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além de ter sido o teólogo da dúvida, Kafka foi também o gênio literário do isolamento. E toda a sua obra perturbadora ensina-nos a vislumbrar o quanto podemos "ser" ou "estar" sozinhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-8519013364235535470?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/8519013364235535470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=8519013364235535470&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8519013364235535470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8519013364235535470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/08/um-telogo-secular.html' title='Um Teólogo Secular'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SKXe9qg2I1I/AAAAAAAAAoU/BNnLeVLxknA/s72-c/kafka.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-7460444904454236733</id><published>2008-08-15T12:43:00.000-07:00</published><updated>2008-08-15T13:18:51.902-07:00</updated><title type='text'>Predestinação: a religião político-jurídica de Kafka!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SKXdkQGR5OI/AAAAAAAAAoM/eMPDFJ7hmQE/s1600-h/bifurcacao1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234833756754404578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SKXdkQGR5OI/AAAAAAAAAoM/eMPDFJ7hmQE/s400/bifurcacao1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por mais que Deus e a religião sejam aparentemente imperceptíveis na obra de Kafka, eles não estão ausentes. Sua literatura essencialmente onírica e estruturalmente absurda prefigura uma teologia desafiadora, cuja fé irrompe das convulsões de uma agonia de dúvida, como em santo Agostinho, Lutero, Pascal, Kierkegaard, Dostoievski e Nietzsche. Essa esplendorosa agonia Kafka encontrou nos fardos da vida cotidiana. Como judeu crescido em civilização cristã, ele absorveu o que havia de mais desconcertante nestas duas tradições religiosas: o fatalismo da eleição divina, ou melhor, a predestinação. Esse é o tema de toda a sua literatura, e cada um dos seus romances o observa sob diversos prismas. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Processo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; é um apólogo e uma apologia, ao mesmo tempo. Sob o véu da alegoria, Kafka instrui acusação contra a justiça do tribunal divino. O delito desconhecido do personagem K. é o pecado original. O processo judicial é o signo da predestinação. E o que K. evita, sem compreender, pelas suas atividades é a graça. A prisão de K. não passava de uma provocação por parte daquele estranho tribunal, segundo o qual, o próprio personagem tem de criar pelas suas atitudes as razões de sua absolvição ou condenação. E, sem querer, cria o delito mortal, prevalecendo-se obstinadamente da sua inocência. Faz tudo o que se pode fazer: contrata um advogado e um médico, corrompe o carcereiro e o escrivão. Mas eles não podem ajudá-lo porque nenhum deles compreende o processo melhor do que o próprio K., todavia todos estão convencidos da justiça e da onipotência do tribunal; por isso aconselham K. a confessar um crime que ele não conhece e nem pode conhecer. E neste contexto absurdo K. não faz mais que jogar o processo contra si mesmo. Ao longo de toda a narrativa o homem é apresentado como uma vítima passiva da perseguição celeste. No conto “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Colônia Penitenciária&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;”, que é uma continuação de &lt;em&gt;“O Processo”,&lt;/em&gt; vemos uma terrível máquina de precisão marcar no corpo dos forçados, por meio de agulhas incandescentes, os nomes dos delitos, que são desconhecidos dos próprios condenados. A tortura pela qual a sua culpa lhe será revelada é a única esperança, pois saber o nome do delito é a condição preliminar para saber justificar-se. No romance inacabado &lt;strong&gt;&lt;em&gt;“O Castelo”,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; a questão se inverte, mas ainda requer a mesma resposta. Ainda nesta narrativa o herói se chama K., somente K.! E o seu adversário não é desta vez um tribunal, mas o Castelo, o lugar onde a graça e a redenção estão concentradas. Ao pé deste castelo há uma aldeia, onde os camponeses, crentes humildemente submissos, executam suas tarefas diárias. K. também desejaria ser camponês nessa aldeia. É preciso frisar: ele o quer, ele o exige mesmo. Desejaria obrigar o Castelo a conceder-lhe o direito de permanência na aldeia. Quer forçar esta comunhão com fiéis mesmo sem ser um “eleito”. E o que ele pode fazer para ser um eleito? Ninguém sabe. Predestinação! Mesmo depois de acolhido, K. é logo coagido a deixar a aldeia por um dos filhos do castelão. Ele então recorre a uma mentira dizendo que foi contratado para trabalhar como nivelador. Resolvem telefonar para o Castelo. E o Castelo responde de maneira surpreendente: sim, K. estava sendo esperado! É o primeiro dom voluntário da graça: mas contém uma punição. Pois o Castelo retorna o telefonema acrescentando: “K. tem permissão de ficar, mas o seu contrato foi um lamentável engano, não há necessidade de niveladores, portanto ele pode ficar, mas não pode participar da vida da aldeia. K. desespera-se pois embora presente não participa, sua existência não tem sentido. Eis-nos nas últimas linhas do romance inacabado. Mas uma anotação aponta-nos um fim: K. não tem o direito de compor a aldeia, mas considerando-se certas circunstâncias, ser-lhe-á permitido permanecer, isolado e excluído, até a morte. Em “&lt;em&gt;O Processo”&lt;/em&gt; o céu instaura litígio espiritual contra o homem. Em &lt;em&gt;“O Castelo&lt;/em&gt;” o homem instaura litígio contra o céu. São as conseqüências da lógica da predestinação. O homem em Kafka, recusa-se e revolta-se contra um misterioso sistema de seletividade divina. Acusa Deus, como Ivan Karamazov que entendia a predestinação como uma piada blasfema e absurda. Não parece que esse Deus deseja a participação do homem em sua própria redenção. No abismo entre o Deus tirânico dos crentes da predestinação como Santo Agostinho e Calvino, e o homem desavisado de sua condição metafísica, Kafka sonda o caminho da graça. No seu último diário, pouco antes de morrer, ele copiou as seguintes palavras de um sermão de Lutero: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Deus não é inimigo dos pecadores, mas somente da soberba dos descrentes que não admitem os próprios pecados nem procuram o apoio de Cristo, mas que procuram temerária e estupidamente a purificação em si mesmos”.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A estas palavras, Kafka contrapôs o seguinte aforismo:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Quem procurar não encontrará, quem não procurar será encontrado!” &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando li este aforismo, imediatamente, lembrei-me das sábias palavras do filósofo católico Baisle Pascal:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Consola-te: não me procurarias se já não tivesses encontrado!”&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-7460444904454236733?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/7460444904454236733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=7460444904454236733&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/7460444904454236733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/7460444904454236733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/08/predestinao-religio-poltico-jurdica-de.html' title='Predestinação: a religião político-jurídica de Kafka!'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SKXdkQGR5OI/AAAAAAAAAoM/eMPDFJ7hmQE/s72-c/bifurcacao1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-4246967014084880425</id><published>2008-08-01T11:10:00.000-07:00</published><updated>2008-08-01T11:35:29.183-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_p18pOAaoNv8/SJNXTKpT5FI/AAAAAAAAAoE/9MiNRdQYwO0/s1600-h/lion.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229619579094033490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_p18pOAaoNv8/SJNXTKpT5FI/AAAAAAAAAoE/9MiNRdQYwO0/s400/lion.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No fim tu hás de ver que as coisas mais leves &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;são as únicas que o vento não conseguiu levar:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;um estribilho antigo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;um carinho no momento preciso&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;o folhear de um livro de poemas&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;o cheiro que tinha um dia o próprio vento...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Mário Quintana&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-4246967014084880425?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/4246967014084880425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=4246967014084880425&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/4246967014084880425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/4246967014084880425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/08/no-fim-tu-hs-de-ver-que-as-coisas-mais.html' title=''/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_p18pOAaoNv8/SJNXTKpT5FI/AAAAAAAAAoE/9MiNRdQYwO0/s72-c/lion.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-1783772323838378417</id><published>2008-08-01T11:01:00.000-07:00</published><updated>2008-08-01T11:07:23.502-07:00</updated><title type='text'>A mais difícil simplicidade!...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_p18pOAaoNv8/SJNQlt5JXzI/AAAAAAAAAn8/Ewfj0u8QObk/s1600-h/quintana.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229612201211944754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_p18pOAaoNv8/SJNQlt5JXzI/AAAAAAAAAn8/Ewfj0u8QObk/s400/quintana.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na minguada constelação da poesia brasileira, &lt;strong&gt;Mario Quintana&lt;/strong&gt; é astro de primeira grandeza, muito embora haja quem conteste, porque seu brilho surgiu tão remoto e distante que foi considerado pequeno e fugaz, como uma “supernova” poética. Eu, particularmente, o prefiro a qualquer outro - mesmo em detrimento dos meus conterrâneos (Manuel Bandeira e João Cabral) que desde sempre refulgem que nem os bois do carro-do-sol de Apolo Auriniente, divindade estética da música e da poesia. O que se deu com Quintana é o que se dá com tantos outros à margem dos acontecimentos, onde a chancela das edições provincianas é quase sempre uma fatal condenação ao silêncio e ao esquecimento. Mas quase!... Para escapar a esta triste fatalidade, e obter projeção, Quintana teve a sorte de ser reeditado no Rio de Janeiro (sob os auspícios de Manuel Bandeira), de onde, afinal, pôde brilhar em todo o seu esplendor, ofuscando assim as critiquinhas que queriam reduzi-lo ao tamanho delas próprias. A poesia de Quintana é feérica e se caracteriza por rápidos e pequenos sortilégios, feitiços ou simpatias verbais que funcionam e impressionam pela difícil simplicidade de sua forma e conteúdo. Ternura, melancolia, intimismo, misticismo, ironia, ingenuidade, humor e erotismo são ingredientes de sua quintessência poética. Quem nunca desejou, ou mesmo supôs-se capaz de imitar, e até superar Mario Quintana, para logo surpreender-se frustrado? Eu já!... Desde então abdiquei da vaidade de ser poeta. A facilidade com que se exprime é ilusória: nada aí está ao alcance dos nossos dedos, por mais próximo que pareçam. Quintana é um enfeitiçado das letras, dono de um condão semântico encantatório que ele sabe manipular com o mínimo de palavras. Com tais poderes, seus versos sempre conseguem aquele prodígio “&lt;em&gt;lorcaniano&lt;/em&gt;” de significados, próprio da grande poesia. Seus símbolos e termos são quase sempre diminutos, estreitos, lacônicos, e no entanto polissêmicos, multívocos. A sua lírica é, como dizia Drummond, uma tradução para o simples de muitos mistérios. Com efeito, o monumental e misterioso “&lt;em&gt;Em Busca do Tempo Perdido&lt;/em&gt;” de Marcel Proust, não pôde encontrar no idioma português outro tradutor mais competente. À parte as traduções, basta uma leitura, mesmo apressada de algumas de suas obras como “&lt;em&gt;As Canções&lt;/em&gt;”, “&lt;em&gt;O&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Aprendiz de Feiticeiro”, “O Sapato Florido”, “A Rua dos Cataventos”, “A Cor do Invisível”&lt;/em&gt; ou o “&lt;em&gt;Carderno H&lt;/em&gt;”, para deixar claro o equivoco de certos telescópios críticos ao considerar menor essa imensa estrela poética. Quisera eu saber como fazer metade dessa poesia doce e lúcida, debochada, genial e grandiosa, apesar da humilíssima constituição, que está para muito além de qualquer academia, qualquer título. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-1783772323838378417?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/1783772323838378417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=1783772323838378417&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1783772323838378417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1783772323838378417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/08/mais-difcil-simplicidade.html' title='A mais difícil simplicidade!...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_p18pOAaoNv8/SJNQlt5JXzI/AAAAAAAAAn8/Ewfj0u8QObk/s72-c/quintana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-2381733814307153015</id><published>2008-07-03T10:55:00.000-07:00</published><updated>2008-07-03T12:07:32.698-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_p18pOAaoNv8/SG0i7dyNqtI/AAAAAAAAAn0/VgYXgg3uPAE/s1600-h/picasso-Young-Girl.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218865948195138258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_p18pOAaoNv8/SG0i7dyNqtI/AAAAAAAAAn0/VgYXgg3uPAE/s400/picasso-Young-Girl.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vai, livro natimudo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E diz a ela&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que um dia me cantou essa canção de Lawes:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Houvesse em nós&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mais canção, menos temas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então se acabariam minhas penas,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meus defeitos sanados em poemas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para fazê-la eterna em minha voz&lt;br /&gt;Diz a ela que espalha&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tais tesouros no ar,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sem querer nada mais além de dar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vida ao momento,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que eu lhes ordenaria: vivam,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quais rosas, no âmbar mágico, a compor,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Rubribordadas de ouro, só&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma substância e cor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desafiando o tempo.&lt;br /&gt;Diz a ela que vai&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com a canção nos lábios&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas não canta a canção e ignora&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem a fez, que talvez uma outra boca&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tão bela quanto a dela&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em novas eras há de ter aos pés&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os que a adoram agora,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando os nossos dois pós&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com o de Waller se deponham, mudos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No olvido que refina a todos nós,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até que a mutação apague tudo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Salvo a Beleza, a sós.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Ezra Pound&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-2381733814307153015?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/2381733814307153015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=2381733814307153015&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/2381733814307153015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/2381733814307153015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/07/vai-livro-natimudo-e-diz-ela-que-um-dia.html' title=''/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_p18pOAaoNv8/SG0i7dyNqtI/AAAAAAAAAn0/VgYXgg3uPAE/s72-c/picasso-Young-Girl.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-2432812107138639729</id><published>2008-07-03T10:19:00.000-07:00</published><updated>2008-07-03T10:55:00.216-07:00</updated><title type='text'>Antenadíssimo</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_p18pOAaoNv8/SG0QiH8tPqI/AAAAAAAAAns/kiv55Jok3uo/s1600-h/Ezra+Pound.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218845721627541154" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_p18pOAaoNv8/SG0QiH8tPqI/AAAAAAAAAns/kiv55Jok3uo/s400/Ezra+Pound.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ezra Pound&lt;/strong&gt; é, pessoalmente falando, uma das figuras literárias mais constrangedoras que surgiu desde Dostoievski. Digo isso porque sua alma foi tão luminosa quanto sombria. Nascido em 1885, era um menino rico, branco e protestante do Idaho, conhecido pelo domínio precoce de várias línguas. Começou a lecionar literatura muito cedo, aos 16 anos, mais foi despedido por ser um tipo muito “&lt;em&gt;Quartier Latin&lt;/em&gt;”. Em breve buscou abrigo entre almas singulares, no estrangeiro. Aos 23 anos, engordando de fome numa dieta de batatas em Veneza, ele publicou seu primeiro livro, &lt;em&gt;A Lume Spento&lt;/em&gt;, em italiano, uma coletânea de poemas que provocou uma amizade agressiva com Yeats, que assim o definia: “&lt;em&gt;Uma natureza bruta e rude, ele está sempre ferindo o sentimento das pessoas, todavia é dotado de boa-vontade e de um gênio semântico incomensurável&lt;/em&gt;”. Boa-vontade: para dizer o mínimo! – entre 1909 e 1920, quando viveu em Londres e depois em Paris, ele sistematicamente promoveu as carreiras alheias (T. S. Eliot dedicou “&lt;em&gt;A Terra Devastada&lt;/em&gt;” a Pound; foi Pound quem levantou o dinheiro necessário para Joyce terminar "&lt;em&gt;Ulysses"&lt;/em&gt;; e ainda contribuiu para publicação de “&lt;em&gt;A Consciência de Zeno&lt;/em&gt;” de Svevo, mesmo antipatizando com judeus). Sua generosidade nesse aspecto é uma questão sobre a qual até Hemingway, que não costuma celebrar a gentileza alheia, deu seu testemunho: “&lt;em&gt;Até agora&lt;/em&gt;”, escreveu em 1925, “&lt;em&gt;vemos que Pound, um poeta maior, dedicar um quinto de seu tempo à poesia, digamos. No restante do tempo ele tenta promover a fortuna tanto poética quanto material dos seus amigos&lt;/em&gt;”. E não era isso, eles os defendia quando eram atacados, colocava-os nas revistas e os tirava da cadeia. Emprestava dinheiro. Vendia seus quadros. Conseguia concertos para eles. Escrevia artigos a seu respeito. Apresentava os amigos a mulheres ricas. Fazia com que os editores lessem seus livros. Passava a noite em claro com eles, quando acreditavam que iam morrer, e servia de testemunha na hora do testamento. Adiantava despesas de hospital e os dissuadia de cometer suicídio. E, no final, alguns poucos evitam apunhalá-lo pelas costas na primeira oportunidade. Mesmo assim, ele conseguiu publicar panfletos regularmente, compor seus famosos &lt;em&gt;Cantos&lt;/em&gt; (“&lt;em&gt;o épico das viagens de uma inaudita mente poética&lt;/em&gt;”, como definiu João Cabral de Melo Neto, seu mais ilustre discípulo brasileiro). "Inaudita mente poética" é um gentil eufemismo, Pound era uma verdadeira antena semântica, cujo profundo domínio gramatical de diversos idomas chegava ser estarrecedor - daí ser tão grande poeta quanto tradutor. Nisto, porém, havia uma singela ironia: o escritor que foi um dos melhores tradutores, não apenas de um para quase todos os idiomas inverificáveis do extremo Oriente, mas do familiar território ocidental, seja qual fosse a sua compreensão da escrita, não era poeticamente fruível em algumas traduções. Ou seja, Pound era capaz de traduzir com maestria qualquer escritor de qualquer lugar, época ou língua. Mas poucos eram capazes de traduzi-lo!... Além de poesia e tradução, ele também tentou escultura e pintura com seriedade, mas sem sucesso. Entretanto foi o estudo do existencialismo ateu que se tornou seu interesse mais intenso, que veio juntamente com a nociva amizade e influência de Heidegger - depois do que ele desenvolveu noções filosóficas equivocadas que o levariam a ruína psíquica e moral: em 1939, sendo ainda muito italianófilo, mussolinista, assumiu publicamente uma postura anti-semita e começou a transmitir pelas rádios de Roma uma seqüência de discursos de cunho fascista que culminariam com seu indiciamento como traidor dos Estados Unidos; unidades do exército norte-americano que invadiram a Itália o capturaram em 1945. Por várias semanas, como uma besta feroz e raivosa, ele ficou preso numa jaula ao ar livre em Pisa. Meses depois, na véspera do seu julgamento por traição, ele foi declarado insano, como poderia ocorrer com qualquer outro poeta digno do nome; passou os doze anos seguintes isolado, evitado e quase esquecido no hospital Santa Elizabeth, no Distrito de Columbia. Enquanto estava lá publicou &lt;em&gt;The Pisan Cantos&lt;/em&gt;, ganhou o prêmio Bollingen, um premio excessivamente censurado nos círculos endinheirados. Contudo, num dia chuvoso de 1958, Pound, então um velho de 72 anos, com sua barba antes exuberante tornando-se grisalha e seu rosto de santo demasiado pecador vincado por linhas que contavam uma história digna de consternação, compareceu perante a Suprema Corte e soube que era considerado “incuravelmente insano”. Incurável, mas inofensivo o bastante para viver livre. Imediatamente Pound anunciou: “Qualquer homem capaz de viver na América é insano!"... e se preparou para voltar a Itália. As fotografias, como esta feita por Cartier-Bresson, foram ainda tiradas poucos dias antes de sua partida de navio. Arrogante, zombeteiro, sombrio, seus olhos se fechando quando entoou os versos de uma canção sem sentido, balançando para frente e para trás, com se ainda estivesse na jaula em Pisa. Ou na jaula em que a própria vida se transformou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar de tudo isso, sua poesia é eterna e não apenas merece, mas deve ser lida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-2432812107138639729?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/2432812107138639729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=2432812107138639729&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/2432812107138639729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/2432812107138639729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/07/antenadssimo.html' title='Antenadíssimo'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_p18pOAaoNv8/SG0QiH8tPqI/AAAAAAAAAns/kiv55Jok3uo/s72-c/Ezra+Pound.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-8831513680532936107</id><published>2008-06-14T08:22:00.000-07:00</published><updated>2008-06-16T12:38:45.659-07:00</updated><title type='text'>Da série: Quéisso??????????!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SFPlz_SaG3I/AAAAAAAAAnM/15bye3y24gA/s1600-h/MarilynMonroeReadsJamesJoyce.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211761875122527090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SFPlz_SaG3I/AAAAAAAAAnM/15bye3y24gA/s400/MarilynMonroeReadsJamesJoyce.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há cinquntas anos atrás, no dia 16 de junho de 1958, Marilyn Monroe foi fotografada lendo (ou tentando ler) &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Ulysses"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de James Joyce... Reparem na expressão da moça: reflexiva, espantada, estarrecida, confusa, catatônica ou cara-de-choro? Não importa. A pergunta certa é: quanta humilhação e maldade pode suportar uma serumana??? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois, ninguém entende porque (quatro anos depois) ela se matou!...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-8831513680532936107?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/8831513680532936107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=8831513680532936107&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8831513680532936107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8831513680532936107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/06/da-srie-quisso.html' title='Da série: Quéisso??????????!'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SFPlz_SaG3I/AAAAAAAAAnM/15bye3y24gA/s72-c/MarilynMonroeReadsJamesJoyce.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-5435388453869783745</id><published>2008-06-14T08:05:00.000-07:00</published><updated>2008-06-16T12:41:02.067-07:00</updated><title type='text'>BLOOMSDAY</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SFPhEXRlJiI/AAAAAAAAAnE/Q_B-bGxKRdg/s1600-h/BloomsdayPoster.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211756658881275426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SFPhEXRlJiI/AAAAAAAAAnE/Q_B-bGxKRdg/s400/BloomsdayPoster.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Toda a substância do romance &lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Ulysses"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; é simplesmente o dia 16 de junho de 1904, em Dublin. Cidade a margem do mundo que não nos importa em nada, num dia em que nada aconteceu; a não ser o retorno de &lt;em&gt;Stephen Dedalus&lt;/em&gt; e seu encontro com &lt;em&gt;Leopold Bloom&lt;/em&gt;. Nunca mais a literatura seria a mesma. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-5435388453869783745?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/5435388453869783745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=5435388453869783745&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/5435388453869783745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/5435388453869783745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/06/bloomsday.html' title='BLOOMSDAY'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SFPhEXRlJiI/AAAAAAAAAnE/Q_B-bGxKRdg/s72-c/BloomsdayPoster.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-6554260294262854812</id><published>2008-06-14T07:57:00.000-07:00</published><updated>2008-06-16T13:02:49.687-07:00</updated><title type='text'>Literatura casca grossa</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SFbGuuTeEQI/AAAAAAAAAnk/rnanMNtOAk4/s1600-h/joyce.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212572124733903106" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SFbGuuTeEQI/AAAAAAAAAnk/rnanMNtOAk4/s400/joyce.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;James Joyce&lt;/strong&gt; certa vez confessou a um amigo: "&lt;em&gt;Quando jovem, uma das coisas com as quais não conseguia me acostumar era a distância entre a vida real e a literatura&lt;/em&gt;". Qualquer leitor que sabe apreciar boa leitura percebe a diferença. Joyce passou toda a sua carreira tentando aproximar essas realidades e, sem perceber, acabou revolucionando a ficção do século 20. Ele trouxe sua própria vida para a literatura. Nascido nos arredores de Dublin, em 1882, &lt;em&gt;James Augustine Aloysius Joyce&lt;/em&gt; era o mais velho dos dez filhos do casal John e Mary Jane Joyce. O pai, beberrão espirituoso e irascível, era um provedor negligente. A mãe, católica devota, impotente diante das adversidades da vida, assistiu resignada e contrita à ruína da família. Em 1902, ao terminar seus estudos na Trinity College, em Dublin, Joyce achava que já sabia o bastante para dispensar a religião, a família, a terra natal e a coroa britânica. A literatura seria sua vocação e sua passagem para a imortalidade. No final de 1904, Joyce deixou a Irlanda em direção ao continente, levando na cabeça todas as histórias que um dia iria escrever. Ao lado de Nora Barnacle, jovem camareira da região de Galway, que ele conheceu num hotel de Dublin, o escritor andou por cidades como Pola, Trieste, Zurique, Roma e Paris. Para sustentar a esposa e os dois filhos, Joyce trabalhava como professor ou escriturário. Esse período pode ser definido como uma sucessão de crises. Aliás, toda a sua vida foi uma crise intermitente, que só terminou com sua morte, quando refugiado na Suíça, praticamente cego, separado da filha esquizofrênica que ele adorava e que ficou sozinha, internada num hospício na França sem poder deixar o país recém-ocupado pelos alemães. Uma biografia de partir o coração, a bibliografia porém.. Seu primeiro livro de ficção, "&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Os Dublinenses&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;" (1914), contém 15 contos, pobres de enredo mas ricos em linguagem e força evocativa. "&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Retrato do Artista Quando Jovem&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;", escrito dois anos mais tarde, traz um relato lingüisticamente complexo, mas, ao mesmo tempo, bastante objetivo sobre a vida de Stephen Dedalus - o próprio escritor - desde seu nascimento até a partida de Dublin. O livro teve pouca saída, mas seu trabalho já havia atraído a atenção de vários artistas de vanguarda, incluindo o poeta americano Ezra Pound, que acreditava na necessidade de uma renovação completa na arte, na poesia e na música. Os aliados de Joyce uniram forças para promover sua literatura experimental. O escritor irlandês, é claro, não os decepcionou. "&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ulysses&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;" começou a ser escrito em 1914. Alguns trechos da obra apareceram em publicações como "&lt;em&gt;Egoist&lt;/em&gt;", na Inglaterra, e "&lt;em&gt;Little Review&lt;/em&gt;", nos Estados Unidos, até que o serviço dos Correios, alegando obscenidade, resolveu confiscar três números da revista, contendo fragmentos escritos por Joyce. Seus editores tiveram de pagar uma multa de US$ 100. A ameaça de censura apenas serviu para aumentar a curiosidade sobre o novo livro. Antes mesmo de "Ulysses" ser publicado, em 1922, os críticos já comparavam as inovações literárias de Joyce ao impacto causado pelos trabalhos de Einstein e Freud. Toda essa comoção tinha um motivo claro. Em primeiro lugar, Joyce dispensou a maior parte das técnicas de narração empregadas na ficção do século 19. O livro não tem uma trama distinta -uma sucessão de obstáculos que o herói deve enfrentar na busca de um final feliz. Não existe um narrador onisciente, pronto para guiar o leitor, descrevendo os personagens e seu ambiente, fornecendo detalhes, resumindo os acontecimentos e explicando, aqui e ali, o significado moral da história. Talvez a descrição mais clara e concisa da técnica usada pelo escritor seja a do crítico Edmund Wilson: "Em "Ulysses", Joyce usou as palavras de maneira exaustiva, precisa e direta para retratar a nossa participação na vida - ou melhor, como ela se apresenta a nós, em cada momento vivido". Depois de "Ulysses", a literatura do século 20 passou a dispor de um ponto de referência. Com múltiplas vozes narrativas e um jogo de palavras extravagante, o livro é um verdadeiro dicionário de estilo para os escritores que tentam descrever a contemporaneidade da vida. Existe um pouco de "Ulysses" nas obras de escritores como William Faulkner, Albert Camus, Samuel Beckett, Saul Bellow, Gabriel García Márquez, Thomas Phyncon e Toni Morrison. Todos, com exceção de Joyce, receberam o Prêmio Nobel de Literatura. Mas o único autor que ousou superar o alcance enciclopédico de "Ulysses" foi o próprio Joyce. Apesar do volume e da complexidade, dos neologismos e dos jogos verbais, "Ulysses" ainda é ninharia perto do que viria depois. No intuito obsessivo de se superar, o escritor dedicou dezessete anos de trabalho a "&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Finnegans Wake&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;", escrito com o objetivo de retratar a vida adormecida de Dublin com a mesma minúcia com que o escritor tinha explorado, em "Ulysses", o lado desperto da cidade. Joyce resolveu então inventar uma linguagem que imitasse a experiência dos sonhos. Hoje em dia, apenas os joyceanos mais dedicados se dispõem a enfrentar o obscuro "Finnegans Wake". Quem sabe, daqui a um século, seus leitores conseguirão alcançá-lo. Ou, o mais provável, ninguém mais queira ouvir falar dos livros de James Joyce.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-6554260294262854812?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/6554260294262854812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=6554260294262854812&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6554260294262854812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6554260294262854812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/06/literatura-casca-grossa.html' title='Literatura casca grossa'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SFbGuuTeEQI/AAAAAAAAAnk/rnanMNtOAk4/s72-c/joyce.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-1424134776036340510</id><published>2008-06-14T07:56:00.000-07:00</published><updated>2008-06-16T12:56:48.171-07:00</updated><title type='text'>Decifra-me ou te devoro...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SFbFXJqWIAI/AAAAAAAAAnc/8cEFrUX-khs/s1600-h/ulysses.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212570620249120770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SFbFXJqWIAI/AAAAAAAAAnc/8cEFrUX-khs/s400/ulysses.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amigos e inimigos, fã e detratores concordam: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ulysses&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, seja obra-prima neo-homérica, seja monstro pseudo-dantesco, é um livro de importância excepcional, mas, sobretudo, um desafio ao nosso poder de leitura. Apenas não concordam quanto às conclusões críticas: alguns o consideram como o maior romance de todos os tempos, cume e suma do gênero; outros reconhecem em Ulysses a paródia definitiva do gênero, e lembrando-se do aforismo de Kierkegaard segundo o qual “&lt;em&gt;toda fase histórica termina com a paródia de si mesma&lt;/em&gt;”, proclamam o romance de James Joyce como ponto final da história do romance. O próprio autor, presunçoso como ele só, dizia ter escrito "anti-livros", e que toda sua obra só podia ser lida por quem fosse capaz de dar sua vida por isso, ou, no mínimo, por quem sofresse de uma insônia crônica. Eu sofro de insônia - embora não seja crônica - e, francamente, não acho que a obra mereça tanto - embora deva confessar que só li, aliás, tentei ler &lt;em&gt;Ulysses &lt;/em&gt;uma vez. E confesso também que só compreendi uma ínfima parte do seu conteúdo enorme, porque dediquei à leitura somente algumas semanas - firmemente decido a aproveitar para outras coisas o resto da minha vida. Todavia, isso não significa nada, e &lt;em&gt;Ulysses&lt;/em&gt; tem direito a nossa consideração. Portanto, se você deseja lê-lo, permita algumas ressalvas: Como o próprio nome indica, &lt;em&gt;Ulysses &lt;/em&gt;é um hipertexto, metatexto, ou seja lá o que for, da &lt;em&gt;Odisséia&lt;/em&gt; de Homero. Logo, recomenda-se encará-lo só depois de ter feito o mesmo com a &lt;em&gt;Odisséia&lt;/em&gt;. Todo o texto joyceano está rigorosamente constituído conforme o plano da segunda epopéia de Homero, embora suas mais de 900 páginas descrevam apenas um dia (16 de junho de 1904). Leopold Bloom é o moderno Ulysses, andando perdido, como meio estrangeiro, pelas ruas de Dublin, assim como Ulysses andou pelo arquipélago grego; é um Ulysses judeu porque, conforme certas filologias, às quais Joyce adere, os marujos na Odisséia são semitas de origem fenícia. Como judeu, Bloom é meio apátrida; e em vez de uma Penélope, casta e fiel, só tem a esposa Molly Bloom que não é nada disso. Em compensação, encontra um filho em Stephen Dedalus, seu Telêmaco. Custa até eles se encontrarem, e este ínterim é, então, a nova Odisséia. Cada momento do banalíssimo dia de Leopold Bloom corresponde a uma etapa da longa viagem de Ulysses: A submissão de Bloom com respeito a Molly, que fica deitada enquanto ele prepara o café-da-manhã, corresponde à prisão de Ulysses na ilha da musa Calipso. Enfim, Bloom sai de casa, mas no banho, entre água morna e perfumes baratos, quase esquece os negócios do dia; assim como Ulysses esqueceu-se da viagem distraindo-se com os lotofagos. Para assistir o enterro do seu cliente Dignam, Bloom repete a viagem de Ulysses ao mundo dos mortos. A leitura do tablóide que voa até ele trazendo notícias fúteis, assemelha-se ao encontro com Eolo, o fútil deus do vento. No restaurante, onde Bloom e amigos vão almoçar sem apetite, relemos o episódio homérico com os Lestrigônios, doentes de fastio. Entrando na Biblioteca, Bloom tem de passar entre duas estátuas imensas, como Ulysses navegando entre o estreito de Scila e Caribdis. Às 3 da tarde, as ruas de Dublin se põem em movimento, lembrando o fabuloso capítulo dos rochedos caminhantes. Nisso, Bloom chega ao pub, onde, devido a sua origem judaica, será ultrajado por um gigantesco fascista irlandês, que lembra o terrível Ciclope. (Joyce, com sua linguagem inventada, o descreve nestes termos: &lt;em&gt;ombrilargo amplipeito perniforte olhifranco cabelirrubro&lt;/em&gt;!). Depois deste incidente ele é levado pelas garçonetes, cujo falatório o deixa ainda mais confuso, tal qual Ulysses ouvindo o canto das sereias. Dali ele vai à praia, onde encontra, semi-nua, a tentadora ninfeta Gerty, reencarnação de Nausicaa. Ao cair da noite, os estudantes bêbados que ele encontra na maternidade, onde foi visitar uma amiga, comportam-se como os ruidosos “bois do sol” do deus Apolo. Entre eles está o intrigante Stephen Dedalus (protagonista do primeiro e único romance legível de Joyce: &lt;em&gt;Retrato do artista quando jovem&lt;/em&gt;), que trava amizade com Bloom e o atrai para um bordel. Lá, Bloom assiste a uma orgia comandada pela cafetina que - em tudo - espelha a feiticeira Circe transformando os marinheiros em porcos!... (Para mim, esse é um dos episódios mais impressionantes do romance: a orgia é descrita com uma imponência infernal digna de Dante). Por fim, Stephen resolve deixar os camaradas e resolve acompanhar Bloom até a casa deste. Mas antes entram num café, onde são molestados pela arenga de um marujo, que assim repete a cena do loquaz Eumeo. A seguir, e finalmente, os dois heróis da epopéia, agora juntos, retornam para casa, uma Ítaca diferente onde, em vez de Penélope, encontram Molly, deitada na cama, sonhando coisas eróticas enquanto masturba-se, resumindo num enorme monólogo (40 páginas!), sem sintaxe nem pontuação, a sua vida – monólogo que não acaba, assim como não acaba o fluxo do tempo. Eis tudo, ou quase. Certamente passaram coisas despercebidas, e agora percebi que me esqueci de comentar o texto em si, que como alguns já devem saber é algo inteiramente inusitado. Joyce era excelente poliglota, de modo que seu estilo é babélico: plural e confuso. Ele sabia dizer tudo, em todas as línguas, de todas as épocas, com feito, disse coisas demais. Desafiou não só a semântica e a sintaxe, mas também a morfologia, que foi por ele genialmente violada. Todos os estilos e modos servem ao romancista. Na cena da maternidade, por exemplo, um estudante começa falando no inglês medieval de Chaucer, outro responde no inglês barroco de Shakespeare e Ben Johnson, segue-se a linguagem bíblica de Milton, depois as rimas de Pope, a narrativa sóbria de Defoe, a elegância cínica de Swift, o sentimentalismo de Fielding, a sonoridade oriental de De Quincey e a verbosidade cômica de Dickens, até descambar nas gírias grosseiras que prenunciavam os beatniks. Cumpre aqui avisar que o livro é bastante obsceno! Em comparação, as convulsões eróticas de D. H. Lawrence parecem pálido reflexo, faltando-lhe o humorismo cruelmente irônico de Joyce. Há ainda outros detalhes interessantes, porém irrelevantes (assim penso), cada capítulo corresponde a uma parte do corpo e não será difícil identificar qual. Cada um também é caracterizado por uma cor, conforme as significações místicas da escolástica concernentes às artes humanas: música, retórica, etc. Afinal, como se pode ver, Ulysses foi elaborado de acordo com um esquema de construção tão meticulosamente elaborado, que cabe perguntar: para que tudo isso? Não sei. Jamais decifrei tal charada. Pelo menos não por inteiro. Nem sei se quero, nem se vale a pena... Só sei que apesar da grande influência que Joyce exerceu, a sua obra continua única e inimitável. Pode ser considerada como sintoma de decomposição, literária e intelectual. Mas a literatura, ou o mesmo romance não acabou e nem vai acabar por causa disso – apenas ampliou-lhes o território. Ulysses é, de fato, um mistério e um desafio, mas por isso não pode dizer: “não será lido”, pois não se sabe se jamais foi lido e tampouco decifrado. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-1424134776036340510?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/1424134776036340510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=1424134776036340510&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1424134776036340510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1424134776036340510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/06/decifra-me-ou-te-devoro.html' title='Decifra-me ou te devoro...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SFbFXJqWIAI/AAAAAAAAAnc/8cEFrUX-khs/s72-c/ulysses.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-6431246102842518102</id><published>2008-06-12T15:39:00.000-07:00</published><updated>2008-06-12T16:16:02.175-07:00</updated><title type='text'>Palavras cantadas...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SFGuE0BhjSI/AAAAAAAAAm0/H6FAn1NGWno/s1600-h/adam-eve.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211137641552121122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SFGuE0BhjSI/AAAAAAAAAm0/H6FAn1NGWno/s400/adam-eve.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu quero a sorte de um amor tranqüilo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Com sabor de fruta mordida&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nós na batida, no embalo da rede&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Matando a sede na saliva&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ser teu pão, ser tua comida&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Todo amor que houver nessa vida&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E algum trocado pra dar garantia&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que ser artista no nosso convívio&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pelo inferno e céu de todo dia&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pra poesia que a gente não vive&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Transformar o tédio em melodia&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ser teu pão, ser tua comida&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Todo amor que houver nessa vida&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E algum veneno antimonotonia&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E se eu achar a tua fonte escondida&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Te alcanço em cheio, o mel e a ferida&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E o corpo inteiro como um furacão&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Boca, nuca, mão e a tua mente não&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ser teu pão, ser tua comida&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Todo amor que houver nessa vida&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E algum remédio pra dar alegria&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Feliz dia dos namorados&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-6431246102842518102?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/6431246102842518102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=6431246102842518102&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6431246102842518102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6431246102842518102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/06/palavras-cantadas.html' title='Palavras cantadas...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SFGuE0BhjSI/AAAAAAAAAm0/H6FAn1NGWno/s72-c/adam-eve.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-1195387187028360587</id><published>2008-06-10T12:59:00.000-07:00</published><updated>2008-06-12T15:33:42.692-07:00</updated><title type='text'>Amour sans fin...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Héloise era órfã, e não se sabe ao certo quem seriam seus pais; era sobrinha de Fulbert, padre e Deão da Catedral de Paris (ainda não era a Notre Dame, construída um século depois). O tio mandou-a para um convento, célebre pela escola e biblioteca. Quando soube que Héloise sabia conversar em latim com a mesma facilidade que em francês, e que estava estudando hebraico, Fulbert orgulhou-se da sobrinha e levou-a para morar em sua casa, nos fundos da catedral. Para servir-lhe de tutor em filosofia e outros estudos avançados, Fulbert procurou o ídolo e modelo de todos os estudiosos de Paris.&lt;br /&gt;Seu nome era &lt;em&gt;Pierre Abélard&lt;/em&gt;, nascera na Bretanha por volta de 1079, primogênito de um rico agricultor. Brilhante na escola, Abélard, ainda jovem, ficou entusiasmado quando ouviu falar de homens chamados escolásticos, uma classe de intelectuais que compartilhavam de conhecimentos, terminologia técnica e experiências interiores comuns, que propiciavam um diálogo filosófico fértil e especializado entre a razão e as Sagradas Escrituras. Sua busca por estes homens logo o levou para Paris, e para à escola catedral, onde Guilherme de Champeaux foi seu mestre. Anos depois, Abélard organizou sua própria escola, primeiro em Melun, depois em Mont-Geneniève, nos arredores de Paris. Ali, sua eloqüência, seu brilho e sua alegria intelectual atraíram mais alunos do ele poderia abrigar. Sua fama espalhara-se pela França, foi quando Fulbert o convidou para ser tutor de Héloise.&lt;br /&gt;Era 1117, Abélard estava com 38 anos e Héloise com 17. Abélard admite que o primeiro sentimento que teve por ela foi de atração física, mas isso logo se transformou, graças à delicadeza da jovem, naquilo que ele descreveu como “&lt;em&gt;uma ternura que superava em suavidade qualquer bálsamo&lt;/em&gt;”. Ela parece ter-se entregue a ele com confiança quase infantil; logo engravidou.&lt;br /&gt;Abélard enviou-a para casa de sua irmã, na Bretanha, e acalmou Fulbert oferecendo-se para casar com Héloise, desde que o padre mantivesse a união em segredo, pois ele próprio tinha pretensões ao sacerdócio. De sua parte, Héloise recusou-se a casar, pois não queria que Abélard vivesse sua vocação de forma indigna. Se acreditarmos na autobiografia de Abélard, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Historia Calamitatum&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, Héloise disse-lhe que “&lt;em&gt;era muito mais doce ser chamada de ‘amante’ do que ‘esposa’, aliás, isso a honraria muito mais&lt;/em&gt;”. Mas, finalmente, Héloise consentiu e, junto com Abélard e Fulbert, concordou em manter o segredo. Logo depois, Fulbert revelou a união ilegal, no intuito de atenuar um escândalo mais grave. Héloise o desmentiu; Fulbert espancou a sobrinha, e ela abortou; Abélard mandou-a para um convento e pediu-lhe que aceitasse as vestes, mas não os votos de freira. Fulbert contratou rufiões para castrar Abélard. A emasculação não o desgraçou imediatamente, embora o desqualificasse para o sacerdócio; toda Paris, inclusive o clero, solidarizou-se com ele; os estudantes acorreram para confortá-lo – mas era tarde, Abélard estava arruinado. Pediu a Héloise que tomasse o hábito e os votos, e ele próprio professou votos solenes como monge. Com permissão para ensinar novamente, ele e seus alunos construíram perto de Troyes uma ermida para servir de escola e oratório. Aos poucos, recuperando a saúde e a coragem, Abélard dedicou-se a escrever alguns dos mais importantes livros da filosofia e poesia medieval. Na sua imponente obra&lt;em&gt;&lt;strong&gt; Dialectica&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, ele formulou as regras de raciocínio, preparando-as para o renascimento da mente da Europa Ocidental. Em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Diálogo entre um filósofo, um judeu e um cristão&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, permitiu que cada um desses três homens expusesse a fragilidade das doutrinas dos outros dois. Em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sic et Non&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (Sim e Não), Abélard formulou 157 perguntas às quais apresentou um argumento para resposta afirmativa e outro para resposta negativa. Em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Theologia Christiana&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, rejeitou como sendo irracional a alegação de que só um cristão poderia se salvar; argumentou que Deus dá amor a todas as pessoas. Os hereges deveriam ser reprimidos pela razão, e não pela força.&lt;br /&gt;Devido a essa variedade de idéias arrojadas, em 1140, Abélard foi indiciado pela Inquisição que, no &lt;em&gt;Concílio de Sens&lt;/em&gt;, estabeleceu o inquisidor São Bernard de Clairvaux como promotor e relator do processo. Bernard era amigo de infância de Abélard e, após estudar sua filosofia, considerou-o muito ousado e heterodoxo, mas não perigoso, e por fim pediu que ele fosse punido apenas com o silêncio obsequioso. Abélard desesperou-se e, embora nessa época debilitado pela idade e aflições, partiu para Roma para expor seu caso ao Papa. Chegou ao mosteiro de Cluny, na Borgonha, e foi bem recebido pelo piedoso abade, Pedro, o Venerável. Ali, porém, ficou sabendo que Inocêncio III já havia acatado o veredicto do &lt;em&gt;Concilio de Sens&lt;/em&gt; e lhe impusera o silêncio e confinamento monástico. Exausto física e espiritualmente, Abélard retirou-se para a obscuridade das celas e dos rituais de Cluny. Edificou os companheiros monges com a sua piedade, o seu silêncio e as orações. Escreveu a Héloise – a quem jamais voltou a ver - e reafirmou seu amor por ela e pela Igreja. Compôs, talvez para os olhos de Héloise, alguns dos mais belos poemas da literatura universal. Pouco depois adoeceu e o bondoso abade o enviou para o hospital do mosteiro de São Marcelo, perto de Châlons. Ali, aos 21 de abril de 1142, Abélard morreu com 63 anos. Foi enterrado na capela do mosteiro, mas Héloise, então abadessa do Paracleto, lembrou a Pedro, o Venerável, que Abelard pédira para ser enterrado em sua abadia. O bom abade Pedro levou ele próprio o corpo até Héloise, tentou consolá-la dizendo que ele era o maior gênio da época, e deixou-lhe uma carta cheia de ternura e cristã:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Assim, cara e venerável irmã em Cristo, aquele a quem, depois do vínculo da carne, vos uniste por um liame ainda melhor e mais forte, ou seja, o do amor divino,... o Senhor agora o recebe em vosso lugar, ou como a vossa própria pessoa, e o aquece em Seu seio; e o conserva para devolvê-lo a vós, pela Sua graça, no dia de sua vinda.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Héloise uniu-se ao amado em 1164, tendo vivido o mesmo número de anos e tido quase a mesma fama intelectual. Foi enterrada ao lado de Abélard nos jardins da abadia do Paracleto. Esse oratório foi destruído na Revolução Francesa, os túmulos violados e talvez confundidos. Em 1817, o que se julgava serem os restos mortais de Abélard e Héloise foi transferido para o cemitério &lt;em&gt;Père Lachaise&lt;/em&gt;, em Paris. Ali, ainda hoje, em domingos de verão, podemos ver homens e mulheres apaixonados - às vezes juntos, às vezes solitários - adornando o túmulo com flores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211125576756966210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SFGjGjKNM0I/AAAAAAAAAms/BCsUWMLmW8k/s400/AbelardHeloiseTomb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-1195387187028360587?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/1195387187028360587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=1195387187028360587&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1195387187028360587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1195387187028360587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/06/amour-sans-fin.html' title='Amour sans fin...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SFGjGjKNM0I/AAAAAAAAAms/BCsUWMLmW8k/s72-c/AbelardHeloiseTomb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-8890599478485667095</id><published>2008-06-05T12:21:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T11:50:16.499-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SErYWHc9x-I/AAAAAAAAAmk/ZAK4CqKapLU/s1600-h/Lupa.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209213793476659170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SErYWHc9x-I/AAAAAAAAAmk/ZAK4CqKapLU/s400/Lupa.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A literatura, ao curar os males da alma humana, pode oferecer-nos uma nova visão e um novo vocabulário de experiências, ou seja, um quadro verdadeiro da liberdade. Com isso, renovando a nossa noção de perspectiva, talvez nos lembremos de que a arte também vive em uma região onde toda a iniciativa humana fracassa.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Iris Murdoch&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-8890599478485667095?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/8890599478485667095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=8890599478485667095&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8890599478485667095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8890599478485667095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/06/literatura-ao-curar-os-males-da-alma.html' title=''/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SErYWHc9x-I/AAAAAAAAAmk/ZAK4CqKapLU/s72-c/Lupa.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-4018203486170811920</id><published>2008-06-05T12:17:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T06:15:08.811-07:00</updated><title type='text'>A Filósofa das Despedidas</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SEqJx8wz6rI/AAAAAAAAAmc/_Y5od7qjbMU/s1600-h/Iris2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209127410224851634" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SEqJx8wz6rI/AAAAAAAAAmc/_Y5od7qjbMU/s400/Iris2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Iris Murdoch foi mais uma das grandes contribuições que a Irlanda deu à literatura universal – ao lado de Oscar Wilde, Bernard Shaw e James Joyce. Como a maioria dos seus compatriotas, ela escreveu em inglês, enriquecendo assim uma língua já tão saturada de arte e poesia. Mas antes de ser artista e poeta, Iris quis ser filósofa, pois desde a adolescência tinha o propósito filosófico de, esteticamente, desafiar Platão, e assim anular o anátema que ele havia lançado sobre todos os poetas desde Homero. No entanto, apesar de sua exuberância intelectual e do forte ímpeto narrativo, acabou fracassando. Em tal empreitada, Iris Murdoch havia estabelecido para si os modelos mais elevados: Dante, Shakespeare, Tolstoi, Jane Austen, Dickens e Henry James. Diante de tais padrões, cumpre-nos perguntar, quantos escritores sobreviveriam? Ela sobreviveu, mas mesmo assim fracassou, pois se nem Homero conseguiu arranhar o incomensurável poder argumentativo de Platão, quem mais poderia fazê-lo? Todavia, que ninguém a subestime, pois qualquer escritor, poeta ou filósofo que se propõe a encarar tamanho desafio sofre, necessariamente, uma derrota honrosa. E o espólio desta luta não me deixa mentir: Iris escreveu 26 romances magníficos, dentre os quais ninguém sabe dizer qual o melhor. Eu só tive a sorte de ler três – &lt;em&gt;O Sonho de Bruno, O Príncipe Negro&lt;/em&gt;, e &lt;em&gt;O Mar, o Mar&lt;/em&gt; -, e foi o bastante para vislumbrar o seu gênio. Em todos os seus textos, Iris incansavelmente demonstra que só a literatura pode nos permitir uma percepção de todos os aspectos da realidade, que não seríamos capazes de ver, se não nos fossem por ela indicados. O grande paradoxo disso tudo é que a sua narrativa, quase romanesca ou fantástica, depende de magia, de intrusões góticas e paixões absurdas que nem sempre terminam bem. Iris Murdoch sofreu muito por amor, de modo que sempre fez seus personagens sofrerem o mesmo. Sua obra é toda povoada por jovens ardentes, violentos, ladinos e obsessivos, que perseguem ídolos narcisistas, dotados de muito charme, mas pouco controle da realidade, e que são céticos hesitantes. Nela há também adultos, freqüentemente, frustrados e raivosos, que se apaixonam subitamente. E há os magos de Murdoch, judeus carismáticos, os “deuses estranhos”, conforme ela própria, certa vez, os definiu. Nenhum desses tipos permite grandes processos de individuação, em termos de personagem, mas encaixam-se bem nas profundíssimas reflexões que Iris faz acerca do erotismo, da vivência amor e, sobretudo, da triste vivência do final do erotismo e do amor. Por isso ela é a grande filósofa das despedidas. E como Platão, Iris consegue filosofar com poesia. Seu poema “Carta do Hades” traz um dos melhores momentos da literatura moderna em que é invocado final de uma paixão. Sempre que leio lembro-me de Swann, em Proust, exclamando: “&lt;em&gt;E pensar que sofri tanto por uma mulher que comigo não condizia, que sequer era meu tipo!”.&lt;/em&gt; Lembro também de Jack Burden, no romance de Robert Penn, Todos os Homens do Rei, que despede-se, em devaneio, da ex-esposa: “&lt;em&gt;Adeus, Lois, e perdôo-te por tudo que te fiz!”&lt;/em&gt; (Chico Buarque usou essa frase numa de suas lindas canções). Mas nada se compara mesmo a obra de Iris Murdoch, que num dos seus primeiros romances diz: &lt;em&gt;“Deixar de gostar de alguém é uma das grandes experiências humanas; a gente parece ver o mundo com novos olhos”.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-4018203486170811920?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/4018203486170811920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=4018203486170811920&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/4018203486170811920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/4018203486170811920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/06/filsofa-das-despedidas.html' title='A Filósofa das Despedidas'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SEqJx8wz6rI/AAAAAAAAAmc/_Y5od7qjbMU/s72-c/Iris2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-4354790358803099758</id><published>2008-06-05T12:04:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T06:12:27.861-07:00</updated><title type='text'>Apagar de uma memória</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SEqJIAeBVVI/AAAAAAAAAmU/MX7DOKZ1UBE/s1600-h/Iris.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209126689665275218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SEqJIAeBVVI/AAAAAAAAAmU/MX7DOKZ1UBE/s400/Iris.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Baseado em dois livros de John Bailey (&lt;em&gt;A Memoir&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Elegy for Iris&lt;/em&gt;), o filme &lt;em&gt;Iris&lt;/em&gt; - dirigido por Richard Eyre e interpretado por Kate Winslet (na fase jovem) e Judi Dench (nos derradeiros dias) - acompanha a agonia de Iris Murdoch a partir da descoberta acidental do mal de Alzheimer, pouco antes de ela concluir o último romance em 1995. Paralelamente, revela o início de sua carreira e do relacionamento com o fiel companheiro, interpretado por Hugh Boneville (quando jovem) e Jim Broadbent (na idade avançada, interpretação que mereceu o Oscar de ator coadjuvante). Mais do que uma cinebiografia reverente, esta é a história de um relacionamento e de como uma pessoa que vivia da memória e das palavras se viu incapacitada de lembrar e escrever.&lt;br /&gt;O defeito de Iris que mais salta aos olhos talvez seja o de carregar nas tintas melodramáticas. Assistindo-o, sabe-se que, na fase mais adiantada da doença, ela perdia-se com facilidade nas ruas. Mas não fica claro como suas idéias transformaram o comportamento de uma geração. Mesmo assim, veja.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-4354790358803099758?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/4354790358803099758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=4354790358803099758&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/4354790358803099758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/4354790358803099758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/06/apagar-de-uma-memria.html' title='Apagar de uma memória'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SEqJIAeBVVI/AAAAAAAAAmU/MX7DOKZ1UBE/s72-c/Iris.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-1996640301117576325</id><published>2008-05-27T12:29:00.000-07:00</published><updated>2008-05-27T13:27:32.814-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SDxuirFXlXI/AAAAAAAAAmM/BYXv0ttISSw/s1600-h/writers.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205156811293300082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SDxuirFXlXI/AAAAAAAAAmM/BYXv0ttISSw/s400/writers.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Quando todos compreenderem claramente como eu, escreverão. A vida será impregnada de literatura. Metade da humanidade consagrar-se-á a leitura do que a outra metade terá escrito. E o recolhimento ocupará o melhor tempo que será por isso arrancada à verdadeira e horrível vida. E se uma parte da humanidade se rebelar e se recusar a ler as meditações dos outros, tanto melhor. Cada um se lerá a si mesmo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Italo Svevo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-1996640301117576325?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/1996640301117576325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=1996640301117576325&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1996640301117576325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1996640301117576325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/05/quando-todos-compreenderem-claramente.html' title=''/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SDxuirFXlXI/AAAAAAAAAmM/BYXv0ttISSw/s72-c/writers.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-812907796542028837</id><published>2008-05-27T12:21:00.001-07:00</published><updated>2008-05-27T12:29:42.160-07:00</updated><title type='text'>Um ligeiro peso na consciência</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SDxhArFXlWI/AAAAAAAAAmE/I9WqkK-uYt4/s1600-h/ItaloSvevo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205141933526586722" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SDxhArFXlWI/AAAAAAAAAmE/I9WqkK-uYt4/s400/ItaloSvevo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A glória de &lt;em&gt;Italo Svevo&lt;/em&gt; passou como um cometa entre as constelações literárias do século XX. Aaron Ettore Schmitz, este seu nome civil, descendente de judeus austríacos de língua alemã, tinha nascido em 1861 em Trieste, então o grande porto da Áustria - cidade da civilização italiana no meio das gentes eslavas. Na juventude, já sob pseudônimo, escreveu dois romances &lt;em&gt;Uma Vida&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Senilidade&lt;/em&gt; (título esquisito em escritor tão jovem), passaram despercebidos. Voltou a ser Schmitz e comerciante abastado. Anos depois, sobreveio a primeira guerra e uma doença visual, seu comércio foi a falência, mas não o desejo de ser escritor. Nestas circunstâncias renasce Italo Svevo, agora com o propósito de descrever a consciência do moderno homem ocidental – ou o que o homem pós-psicanálise entendia por consciência. Fez isso e obteve um clássico, o primeiro da literatura moderna. Na verdade &lt;em&gt;A consciência de Zeno&lt;/em&gt;, sua obra-prima, é a descrição de um fracasso, ou de um ideal fracassado. Ao mesmo tempo é um romance sutilmente humorístico. &lt;em&gt;Zeno Cosini&lt;/em&gt; é neurótico. É abúlico. Quer, mas não pode deixar de fumar. Procura o psicanalista, que lhe manda escrever a história de sua vida. Ei-la. É a vida de um homem comum, ligeiramente ridículo e trapalhão (às vezes lembra Charlie Chaplim), mas bastante esperto para viver comodamente, sem se cansar demais em trabalhar, e para manter-se precariamente equilibrado em situações duvidosas quando assim lhe convém. Casou com Augusta, engana-a com Carla e depois engana Carla com Augusta. Tem os melhores propósitos, “&lt;em&gt;mas são bons demais para serem imperativos&lt;/em&gt;”. Cada cigarro que fuma será o último. Também sairá com Carla, hoje, pela última vez, mas se a encontrar, porventura, mais uma vez, será esta a última. Não se ilude quanto a dubiedade destas situações, e essa vida dupla o torna neurótico. Por isso procurou o psicanalista. Mas não quer ficar curado: pois a neurose, meio cínica e meio pervertida, é como o navio em que continua saindo para o mar da aventura – e voltando, no fim do dia, para o porto da mediocridade segura. Essa existência, um tanto tragicômica, nem sempre será afetada pela realidade, um tanto evanescente, da consciência de Zeno. Antes da psicanálise, o mundo ocidental havia aprendido com a espiritualidade judaico-cristã que a consciência era uma voz interior - que todavia vinha de fora, ou seja, a transcendência na imanência - com a qual travávamos um diálogo. Depois da psicanálise a consciência perdeu essa referência transcendental, e tornou-se um simples eco de nossos desvairados monólogos íntimos – que não implicam em nenhum julgamento de valor – apenas monólogos. Deste ponto de vista o romance de Svevo é obra sui generis, pois o que ele pretendia era uma propaganda da psicanálise, mas sem querer acabou construindo uma crítica mordaz. Uma consciência sem um respaldo metafísico é uma impostura, ante a qual qualquer um torna-se um impostor. Ninguém sabe isso melhor que o psicanalista do livro. Zeno fala na primeira pessoa como personagem de um romance picaresco; aliás, A consciência de Zeno é mesmo o romance picaresco da psicanálise, onde parte da confissão é ou pode ser verdade. Mentira e verdade aparecem inextricavelmente misturadas. Nunca saberemos quando Zeno é ele próprio, quando acredita ser ele próprio, quanto nos quer fazer acreditar que assim é ele próprio. São as três dimensões que caracterizam a realidade de uma consciência avessa a qualquer paradigma espiritual. Zeno é tão real porque não passa de uma ficção inventada por ele mesmo. Como Juvenal, Svevo diria: &lt;em&gt;“la realità può talvolta farsi satira con la sola precisione (a realidade pode às vezes tornar-se sátira mediante a simples precisão)&lt;/em&gt;”. Homens fracassados na realidade como Zeno ou fracassados na imaginação Svevo não castigam ninguém. Mas seu sorriso é amargo. Ele se perguntava se não estaríamos, todos nós, infinitamente solitários em companhia com a nossa consciência? Eu digo que não, pois a verdadeira consciência sempre enseja diálogo, invariavelmente humilde, e um não monólogo, invariavelmente egoísta. Mas para cada um, de fato, chega a hora em se sente surdo e mudo neste vale de lágrimas, e só uma voz que está em nós, mas que não é a nossa, pode novamente nos fazer falar, e entender. Italo Svevo só admitiu isso inconscientemente e assim nos proporcionou no fim de sua vida dolorosa esse espetáculo raro: o sorriso de um homem velho. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-812907796542028837?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/812907796542028837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=812907796542028837&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/812907796542028837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/812907796542028837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/05/um-ligeiro-peso-na-conscincia.html' title='Um ligeiro peso na consciência'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SDxhArFXlWI/AAAAAAAAAmE/I9WqkK-uYt4/s72-c/ItaloSvevo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-6366325457803484731</id><published>2008-05-26T11:24:00.000-07:00</published><updated>2008-05-26T14:35:28.393-07:00</updated><title type='text'>Da série: qualquer semelhança não será mera coincidência!</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SDssRrFXlVI/AAAAAAAAAl8/ZrCi6R46FvY/s1600-h/bloom.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204802476491380050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SDssRrFXlVI/AAAAAAAAAl8/ZrCi6R46FvY/s400/bloom.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Desenho de Leopold Bloom feito por Joyce em Trieste (1911)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Leopold Bloom, é um das personagens mais deslumbrantes já concebidas pela imaginação humana. Talvez ele seja uma das poucas coisas agradáveis que encontramos à primeira leitura de "&lt;em&gt;Ulysses&lt;/em&gt;". Indiferente à religião e à política, desprovido de ambição, "Poldy" (como é carinhosamente conhecido) é prudente, comedido, levemente pessimista, mas não infeliz. É imune a ira, ao ódio, à inveja, à malícia e, acima de tudo, é gentil e generoso com todos. Trata-se da pessoa mais sensata e humana da literatura joyceana, só comparável ao admirável Tio Toby, de &lt;em&gt;Tristan Shandy&lt;/em&gt;, romance de autoria de Laurence Sterne que Machado de Assis adorava. Mas o que quase ninguém sabe é que Leopold Bloom realmente existiu e foi um dos melhores amigos de James Joyce, que o conheceu na cidade italiana de Trieste onde, para sobreviver, dava aulas de inglês. Muito se tem especulado porque Joyce escolheu como herói de sua Odisséia um judeu. Existe até uma teoria sobre a origem fenícia, semítica, da epopéia. Todavia isso não explica por que a personagem Leopold Bloom era um judeu oriundo da Europa central. Ora, a explicação é muito simples: Bloom era judeu porque Italo Svevo era judeu, ou seja, Leopold Bloom e Ítalo Svevo são a mesma pessoa. Isto foi dito pelo próprio Joyce, que no ano de 1911 conheceu Svevo, quando este se inscreveu no seu cursinho de inglês. Foi uma amizade instantânea e eterna. Cada um dos dois aprendeu muito com o outro. Svevo, que até então era um escritor ignorado, encontrou em Joyce seu leitor mais entusiástico, que acabaria até bancando a publicação dos seus primeiros romances. E Joyce além de descobrir nele uma nova forma de escrever, acabou encontrando seu personagem mais notório. E assim repetiu-se a eterna mímesis que existe entre a vida e a arte. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-6366325457803484731?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/6366325457803484731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=6366325457803484731&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6366325457803484731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6366325457803484731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/05/da-srie-qualquer-semelhana-no-ser-mera.html' title='Da série: qualquer semelhança não será mera coincidência!'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SDssRrFXlVI/AAAAAAAAAl8/ZrCi6R46FvY/s72-c/bloom.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-8985798299989020043</id><published>2008-05-25T16:07:00.000-07:00</published><updated>2008-05-25T16:16:18.343-07:00</updated><title type='text'>Trinta anos esta noite!...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SDnzGrFXlUI/AAAAAAAAAl0/LMASWIR-tWU/s1600-h/birthday-cake.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204458140373325122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SDnzGrFXlUI/AAAAAAAAAl0/LMASWIR-tWU/s400/birthday-cake.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu sempre fui avesso a aniversários. Não se pode negar o peso que existe em trocar de idade. Não há como evitar o fatídico balanço anual, que não examina apenas o último ano de vida, mas a vida inteira, mais ou menos parecido com aquele que se faz no reveillon. E a criatura mais impiedosa nesta avaliação é invariavelmente o aniversariante, que insiste em focar nos tropeços e esquece dos saltos bem-sucedidos. Há se ter foco nos tropeços sim, mas de forma a traçar estratégias para que eles não mais aconteçam. Só que a grande vantagem de se fazer aniversário é que não importa o quanto você seja exigente consigo, seus amigos estão por perto para amenizar o peso da bigorna Acme que lhe cai sobre a cabeça. O carinho das mensagens, os abraços, a felicidade de estarem com você, longe ou perto, dizem uma coisa muito importante: você tem bons amigos e a gente é tão bom quanto os amigos que tem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muito obrigado a todo mundo que deixou scrap, comentários, ligou, bateu à porta. Senti o abraço de todos vocês. E foi bom.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-8985798299989020043?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/8985798299989020043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=8985798299989020043&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8985798299989020043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8985798299989020043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/05/trinta-anos-esta-noite.html' title='Trinta anos esta noite!...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SDnzGrFXlUI/AAAAAAAAAl0/LMASWIR-tWU/s72-c/birthday-cake.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-5898334609197683870</id><published>2008-05-20T12:11:00.003-07:00</published><updated>2008-05-20T12:15:15.480-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SDMjMoGuqTI/AAAAAAAAAls/6G8Um0JKJRc/s1600-h/vela.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202540694374099250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SDMjMoGuqTI/AAAAAAAAAls/6G8Um0JKJRc/s400/vela.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;"Quem acende uma luz é o primeiro a beneficiar da claridade."&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;G. K. Chesterton&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-5898334609197683870?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/5898334609197683870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=5898334609197683870&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/5898334609197683870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/5898334609197683870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/05/quem-acende-uma-luz-o-primeiro.html' title=''/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SDMjMoGuqTI/AAAAAAAAAls/6G8Um0JKJRc/s72-c/vela.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-7564133259781129931</id><published>2008-05-20T11:33:00.000-07:00</published><updated>2008-05-20T12:10:17.497-07:00</updated><title type='text'>Um Escritor Peso-Pluma</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SDMgAYGuqSI/AAAAAAAAAlk/xMDg7HzbSd8/s1600-h/Chesterton.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202537185385818402" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SDMgAYGuqSI/AAAAAAAAAlk/xMDg7HzbSd8/s400/Chesterton.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gilbert Keith Chesterton (1874-1936), é um gigante da literatura, e digo isso nos dois sentidos, pois ele media 2,10 de altura e pesava 140 kg. Portanto não é o tipo de escritor que pode ser resumido numa frase, tampouco num parágrafo. Apesar de se terem escrito excelentes biografias sobre ele, nunca foi realmente “capturado” nas páginas de um livro. Mas, isso não impede de dizer extamente quem ele era. Para começar, Chesterton foi o melhor escritor do século XX. Teve algo a dizer sobre todos os assuntos, e disse-o melhor do que ninguém. Não era, porém, um mero fraseólogo: sabia expressar-se muitíssimo bem, mas – o que é mais importante – também tinha coisas muitíssimo boas para expressar. Pois a razão pela qual foi o maior escritor do século XX é que foi o maior pensador do século XX. Nascido em Londres, Chesterton estudou no Saint Paul’s College, mas não freqüentou a Faculdade, e sim a Escola de Artes. Em 1900, pediram lhe que escrevesse uns artigos de crítica de Arte para uma revista, e partindo daí acabou por tornar-se um dos mais prolíficos escritores de todos os tempos. Chesterton escreveu uma centena de livros, contribuições para outros duzentos, centenas de poemas, incluindo o épico Ballad of the White Horse, cinco peças de teatro, cinco romances e uns duzentos contos, incluindo a popular série sobre o Padre Brown, o padre detetive. Sua literatura era exatamente como ele: pra mais de metro!... Chesterton movia se com igual desembaraço em crítica literária ou social, História, Política, Economia, Filosofia e Teologia. O seu estilo é inconfundível, sempre marcado pela humildade, pela consistência, pelo paradoxo, pela sagacidade e pelo encanto. Os seus escritos continuam tão atuais e permanentes como no momento em que surgiram, apesar de muitos deles terem sido publicados pela primeira vez em jornais há cem anos atrás. O homem que compôs frases tão perfeitas e profundas como "&lt;em&gt;Não é que o ideal cristão tenha sido testado e considerado insuficiente; foi considerado difícil demais e deixado de lado sem testar" ("The Christian ideal has not been tried and found wanting; it has been found difficult and left untried"),&lt;/em&gt; passeava usando uma capa, um chapéu amarrotado, minúsculos óculos na ponta do nariz e uma bengala na mão, soprando alegremente o seu bigode. E quase sempre não tinha a menor idéia de onde ou quando era o seu próximo compromisso. Boa parte dos seus escritos foram elaborados em estações de trem, pois ele costumava perder o trem que devia tomar. Esse distraído, enorme e travesso homenzarrão, que ria das suas próprias piadas e divertia as crianças em festinhas de aniversário lançando balas ao ar e apanhando as com a boca, foi o homem que escreveu a obra intitulada &lt;em&gt;O Homem Eterno&lt;/em&gt;, que levaria um jovem ateu chamado C.S. Lewis a tornar se cristão. Foi ele quem escreveu um romance intitulado &lt;em&gt;O Napoleão de Nothing Hill&lt;/em&gt;, que inspiraria Michael Collins a liderar o movimento pela independência da Irlanda. E foi também ele o autor de um artigo no &lt;em&gt;Illustrated London News&lt;/em&gt; que inspiraria Gandhi a liderar o movimento que pôs fim ao domínio colonial inglês na Índia. Esse foi o homem que, solicitado a escrever um livro sobre São Tomás de Aquino, pediu à secretária que retirasse uma pilha de livros de São Tomás da biblioteca, abriu o primeiro, folheou o do começo ao fim, fechou o e começou a ditar a obra sobre o santo teólogo. E, ao contrário do que esperaríamos, não lhe saiu um livro qualquer. Ninguém menos do que o renomado especialista em tomismo e Filosofia Medieval, Étienne Gilson, considerou uma obra-prima, uma síntese quase definitiva.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar disso Chesterton é o escritor mais injustamente desprezado do nosso tempo. Talvez esta seja mais uma prova de que a educação é importante demais para ser deixada nas mãos dos burocratas do ensino, e de que a publicação de livros é importante demais para ser deixada nas mãos dos editores. Mas isso não desculpa que se tenha deixado de ler e estudar Chesterton, de reeditar amplamente os seus escritos e de mencioná-los com o destaque que merecem nas antologias de textos universitários. Os pensadores, os críticos e os comentaristas modernos acharam muito mais conveniente ignorar Chesterton do que fazê lo comparecer numa discussão, porque argumentar com Chesterton equivale a ser derrotado. Chesterton debateu de forma eloqüente com todas as variadas ideologias surgidas no século XX: o materialismo, o determinismo científico, o positivismo, a psicanálise, o relativismo moral, o agnosticismo invertebrado e &lt;em&gt;tutti-quanti&lt;/em&gt; cruzasse o seu caminho. Além disso, combateu tanto o socialismo quanto o capitalismo, mostrando porque ambos têm falhado na promoção da liberdade e da justiça na sociedade moderna. Mas a que coisas ele era favorável? O que defendia? Defendia o homem e o bom senso. Defendia a fé, a esperança, a caridade e a beleza. E defendia a Cristandade, e particularmente sua fé Católica. Temas que não andam muito em voga nas salas de aula, na mídia ou no debate público. E é provavelmente por isso que ele é desprezado. O mundo moderno prefere escritores que sejam esnobes, que tenham idéias exóticas e bizarras, que glorifiquem a decadência, que discorram sobre o próprio umbigo, que ridicularizem o senso comum, que neguem a dignidade e que digam que liberdade não implica em nenhuma responsabilidade. Seja como for, existe uma desculpa mais óbvia para isso: Chesterton é demasiado brilhante, e por isso é difícil de encarar. Logo se um escritor se expressa tão claramente, corre o risco de escorrer pelo ralo. Mesmo que meça mais de dois metros e pese cento e quarenta quilos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-7564133259781129931?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/7564133259781129931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=7564133259781129931&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/7564133259781129931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/7564133259781129931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/05/um-escritor-peso-pluma.html' title='Um Escritor Peso-Pluma'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SDMgAYGuqSI/AAAAAAAAAlk/xMDg7HzbSd8/s72-c/Chesterton.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-8652063896706217112</id><published>2008-05-20T11:16:00.000-07:00</published><updated>2008-05-20T12:18:06.413-07:00</updated><title type='text'>100 anos de "Ortodoxia"</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SDMYvoGuqRI/AAAAAAAAAlc/MQbHpNFcotA/s1600-h/Ortodoxia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202529201041615122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SDMYvoGuqRI/AAAAAAAAAlc/MQbHpNFcotA/s400/Ortodoxia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chesterton discutiu com muitos dos mais célebres intelectuais do seu tempo: George Bernard Shaw, H.G. Wells, Bertrand Russell, Clarence Darrow. Segundo os relatos da época, costumava sair vencedor dessas disputas. O mundo, porém, imortalizou os seus oponentes e esqueceu Chesterton, de modo que hoje só nos dão a ouvir um dos lados da argumentação e nos obrigam a aturar as heranças do socialismo, do relativismo, do materialismo e do ceticismo. A ironia disso é que todos os seus oponentes tratavam Chesterton com a máxima consideração e estima; Shaw, por exemplo, chegou a dizer: "&lt;em&gt;O mundo não agradeceu o suficiente a Chesterton&lt;/em&gt;". Os seus escritos foram aplaudidos e elogiados por Ernest Hemingway, Graham Greene, Evelyn Waugh, Jorge Luis Borges, Gabriel García Márquez, Karel Capek, Marshall McLuhan, Paul Claudel, Dorothy L. Sayers, Agatha Christie, Sigrid Undset, Ronald Knox, Kingsley Amis, W.H. Auden, Anthony Burgess, E.F. Schumacher, Neil Gaiman e Orson Welles, para só citar alguns poucos. E T.S. Eliot afirmou que Chesterton "&lt;em&gt;merece o direito perpétuo à nossa lealdade&lt;/em&gt;". Todo isso está registrado no livro "&lt;em&gt;Ortodoxia&lt;/em&gt;", que a editora evangélica &lt;strong&gt;Mundo Cristão&lt;/strong&gt;, gentilmente, ecumenicamente, caridosamente, relança num bela edição comemorativa de 100 anos para todos os leitores critãos, ou simplesmente livres-pensadores. Imperdível.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aproveitem que está com preço promocional: R$ 16,92!... &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eu já tenho o meu&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-8652063896706217112?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/8652063896706217112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=8652063896706217112&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8652063896706217112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8652063896706217112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/05/100-anos-de-ortodoxia.html' title='100 anos de &quot;Ortodoxia&quot;'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SDMYvoGuqRI/AAAAAAAAAlc/MQbHpNFcotA/s72-c/Ortodoxia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-2434379620592843515</id><published>2008-05-20T10:41:00.000-07:00</published><updated>2008-05-20T11:15:43.155-07:00</updated><title type='text'>Santa dedução!!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SDMUCoGuqQI/AAAAAAAAAlU/fCBbf1A-zO0/s1600-h/frbrown.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202524029900990722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SDMUCoGuqQI/AAAAAAAAAlU/fCBbf1A-zO0/s400/frbrown.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas nem só de séria apologética, filosofia e teologia configura-se a literatura do polemista G. K. Chesterton. Ele também abordou isso de um ponto de vista divertido e, depois de Edgar Poe e Conan Doyle, decidiu criar o tipo de novela policial em que o genial investigador, longe de ser o esmiuçador sagaz, frio e raciocinante, era o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Padre Brown&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, (na verdade o Padre Vicente O.F.M., seu amado confessor), um detetive humano, demasiado humano, que tinha os olhos lavados pela Fé e pelo colírio das lágrimas, de modo que conseguia, mesmo cochilando, descobrir os meandros da malícia criminosa mais pela compreensão sublime do que pela sagacidade mundana. Indispensável para todo e qualquer fã de romance policial, seja ele de que credo ou falta de credo for!... Aqui no Brasil você encontra quase todos os livros da série: &lt;em&gt;A Inocência do Padre Brown, A Sabedoria do Padre Brown, O Escândalo do Padre Brown, A Incredulidade do Padre Brown e o Segredo do Padre Brown&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num sebo ou livraria próximo de você.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-2434379620592843515?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/2434379620592843515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=2434379620592843515&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/2434379620592843515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/2434379620592843515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/05/santa-deduo.html' title='Santa dedução!!!!'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SDMUCoGuqQI/AAAAAAAAAlU/fCBbf1A-zO0/s72-c/frbrown.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-1247818868249169227</id><published>2008-05-11T07:45:00.000-07:00</published><updated>2008-05-11T08:28:46.401-07:00</updated><title type='text'>Palavras cantadas...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SCcOXoGuqLI/AAAAAAAAAks/KyiTHcgfgZA/s1600-h/M%C3%A3e3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199140093887948978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SCcOXoGuqLI/AAAAAAAAAks/KyiTHcgfgZA/s400/M%C3%A3e3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Maria, Maria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um dom,uma certa magia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma força que nos alerta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher que merece&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver e amar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como outra qualquer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do planeta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SCcOX4GuqMI/AAAAAAAAAk0/Xv8KfBvGFyw/s1600-h/M%C3%A3e4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199140098182916290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SCcOX4GuqMI/AAAAAAAAAk0/Xv8KfBvGFyw/s400/M%C3%A3e4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Maria, Maria &lt;/p&gt;&lt;p&gt;É o som, é a cor, é o suor&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É a dose mais forte e lenta&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De uma gente que rí&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando deve chorar&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E não vive, apenas aguenta&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SCcOYIGuqNI/AAAAAAAAAk8/MrVoSQ1CRCU/s1600-h/M%C3%A3e2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199140102477883602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SCcOYIGuqNI/AAAAAAAAAk8/MrVoSQ1CRCU/s400/M%C3%A3e2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Mas é preciso ter força&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É preciso ter raça&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É preciso ter gana sempre&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quem traz no corpo a marca&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Maria, Maria&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mistura a dor e a alegria&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SCcOYIGuqOI/AAAAAAAAAlE/Lj1FA-fSr6g/s1600-h/M%C3%A3e5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199140102477883618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SCcOYIGuqOI/AAAAAAAAAlE/Lj1FA-fSr6g/s400/M%C3%A3e5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Mas é preciso ter manha&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É preciso ter graça&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É preciso ter sonho sempre&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quem traz na pele essa marca&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Possui a estranha mania&lt;/p&gt;&lt;p&gt;De ter fé na vida....&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SCcOY4GuqPI/AAAAAAAAAlM/YvFG4pTy03k/s1600-h/M%C3%A3e.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199140115362785522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SCcOY4GuqPI/AAAAAAAAAlM/YvFG4pTy03k/s400/M%C3%A3e.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Feliz Dia das Mães&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-1247818868249169227?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/1247818868249169227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=1247818868249169227&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1247818868249169227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1247818868249169227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/05/palavras-cantadas.html' title='Palavras cantadas...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SCcOXoGuqLI/AAAAAAAAAks/KyiTHcgfgZA/s72-c/M%C3%A3e3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-2776786059437727938</id><published>2008-05-09T13:40:00.000-07:00</published><updated>2008-05-09T13:44:51.895-07:00</updated><title type='text'>Lady Frieza</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SCS3Z7moWeI/AAAAAAAAAkc/zP1hRk8gv28/s1600-h/V.Woolf.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198481526016727522" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SCS3Z7moWeI/AAAAAAAAAkc/zP1hRk8gv28/s400/V.Woolf.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que li Virginia Woolf tive uma péssima impressão. Sua prosa se parecia exatamente com ela: fria, diáfana, taciturna, anêmica, de um bom gosto excessivo, que transcendia o terreno literário para entrar no chique. Definitivamente, Virginia Woolf era uma literatura, um desafio, ou simplesmente uma pessoa para quem eu não estava preparado. E mesmo, hoje, quando quase tudo já foi devidamente relido e reconsiderado, ainda não sei como defini-la. O que me consola é que talvez ninguém saiba. E consta que a escritora detestava e evitava qualquer definição. No entanto, 67 anos após o seu suicídio, ela se encontra atada a definições de todos os tipos: modernista, teórico feminista, lesbian chic!... Mas não é para menos, estamos na nova idade das trevas onde um rótulo é tudo, e a teoria literária é mais lida do que a própria literatura. Porém como sou antipático a estereótipos acadêmicos, me limitarei à falar como leitor sincero e dizer que a literatura de Virginia Woolf é tudo o que se podia esperar de melhor em experimentação, inovação, abstração, embromação, delírio, faniquito e virtuosismo psicológico produzido até então pela língua inglesa no século XX, sem deixar, contudo, de dar continuidade a grande tradição literária deste idioma que vemos implícita através dos momentos cruciais, privilegiados e epifânicos dos seus cinco melhores romances: &lt;em&gt;“Mrs. Dalloway”, “O Farol”, “As Ondas”, “Os Anos” e “Entre os Atos”&lt;/em&gt;. Em alguns momentos ela exagera, é verdade, erra a mão, parece drogada, e merecidamente pode ser encarada como a mais radical experimentalista da ficção do século passado - ao lado de James Joyce, mas sem o intelectualismo deste. Virginia buscava tão obsessivamente uma nova forma lírica para o romance, que acabou desenvolvendo com precisão inédita os recursos do fluxo da consciência e dos monólogos interiores, que constituíram a narrativa de seus livros.&lt;br /&gt;Por isso, aos leitores agitadinhos, vou logo avisando que os romances de Virginia têm pouca ação - ''Sra. Dalloway'', por exemplo, resume-se a um passeio por Londres - espécie de motor para o desencadear de sensações que fazem da sua narrativa uma literatura ''radial'', como ela definia, em oposição a uma narrativa ''linear''. Esse mergulho radial e vertiginoso no inconsciente era, a bem dizer, lenitivo e veneno para sua fragilidade psicológica. Sabemos que uma adolescência traumática causou uma série de colapsos nervosos e internações que pontuariam toda a sua vida, e fariam dela uma esteta triste e desesperada. Todavia, Virginia alcançou o domínio de uma arte com características tão pessoais que a sua escola é composta somente por ela mesma – ainda que sobejem originais imitadoras mundo a fora: Katherine Mansfield, Marguerite Duras e Clarice Lispector, só para citar as melhores. Assim como nestas escritoras, o que caracteriza o texto de Virginia Woolf são os relatos de isolamento, loucura e amor perdido, que são verbalizados num complexo de imagens; não só um amontoado de imagens fraturadas, mas sim uma reunião harmônica de percepções e sensações. Virginia Woolf era duplamente dotada, quer como escritora quer como leitora, e talvez esse seja o segredo do seu grande gênio criativo - um gênio que sabia não apenas inventar uma forma de escrever, mas também uma nova forma de ler.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-2776786059437727938?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/2776786059437727938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=2776786059437727938&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/2776786059437727938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/2776786059437727938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/05/lady-frieza.html' title='Lady Frieza'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SCS3Z7moWeI/AAAAAAAAAkc/zP1hRk8gv28/s72-c/V.Woolf.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-2355298946176198519</id><published>2008-05-09T12:59:00.000-07:00</published><updated>2008-05-09T13:47:56.997-07:00</updated><title type='text'>Um texto breve e triste...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SCS4QLmoWfI/AAAAAAAAAkk/aB4nHpfh2BY/s1600-h/afogada.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198482458024630770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SCS4QLmoWfI/AAAAAAAAAkk/aB4nHpfh2BY/s400/afogada.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Querido,&lt;/em&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tenho certeza de estar ficando louca novamente. Sinto que não conseguiremos passar por novos tempos difíceis. E não quero revivê-los. Começo a escutar vozes e não consigo me concentrar. Portanto, estou fazendo o que me parece ser o melhor a se fazer. Você me deu muitas possibilidades de ser feliz. Você esteve presente como nenhum outro. Não creio que duas pessoas possam ser felizes convivendo com esta doença terrível. Não posso mais lutar. Sei que estarei tirando um peso de suas costas, pois, sem mim, você poderá trabalhar. E você vai, eu sei. Você vê, não consigo sequer escrever. Nem ler. Enfim, o que quero dizer é que depositei em você toda minha felicidade. Você sempre foi paciente comigo e realmente bom. Eu queria dizer isto - todos sabem. Se alguém pudesse me salvar, este alguém seria você. Tudo se foi para mim mas o que ficará é a certeza da sua bondade. Não posso atrapalhar sua vida. Não mais.&lt;br /&gt;Não acredito que duas pessoas poderiam ter sido tão felizes quanto nós fomos.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;V."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Carta de suicídio de Virginia Woolf &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;remetida ao marido e editor Leonard Woolf.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-2355298946176198519?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/2355298946176198519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=2355298946176198519&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/2355298946176198519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/2355298946176198519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/05/um-texto-breve-e-triste.html' title='Um texto breve e triste...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SCS4QLmoWfI/AAAAAAAAAkk/aB4nHpfh2BY/s72-c/afogada.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-8742069451713295026</id><published>2008-05-09T12:50:00.000-07:00</published><updated>2008-05-09T13:52:20.726-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SCSs2rmoWcI/AAAAAAAAAkM/qYWgLJDU37Q/s1600-h/flush.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198469925310060994" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SCSs2rmoWcI/AAAAAAAAAkM/qYWgLJDU37Q/s400/flush.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Flush não é um cão qualquer. Mesmo antes de ser retratado por Virginia Woolf, já fazia parte da nobre linhagem de animais literários, que remonta a Argos, cão de Odisseu, ou Quincas Borba, cão homônimo de filósofo de Machado de Assis, ou ainda a trágica e sublime cadelinha Baleia de Graciliano Ramos. Flush pertenceu à poeta inglesa Elizabeth Barrett, posteriormente Browning. A esse cocker spaniel dourado, Barrett dedicou dois poemas. A ele, a poeta ainda deve os trechos mais realistas de "Aurora Leigh", seu grande romance em versos.&lt;br /&gt;Na década de 40 do século 19, bairros aristocráticos como Mayfair desfrutavam a incômoda proximidade de cortiços e maltas de criminosos. Bastava uma ligeira distração das senhoras para que seus totós fossem sequestrados por esses vizinhos. Foi o que ocorreu com Flush, não apenas uma, mas três vezes. Numa das ocasiões, Barrett se viu obrigada a meter-se num cupê para negociar o resgate com os malfeitores.&lt;br /&gt;Seria como se, hoje, uma socialite carioca aparecesse num Audi para palestrar com o chefão do tráfico no morro do Borel. Até então Barrett nunca pusera os pés num bairro miserável. Ali, num único cômodo, construído como um estábulo, viviam até três famílias. O tifo grassava. Dessa experiência nasceu o cortiço londrino que a autora forjou em "Aurora Leigh".&lt;br /&gt;Woolf, por seu turno, narra o episódio do roubo de Flush, como vários outros da vida da escritora. Elizabeth Barrett já era famosa quando conheceu o poeta Robert Browning. Tinha 40 anos e vivia reclusa, sob o jugo do pai tirânico. Escreveu sonetos ao amado. Disse para o pai que se tratava de uma tradução sua para versos de Luís de Camões. O pai engoliu a lorota, e os poemas, talvez os melhores de sua lavra, ganharam o título de "Sonetos Portugueses". O casal foi depois obrigado a fugir para a Itália. A originalidade da narrativa de Virginia Woolf residiria em mostrar esses eventos pela ótica de Flush. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-8742069451713295026?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/8742069451713295026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=8742069451713295026&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8742069451713295026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8742069451713295026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/05/flush-no-um-co-qualquer.html' title=''/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SCSs2rmoWcI/AAAAAAAAAkM/qYWgLJDU37Q/s72-c/flush.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-1521718938199670360</id><published>2008-05-09T12:35:00.000-07:00</published><updated>2008-05-09T13:37:31.605-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SCSqurmoWbI/AAAAAAAAAkE/ktvp8QeLsGc/s1600-h/Rua.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198467588847851954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SCSqurmoWbI/AAAAAAAAAkE/ktvp8QeLsGc/s400/Rua.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"As coisas se desprenderam de mim. Eu prolonguei certos desejos; eu perdi amigos, alguns para a morte... outros pela incapacidade de atravessar a rua."&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Virginia Woolf&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-1521718938199670360?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/1521718938199670360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=1521718938199670360&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1521718938199670360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1521718938199670360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/05/as-coisas-se-desprenderam-de-mim.html' title=''/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SCSqurmoWbI/AAAAAAAAAkE/ktvp8QeLsGc/s72-c/Rua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-6723025899842277125</id><published>2008-04-25T12:51:00.000-07:00</published><updated>2008-04-25T13:01:53.887-07:00</updated><title type='text'>Dos sebos, das rasuras, da leitura do mundo!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SBI4TqmbHFI/AAAAAAAAAj8/cMPtnGq4BKc/s1600-h/oldbook.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193275230815722578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SBI4TqmbHFI/AAAAAAAAAj8/cMPtnGq4BKc/s400/oldbook.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parece título de Schopenhauer, mas não chega a tanto. Trata-se apenas de uma reflexão, ou melhor, de uma digressão (resultado de horas vadias) acerca de sebos, de livros velhos, e de como tais coisas afetam nossa capacidade de leitura. Veja bem, eu nunca gostei de sebos. Para mim o nome é em si já bastante repelente, devido ao homônimo malcheiroso que asquerosamente nos remete a cravos, espinhas, furúnculos, e outras excrescências insondáveis, porque mais endógenas e indecorosas. E, dada minha rinite alérgica, sempre evitei os livros antigos, os códices, os incunábulos e alfarrábios, cuja visão, ainda que distante, era suficiente para desencadear a mais incômoda, medonha e obstinada crise de coriza já sofrida por um nariz humano. Para mim estes antros, estes cemitérios de brochuras decrépitas eram verdadeiros ninhos de ácaros e esporos, então cultivados numa poeira secular que o proverbial desleixo dos livreiros vai deixando se acumular de modo onipresente.&lt;br /&gt;Revestido e convencido deste preconceito higiênico, eu resisti à visão idílica e até mesmo glamourosa que os sebos inspiram nos leitores mais românticos, e assim os evitei heróica e diligentemente até que, certo dia, por uma necessidade ocasional, meu amigo Emerson Coelho arrancou-me deste equívoco.&lt;br /&gt;Este amigo, já um conhecido nosso, é, no dizer poético de Drummond, um destes habitués de sebo, um freqüentador crônico, acometido das taras que todo bibliófilo sente no contato com as obras condenadas ao esquecimento. É o típico farejador sutil que procura sempre e infatigavelmente uma pérola esfarrapada ou um diamante hipotético, mesmo sabendo que talvez não o encontre jamais, nunca entre aqueles restos de literatura, mas que todavia insiste, porque qualquer encontro o satisfaz. Procurar, mesmo não achando, é a sua arte e fetiche. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora, foi então na companhia deste amigo fabuloso que passei a freqüentar sebos, e conquanto não tenha o mesmo faro atilado, descobri o prazer de vascular, de escavar, de perscrutar, qual arqueólogo, as vetustas e caóticas prateleiras de livros arruinados, e do meio delas sair todo sujo e empolgado trazendo comigo velhas novidades. Acabei deste modo adquirindo um hábito, que virou mania e depois paixão, mas que agora corre o risco de se converter em filosofia fenomenológica. Isso mesmo. Desde que passei a conviver com estes livros gastos e idosos, reparei que já não sou um simples leitor, isto é, um leitor comum, como qualquer outro que se restringe ao texto. Sem a mínima reserva ou circunspeção, devo confessar que sou hoje um X-leitor, um mutante literário, cuja capacidade de inteligir vai além da palavra escrita. Mas sei que não sou o único, e estou certo de alguém aqui, certamente, se identificará comigo. Permita então uma melhor exposição dos fatos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Primeiro, como nunca me fiei no acaso, passei a acreditar numa “&lt;em&gt;afinidade eletiva&lt;/em&gt;” entre o livro e o leitor. Enquanto vagava pelos sebos, eu percebia que meus encontros com os livros se davam tal como o encontro daqueles passantes que no Canto XV do Inferno de Dante “&lt;em&gt;olham uns para os outros quando a luz do dia se torna penumbra e descobrem subitamente um vislumbre, uma palavra, uma atração irresistível”. &lt;/em&gt;Isso me lembra um adágio latino, de um monge e ensaísta medieval que dizia: “&lt;em&gt;Habent sua fata libelli”,&lt;/em&gt; ou seja, “&lt;em&gt;os livros têm seu próprio destino”.&lt;/em&gt; Com efeito, sempre que compro livros de sebos fico imaginando como alguns deles esperaram anos e décadas para chegarem até a minha estante, a qual parece terem sido destinados. Como manuscritos perdidos do Mar Morto, como todo livro que chegou até nós das mãos de leitores remotos no espaço e no tempo, cada um dos meus livros traz consigo um relato incógnito de sua própria sobrevivência. E essa sobrevivência é análoga a do Universo, que segundo os antigos cabalistas, não depende de que o leiamos, mas apenas da possibilidade de que o leiamos. No ensejo, aproveitando a analogia cabalística, poderia acrescentar que tais livros encerram em si um microcosmos, um mundo diminuto que pode ser observado através de suas páginas rasgadas e carcomidas, das rasuras, das anotações, do desgaste da capa ou contracapa. É a partir disso que se amplia nossa capacidade leitura. Quem nunca sentiu o prazer curioso de segurar nas mãos um volume que pertenceu a outro leitor, evocado como um fantasma por meio do murmúrio de umas poucas palavras rabiscadas na margem, uma assinatura ou dedicatória na guarda do livro, uma foto perdida, uma rosa ou folha seca usada como marcador, uma gota de café, uma mancha de vinho ou mesmo uma lágrima reveladora. Os livros usados oferecem aos novos leitores uma visão de relance, mesmo que secreta ou distante, das vidas de outros leitores, e permite que tenham, por meio destes vestígios aparentemente banais, todavia conservados para seu escrutínio, uma simpatia, uma identificação, um certo conhecimento de sua própria condição. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas para isso é preciso ser perspicaz, é preciso ser um bom leitor. Somente quando olhos capazes, como o de &lt;em&gt;Miss Marple&lt;/em&gt; de Agatha Christie, fazem contato com os sublinhados, as manchas e rasuras das páginas é que o texto ganha um significado que está além do seu enredo. Toda escrita depende da generosidade do leitor. E sem essa generosa capacidade o texto torna-se novamente marcas silenciosas. Cada leitor deve ter o propósito de assegurar uma modesta imortalidade aos livros. A leitura é, nesse sentido um rito de renascimento. Mas como já disse antes, isso não se restringe ao texto nem as suas entrelinhas, devemos observar tudo o que circunda. A verdadeira leitura consiste na experiência registrada e resgatada das páginas, e novamente transformada em experiência, em palavras que tanto se refletem no mundo exterior como no próprio ser do leitor. Eu sei que essa hiperleitura nem sempre é fácil. É preciso certo pendor investigativo, e um tanto de falta do que fazer. Porém o benefício é inestimável. Como nos ensinam os detetives da ficção, os livros velhos por vezes nos ajudam a formular as perguntas que desejamos fazer, mas não necessariamente decifrar as respostas. Nem sempre trazem uma coerência, uma lógica ou propósito ao texto. Isso (como Miss Marple tornaria claro) é tarefa do leitor, a marca de sua liberdade, do seu poder de inteligibilidade.&lt;br /&gt;E sem modéstia, ouso afirmar que, desde que freqüento sebos, estou a um passo da aquisição deste poder, pois sei que há livros em que as notas de rodapé, ou os comentários rabiscados por algum leitor pretérito são mais interessantes do que o texto. O mundo, a vida, a realidade e os outros são alguns destes livros a serem lidos. Aqui, o ato de ler nos ajuda a entender nossa relação hesitante com nós mesmos, o encontro, o toque, a decifração de signos que são gestos e palavras. A literatura nos propicia a capacidade de ler tudo o que nos cerca, basta querer. Como dizia &lt;em&gt;Lady Macbeth&lt;/em&gt;, de Shakespeare: &lt;em&gt;“Tua face, meu cavaleiro, é como um livro onde olhos agudos podem ler coisas estranhas”&lt;/em&gt;. O hábito de ler nos faculta o poder ver o que está aquém e além, é um processo que envolve não somente visão e intelecção, mas inferência, percepção, julgamento, memória, reconhecimento, experiência e prática. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Leiam mais, sempre, infatigavelmente, livros velhos ou novos, pois como dizia Platão: &lt;em&gt;aqueles que podem ler, vêem duas vezes melhor.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-6723025899842277125?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/6723025899842277125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=6723025899842277125&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6723025899842277125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6723025899842277125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/04/dos-sebos-das-rasuras-da-leitura-do.html' title='Dos sebos, das rasuras, da leitura do mundo!'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SBI4TqmbHFI/AAAAAAAAAj8/cMPtnGq4BKc/s72-c/oldbook.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-2904178904971875618</id><published>2008-04-24T15:32:00.000-07:00</published><updated>2008-04-24T15:43:42.436-07:00</updated><title type='text'>Querenças...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SBEKwqmbHEI/AAAAAAAAAj0/Qa1VpnNf6yM/s1600-h/Hj.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192943676520340546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SBEKwqmbHEI/AAAAAAAAAj0/Qa1VpnNf6yM/s400/Hj.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; No imediatismo das releções, a gente sempre se pergunta se a paixão e o desejo que se tem hoje perdurará amanhã. Parece que aqui há uma resposta que precisamos ouvir!... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tem coisas que só a Cosac Naif faz por você&lt;/span&gt;&lt;img alt="Alinhar à direita" src="http://www.blogger.com/img/gl.align.right.gif" border="0" /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-2904178904971875618?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/2904178904971875618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=2904178904971875618&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/2904178904971875618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/2904178904971875618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/04/querenas.html' title='Querenças...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SBEKwqmbHEI/AAAAAAAAAj0/Qa1VpnNf6yM/s72-c/Hj.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-6321698416733077382</id><published>2008-04-24T12:36:00.000-07:00</published><updated>2008-04-24T12:48:04.967-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SBDj66mbHDI/AAAAAAAAAjs/CXA345bckj4/s1600-h/chimpanze.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192900971660516402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SBDj66mbHDI/AAAAAAAAAjs/CXA345bckj4/s400/chimpanze.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Um blog que não está nem aí!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-6321698416733077382?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/6321698416733077382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=6321698416733077382&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6321698416733077382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6321698416733077382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/04/um-blog-que-no-est-nem.html' title=''/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SBDj66mbHDI/AAAAAAAAAjs/CXA345bckj4/s72-c/chimpanze.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-375636315543955812</id><published>2008-04-23T12:34:00.000-07:00</published><updated>2008-04-23T12:38:50.496-07:00</updated><title type='text'>O pai do conto moderno</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SA-QIKmbHCI/AAAAAAAAAjk/vVLncnsYeXc/s1600-h/Tchekhov2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192527365340339234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SA-QIKmbHCI/AAAAAAAAAjk/vVLncnsYeXc/s400/Tchekhov2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Anton Tchekov é, na minha opinião, o único escritor russo que não era histérico. Quem já teve o imenso prazer de ler qualquer um dos seus textos, sabe que neles não encontrará a titânica força épica de Tolstoi, nem o misticismo furioso de Soloviev, e tampouco as tempestades morais que assolam os romances de Dostoievski. Tchekov é sereno. Diria que é quase um santo - um dos poucos santos da literatura, como Samuel Beckett e Walt Withiman - embora possa ser considerado o menos espiritual e o mais humano dos gênios literários. Maxim Gorky, em suas Memórias, sobre o amigo Tchekov, afirmou que, na presença do grande dramaturgo e contista, “&lt;em&gt;todos sentiam um desejo inconsciente de serem menos dissimulados, mais verdadeiros, mais eles mesmos”.&lt;/em&gt; Não duvido, nos contos e mesmo nas peças, podemos perceber que a bondade de Tchekov sempre mitiga a ironia. Mas isso não diz tudo. Tolstoi, que era um juiz implacável de seus colegas, foi sempre apaixonado por Tchekov, quer como escritor quer como pessoa, e considerava a grandeza humana do autor superior àquela apenas vislumbrada em sua obra. A generosidade de Tchekov estava relacionada ao seu respeito pela simplicidade do ser humano. Dostoievski, que, assim como Tolstoi, admirava Tchekov, enfatizava sua implacabilidade com qualquer ato vulgar ou mesquinho. No mais, Tchekov era uma fonte de benignidade com todas as pessoas.&lt;br /&gt;Hoje porém a glória sempre presente do dramaturgo Tchekov não sobreviverá, talvez, à influência bem mais ampla e mais profunda do contista Tchekov. Os contemporâneos do escritor o liam como uma espécie de Maupassant russo. Mal percebiam eles que Tchekov não era um duo do extraordinário Maupassant, mas sim uma extraordinária alternativa aos leitores de contos acostumados a Maupassant. Se o francês passou a posteridade como o mais clássico dos contistas, Tchekov despontou como o grande inovador, o pai do conto moderno. Sua originalidade consiste em não compor histórias com começo, meio e fim (o que contraria todo o postulado acerca da composição do filósofo Aristóteles na “Arte Poética”). Seus contos não trazem grandes acontecimentos, sequer apresentam enredos: tudo isso é substituído por uma visão instantânea, uma impressão por assim dizer impressionista, que já é, em miniatura, uma visão completa da vida. Assim entendeu o público, assim entenderam Katherine Mansfield, James Joyce, Virginia Woolf, Clarice Lispector, Fraçois Mauriac, Julien Green, Lúcio Cardoso, et caterva. E daí começou a história do conto moderno, do conto sem enredo, fragmentário, impressionista. Mas a filiação é, apesar de tudo, algo duvidosa. Os rumos que estes escritores deram ao conto têm pouco em comum com a arte de Tchekov. Todos foram observadores agudos dos seus ambientes, mas Tchekov sempre pretendia dizer alguma coisa, enquanto os outros diziam sem pretender nada. Tchekov não era cínico. Ele contemplou a vida humana e chorou; e nos seus textos descreveu e lamentou aqueles que mais merecem nossa piedade: os bichos maltratados e as crianças maltratadas, os sonhos profanados das mulheres, os talentos afogados no álcool, os ideais inacessíveis e a alegria de viver perdida para sempre. Ele é o poeta da vida mal vivida ou não vivida. Nos contos dos modernos seguidores de Tchekov os personagens falam por seus autores, ao passo que nos contos de Tchekov ele próprio fala pelos seus personagens. Tchekov nem sempre é Tchekov, e nisso reside sua grande arte, além, é claro, do talento de um gênio sumamente original. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-375636315543955812?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/375636315543955812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=375636315543955812&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/375636315543955812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/375636315543955812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/04/o-pai-do-conto-moderno.html' title='O pai do conto moderno'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SA-QIKmbHCI/AAAAAAAAAjk/vVLncnsYeXc/s72-c/Tchekhov2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-2938245401637519852</id><published>2008-04-23T12:22:00.000-07:00</published><updated>2008-04-23T12:34:02.405-07:00</updated><title type='text'>Tchekhov e Tolstoi</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SA-OyKmbHBI/AAAAAAAAAjc/KXPBlYbHgm0/s1600-h/tchekovtolstoi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192525887871589394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SA-OyKmbHBI/AAAAAAAAAjc/KXPBlYbHgm0/s400/tchekovtolstoi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Ele amava Tchekhov, seus olhos ficavam ternos e pareciam querer chorar sempre que este o visitava. Certa vez, Tolstoi me disse: Ninguém até hoje foi capaz de escrever a seu respeito sem demonstrar o mais profundo afeto e amor; e ele, o autor, é sempre o personagem mais positivo de sua própria ficção&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Trecho das "Memórias" de Gorki onde relata a afeto de Tolstoi por Tchekov.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-2938245401637519852?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/2938245401637519852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=2938245401637519852&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/2938245401637519852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/2938245401637519852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/04/tchekhov-e-tolstoi.html' title='Tchekhov e Tolstoi'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SA-OyKmbHBI/AAAAAAAAAjc/KXPBlYbHgm0/s72-c/tchekovtolstoi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-8194037935326294433</id><published>2008-04-13T12:49:00.000-07:00</published><updated>2008-04-13T12:53:11.547-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SAJkX4TiwnI/AAAAAAAAAjU/V4E5RcT8UMo/s1600-h/viciado%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188820082098356850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SAJkX4TiwnI/AAAAAAAAAjU/V4E5RcT8UMo/s400/viciado%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Eu poderia estar matando, eu poderia estar roubando, mas eu estou blogando!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-8194037935326294433?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/8194037935326294433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=8194037935326294433&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8194037935326294433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8194037935326294433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/04/eu-poderia-estar-matando-eu-poderia.html' title=''/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SAJkX4TiwnI/AAAAAAAAAjU/V4E5RcT8UMo/s72-c/viciado%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-5848944017605165953</id><published>2008-04-13T12:29:00.000-07:00</published><updated>2008-04-14T11:57:27.754-07:00</updated><title type='text'>A Diva dos Detetives</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SAJhCYTiwmI/AAAAAAAAAjM/aUXXwhlaPd8/s1600-h/dorothy.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188816414196286050" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SAJhCYTiwmI/AAAAAAAAAjM/aUXXwhlaPd8/s400/dorothy.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se existem coisas que são de competência eminentemente feminina, uma delas é a literatura policial. Não sei por que, mas é um fato. Salvo algumas ilustres exceções – Conan Doyle, Chesterton, Simenon – ninguém consegue ser mais intrigueiro ou tece melhores enredos do que elas, e no sentido mais ardiloso que a palavra enredo pode ter. Seria isso uma aptidão concernente ao sexo?... Dorothy Sayers, por exemplo, é um destes casos de excelência na invenção e na técnica - não tão boa quanto a Patricia Highsmisth, mas certamente bem melhor do que Agatha Christie. Nunca ouviu falar? Que pena, deixe então que eu fale... Dorothy Sayers era inglesa, nascida em Oxford, filha única de um pastor de uma congregação rural, que também era músico, e de uma mulher de educação modesta, mas caridosa e bastante orgulhosa de uma ancestralidade que vinha de um irmão do grande ensaísta inglês William Hazlirt. Vivendo no campo, Dorothy cresceu sem amigos de sua idade e por isso entretinha-se lendo vorazmente, escrevendo contos, poemas, imaginando o mundo lá fora ou meditando sobre os detalhes da Bíblia e da religião cristã, que lia como se fosse uma novela. Quando tornou-se adolescente, Dorothy voltou a sua Oxford natal para ingressar na universidade, onde teve uma carreira estudantil destacada graduando-se em literatura e arte. Foi também em Oxford que serviu como secretária do homem com que teria seu primeiro caso amoroso – amoroso é força de expressão – o primeiro de suas muitas desditas nesse domínio. De outras duas relações malogradas teve um filho ilegítimo que resultou ser um belo e inteligente lord do exército de sua Majestade. Ela só encontrou um marido tardiamente, com quem tinha afinidades e gostos, embora os últimos dias dele escurecessem os dela ao ficar doente, alcoólatra e intratável. É o que basta lembrar da pouco edificante mas angustiada odisséia que Dorothy Sayers teve de enfrentar enquanto desenvolvia seus dotes literários. À semelhança de Henry James que escreveu uma teoria completa da novelística, ela expôs a da trama policial, usando sua erudição ora com seriedade, ora com humor. Entrevistada sobre o assunto, Dorothy manifestou sem rodeios seu modo desassombrado de escrever e falar: &lt;em&gt;“os imbecis e diretores de revista pediram-me para analisar a ficção criminal do ponto de vista da mulher, eu disse então que isso era uma estupidez, era o mesmo que perguntar qual o ângulo feminino de um triângulo eqüilátero!”&lt;/em&gt; Além de ficção criminal, ela escreveu sobre estética em geral, e nesse campo recebeu ótimas críticas da filósofa e santa Edith Stein. No livro “&lt;em&gt;The Mind of the Maker”,&lt;/em&gt; por exemplo, ela desenvolve a tese de que a experiência comum de produzir, ou criar qualquer coisa, corresponde às significações simbolizadas e hiperdimensionadas pela Santíssima Trindade. Primeiro vem a idéia criadora, que antevê toda a obra terminada. Esse é o Pai. A seguir vem a energia criadora, a qual se empenha numa vigorosa luta com a matéria superando um obstáculo após o outro. Esse é o Filho. O terceiro é o poder perpetuador do efeito estético e transcendente que a obra produz, e de tal modo a influir na alma do usuário-contamplador. Esse é o Espírito Santo. Todos os três são indispensáveis ao perfeito acabamento de qualquer obra criadora. Dorothy era profundamente espiritualizada e tinha participação ativa e militante em sua Igreja, contudo era bastante tolerante e autocrítica em relação à prática religiosa. Neste mundo ela pensava que crer em Deus era indispensável para responder a inevitáveis interrogações cósmicas, é como um ponto fixo pelo qual é possível solucionar as questões terrenas; mas pedir ou impor uma determinada concepção doutrinária só garantia divisão e opressão. Ela era explicitamente uma cristã pragmática; mais de uma vez, em vários contextos, escreveu: &lt;em&gt;“A primeira coisa que uma observância estrita faz é matar alguém!...”&lt;/em&gt; Dorothy via o evangelho como um texto polissêmico, cujas possibilidades de interpretação eram renováveis e variadas; era como um alfabeto único que servia para expressar as mais diversas línguas. Os escritores C. S. Lewis e J. R.R. Tolkien, respectivamente protestante e católico, foram dois dos seus grandes amigos e admiradores. Quando morreu, aos 64 anos, inúmeros intelectuais referiram-se a ela em termos altamente elogiosos. Diziam que sua literatura tinha dois méritos: era facilmente legível e dramaticamente convincente. Se hoje anda esquecida, ou passa despercebida, não é por culpa dela, mas, como já disse outras vezes, por causa das trevas que assolam espiritual e intelectualmente nossa adorável era moderna. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-5848944017605165953?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/5848944017605165953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=5848944017605165953&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/5848944017605165953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/5848944017605165953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/04/diva-dos-detetives.html' title='A Diva dos Detetives'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SAJhCYTiwmI/AAAAAAAAAjM/aUXXwhlaPd8/s72-c/dorothy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-6869589322032868719</id><published>2008-04-13T12:18:00.000-07:00</published><updated>2008-04-13T12:29:06.127-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SAJe7oTiwlI/AAAAAAAAAjE/9t_MBdKI4XE/s1600-h/livroscasulos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188814099208913490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SAJe7oTiwlI/AAAAAAAAAjE/9t_MBdKI4XE/s400/livroscasulos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Livros são como casulos, nos cercamos deles e então crescemos, deixando-os para trás como sinais de nossos estágios anteriores de desenvolvimento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Dorothy Sayers&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-6869589322032868719?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/6869589322032868719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=6869589322032868719&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6869589322032868719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6869589322032868719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/04/livros-so-como-casulos-nos-cercamos.html' title=''/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/SAJe7oTiwlI/AAAAAAAAAjE/9t_MBdKI4XE/s72-c/livroscasulos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-6317672924578164080</id><published>2008-03-15T09:54:00.000-07:00</published><updated>2008-03-22T05:52:36.924-07:00</updated><title type='text'>Pequeno conto sobre eu próprio...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R-UA_c7c3-I/AAAAAAAAAi8/zkKHUI4TpnQ/s1600-h/insonia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R-UA_c7c3-I/AAAAAAAAAi8/zkKHUI4TpnQ/s400/insonia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5180548036456931298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meio litro de chá de camomila. Passiflora. Maracujina. Rivotril de 0,5 mg. Três da madruga e os zoião véi lá, estalados no ar!... Alguém tem um &lt;em&gt;Finnegans Wake&lt;/em&gt; de Joyce pra me emprestar, fazendo obséquio? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-6317672924578164080?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/6317672924578164080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=6317672924578164080&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6317672924578164080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6317672924578164080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/03/pequeno-conto-sobre-eu-prprio.html' title='Pequeno conto sobre eu próprio...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R-UA_c7c3-I/AAAAAAAAAi8/zkKHUI4TpnQ/s72-c/insonia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-598448013830017541</id><published>2008-03-15T09:42:00.000-07:00</published><updated>2008-03-15T09:53:44.580-07:00</updated><title type='text'>O Terrível</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R9v-HxCU7aI/AAAAAAAAAis/uEyAqYpxo1Y/s1600-h/Michelangelo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178011605968154018" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R9v-HxCU7aI/AAAAAAAAAis/uEyAqYpxo1Y/s320/Michelangelo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em março de 1475, na pequena cidade de Caprese - entre Florença e Arezzo - quando o prefeito, Ludovico Buonarotti Simone, viu nascer seu segundo filho quis dar-lhe o nome de um anjo: &lt;em&gt;Michelangelo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;O menino orgulhava-se de ter algumas gotas de sangue nobre; todavia recentes pesquisas nobiliárquicas provaram que ele estava enganado. Dizem que Michelangelo era orgulhoso e extremamente sensível, além de irritante e facilmente irritável. Recebeu instrução em Florença, mas não aprendeu latim e jamais se entusiasmou com a Grécia clássica; era severo, ascético, hebraico, mais protestante do que católico - embora tenha sido um dos responsáveis pelo esplendor do Vaticano. Preferia o desenho à escrita, que segundo ele é uma corruptela do desenho. Contudo, além de artista plástico, também era bom poeta.&lt;br /&gt;Ainda na adolescência foi convidado a freqüentar e decorar o jardim dos Médices, onde já vivia uma admirável corte de intelectuais e artistas. Mas aquele círculo refinado havia perdido a ética cristã, bem como o credo cristão, por isso, depois de conhecer tal arremedo de jardim de Epicuro, Michelangelo não quis se demorar muito – preferia o misticismo do jardim do Getsêmani.&lt;br /&gt;Naqueles anos, o fanático monge Savanarola pregava seu implacável evangelho da reforma puritana, de observância estrita. Michelangelo muitas vezes ia ouvi-lo e jamais o esqueceu. Quando Savanarola morreu, algo do seu espírito pairou sobre o jovem artista melancólico – um desprezo pela decadência das cidades italianas, uma feroz mágoa em relação ao amor erótico, um sombrio desejo de destruição. Talvez por isso sua pintura do “&lt;em&gt;Juízo Final&lt;/em&gt;” seja tão estarrecedora. Mas sabe-se que ele amou, e muito, suas poesias dizem isto. Só não dizem se foi amado. Michelangelo jamais soube lidar com sua sexualidade, a índole austera, a aparência pouco atraente e o medo da rejeição impediram que revelassem seus desejos. Portanto, teve uma carreira erótica bastante michuruca e viveu praticamente solitário. Não obstante, sublimou o desejo na arte, e todas as suas pinturas e esculturas traem sua inconfessável obsessão pelo corpo masculino: até as madonas de Michelangelo são musculosas!&lt;br /&gt;Aos 33 anos, já rico e renomado, Michelangelo foi contratado pelo Papa Júlio II para pintar o teto da Capela Sistina. A princípio ele rejeitou, dizendo que era escultor e não pintor, e que seu colega Rafael Sanzio era mais qualificado para essa tarefa. Julio insistiu e lhe adiantou um pagamento de 3 mil ducados. Michelangelo cedeu e, em maio de 1508, deu início à labuta de quatro anos e meio da pintura suprema do Renascimento.&lt;br /&gt;Imagine-se o velho Papa Julio subindo aqueles frágeis andaimes ajudado pelo artista e perguntando, impaciente: “&lt;em&gt;Quando ficará pronta&lt;/em&gt;?”... A resposta, segundo relato do biógrafo e crítico Vasari, foi uma lição de integridade: “&lt;em&gt;Quando eu tiver concluído tudo, creio que a arte ficará satisfeita”.&lt;/em&gt; Quando Michelangelo desceu pela última vez do andaime, estava exausto, emagrecido, doente e prematuramente velho. Tinha apenas 37 anos mas ainda viveria outros 51. Julio morreu quatro meses depois, em 21 de fevereiro de 1513.&lt;br /&gt;Michelangelo lamentou a morte do grande Papa e se perguntava se o cristianismo ainda teria pela grande arte uma sensibilidade e veneração tão íntima.&lt;br /&gt;À época, falavam do gênio de Michelangelo como “terribilitá”, uma palavra que, é claro, significa não tanto ser terrível quanto ser espantoso. E, de fato, nunca houve artista mais espantoso que Michelangelo – na amplitude de sua imaginação e na percepção do sentido, o sentido espiritual da beleza. Para ele a beleza era divina, venerável, um dos meios pelos quais Deus comunica-se à humanidade. Vasari diz que Lutero, numa carta, discordou dessa visão confessando a Michelangelo sua iconoclastia. Foi o fim da amizade e da admiração mútua que havia entre ambos. E só por causa disso Michelangelo não se tornou protestante. Para ele a arte jamais podia ser subestimada ou depreciada como uma superstição idólatra. Tal idéia, segundo Michelangelo, era em si idólatra e blasfema. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-598448013830017541?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/598448013830017541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=598448013830017541&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/598448013830017541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/598448013830017541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/03/o-terrvel.html' title='O Terrível'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R9v-HxCU7aI/AAAAAAAAAis/uEyAqYpxo1Y/s72-c/Michelangelo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-6133439483595205366</id><published>2008-03-15T07:40:00.000-07:00</published><updated>2008-03-15T09:52:31.106-07:00</updated><title type='text'>Pietá</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R9v-uxCU7bI/AAAAAAAAAi0/hwTj9EuYVHI/s1600-h/MichPieta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5178012275983052210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R9v-uxCU7bI/AAAAAAAAAi0/hwTj9EuYVHI/s400/MichPieta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Virgem Mãe segurando no colo o filho morto... Michelangelo tinha 23 anos quando arrancou da pedra essa imagem de dor. Com efeito, é lindíssima, e Nietzsche quando a viu disse que só a dor poderia criar significado estético. No entanto, dizem que se olharmos de perto veremos que a escultura revela seus defeitos, mas na minha singela opinião (se tais defeitos existem), podem ser desculpados pela juventude do artista. De fato, parece ser excessivo o drapeado do vestido; a mão parece pequena demais para o corpo, e paira inexplicavelmente no ar - talvez num gesto de perplexidade. E o rosto da mulher parece ser mais jovem do que o filho. Entretanto, a figura inerme do Cristo, quase reduzido a ossos, como um fluido de pedra que remata todo o pequeno conjunto, produz um efeito que encerra toda a essência da história humana como raça, entre a maternidade e a morte! Tudo isso, exatamente, como lemos e sentimos nos evangelhos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-6133439483595205366?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/6133439483595205366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=6133439483595205366&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6133439483595205366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6133439483595205366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/03/piet.html' title='Pietá'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R9v-uxCU7bI/AAAAAAAAAi0/hwTj9EuYVHI/s72-c/MichPieta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-6830735075250232530</id><published>2008-03-15T07:23:00.000-07:00</published><updated>2008-03-15T07:35:22.818-07:00</updated><title type='text'>Escultor, pintor ou poeta?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R9vclRCU7ZI/AAAAAAAAAik/WQLWTc953ZQ/s1600-h/Capela+Sistina.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177974729378950546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R9vclRCU7ZI/AAAAAAAAAik/WQLWTc953ZQ/s400/Capela+Sistina.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R9vcZRCU7YI/AAAAAAAAAic/ChGCM488GU8/s1600-h/Capela+Sistina.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Minha barba aponta para o céu, minha nuca descai,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Colada a minha espinha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu esterno visivelmente cresce como uma harpa;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma rica decoração adorna meu rosto &lt;/div&gt;&lt;div&gt;com tinta que goteja, espessa e fina.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meus lombos moem, quais êmbolos, minha barriga dói.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minhas nádegas sustentam como uma sela todo o meu peso,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meus pés, soltos no espaços,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;balançam de um lado para outro, dormentes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Reteso meu corpo de trevés, dobrando qual arco de flecha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vem, Cristo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ajuda a salvar minhas pinturas e bom nome,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois tão atormentado estou e pintar é minha desgraça.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Michelangelo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;- Trecho do poema sobre a Capela Sistina.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-6830735075250232530?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/6830735075250232530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=6830735075250232530&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6830735075250232530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6830735075250232530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/03/escultor-pintor-ou-poeta.html' title='Escultor, pintor ou poeta?'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R9vclRCU7ZI/AAAAAAAAAik/WQLWTc953ZQ/s72-c/Capela+Sistina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-3267659579568329286</id><published>2008-03-15T06:50:00.000-07:00</published><updated>2008-03-15T07:22:15.962-07:00</updated><title type='text'>14 de março, dia da poesia...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R9vbZhCU7XI/AAAAAAAAAiU/7NvqxvVA9hU/s1600-h/lapis+de+cor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177973428003859826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R9vbZhCU7XI/AAAAAAAAAiU/7NvqxvVA9hU/s320/lapis%2Bde%2Bcor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ter opiniões é estar vendido. Não ter opiniões é ser livre... Ter todas as opiniões é ser poeta!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Fernando Pessoa&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-3267659579568329286?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/3267659579568329286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=3267659579568329286&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/3267659579568329286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/3267659579568329286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/03/14-de-maro-dia-da-poesia.html' title='14 de março, dia da poesia...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R9vbZhCU7XI/AAAAAAAAAiU/7NvqxvVA9hU/s72-c/lapis%2Bde%2Bcor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-190328196863186681</id><published>2008-03-01T14:43:00.000-08:00</published><updated>2008-03-05T08:31:21.030-08:00</updated><title type='text'>Minha gente, não me deixem só.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não desistam de mim. Tô arrumando umas coisinhas aqui. Tenham fé.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174295746080418594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R87KkQPwKyI/AAAAAAAAAhk/7Gb4WtSRZok/s400/lucy.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em tempo: Às vezes eu passo dias elaborando um texto que organiza literária e minuciosamente os meus sentimentos (e os dos outros - na minha pretensiosa visão sobre eles). Faço isso na esperança que isso sirva para que eu possa compreendê-los, processá-los, aceitá-los e tocar a vida de forma mais harmônica e em paz (comigo mesmo, com os meus sentimentos e com os outros). No entanto, cada vez mais eu acho que meu esforço de organização é feito para que, depois de tudo pronto (se bem que nunca vai estar tudo pronto), uma frase mude tudo, todas as premissas, inverta a lógica, revogue dogmas, mude as regras do jogo, troque as variáveis e eu precise recomeçar tudo de novo. Sacumé? Então!... Paciência, pliiiiissss!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E eu garanto que vocês não perdem por esperar. Tenho tanta coisa pra contar, pra partilhar, pra escrever. Mas não hoje, hoje é só um prefácio sobre nada. Porque tem tido tanta obrigação para fazer - obrigação do tipo obrigação-obrigacional, faça-ou-faça, simplesmente-levante-e-saia-fazendo, que quando chega a hora de fazer algo que realmente gosto, como destilar peçonha em letras para os leitores desta biblioblogoteca rirem ou odiarem (às vezes simultaneamente), a paciência acabou, a vontade acabou, até a irritação acabou e ficou somente um cansaço negro, vazio, oco e seco. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sejam tolerantes, portanto. Ou simplesmente não leiam, vocês não são obrigados... Mas, não me deixem só!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-190328196863186681?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/190328196863186681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=190328196863186681&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/190328196863186681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/190328196863186681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/03/minha-gente-no-me-deixem-s.html' title='Minha gente, não me deixem só.'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R87KkQPwKyI/AAAAAAAAAhk/7Gb4WtSRZok/s72-c/lucy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-3090049857332061855</id><published>2008-02-09T05:20:00.000-08:00</published><updated>2008-02-09T05:25:07.770-08:00</updated><title type='text'>Solilóquios...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R62pk_UBbOI/AAAAAAAAAhc/dQSMKW8MyRI/s1600-h/isqueiro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164970800599624930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R62pk_UBbOI/AAAAAAAAAhc/dQSMKW8MyRI/s400/isqueiro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando eu morrer e, lá no céu, forem me mostrar as estatísticas, vou ficar sabendo de uma coisa que na verdade já sei: 1/3 da minha vida foi gasto procurando e perguntando "&lt;em&gt;Alguém viu meu isqueiro"?... &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-3090049857332061855?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/3090049857332061855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=3090049857332061855&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/3090049857332061855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/3090049857332061855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/02/solilquios.html' title='Solilóquios...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R62pk_UBbOI/AAAAAAAAAhc/dQSMKW8MyRI/s72-c/isqueiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-5772098289810420645</id><published>2008-02-09T05:12:00.000-08:00</published><updated>2008-02-09T05:20:16.029-08:00</updated><title type='text'>A Rainha da Intriga</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R62oUfUBbNI/AAAAAAAAAhU/1lmuCtM-Zsc/s1600-h/highsmith.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164969417620155602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R62oUfUBbNI/AAAAAAAAAhU/1lmuCtM-Zsc/s400/highsmith.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A americana Patricia Highsmith (1921-1995) é um exemplo perfeito de escritor capaz de construir uma grande obra tendo como ponto de partida um gênero menor – no caso, a ficção criminal. Em vez de valer-se do formato clássico desse tipo de romance, no qual a trama é um quebra-cabeça que culmina com a descoberta do assassino, ela usou o crime como mote para mergulhar em aspectos perturbadores da psicologia humana. Interessavam-lhe, sobretudo, as condutas amorais e o que se poderia chamar de "personalidades voláteis". Esses traços estão sintetizados em seu personagem mais célebre, &lt;em&gt;Tom Ripley&lt;/em&gt;, um assassino que assume a identidade de suas vítimas. Ripley protagonizou cinco romances, ganhou várias encarnações no cinema e foi, sem dúvida, a grande criação da autora. Mas Patricia escreveu outras histórias de engenhosidade comparável. Sua carreira teve início em 1948 quando escreveu seus dois primeiros romances de sucesso: “&lt;em&gt;Pacto Sinistro”&lt;/em&gt; e “&lt;em&gt;Carol&lt;/em&gt;”. O primeiro trata de um astro do tênis que encontra um fã no trem e combina com ele um duplo assassinato. O livro fez sucesso quando saiu, em 1949, e levou Alfred Hitchcock a filmá-lo. O enredo de Carol surgiu no fim de 1948, quando Pacto Sinistro estava pronto. Texana, Patricia trabalhou então como balconista numa loja de Nova York. Ali, teve a visão de sua heroína: uma mulher loira, bela e vestida de peles, que comprava uma boneca. Patricia esboçou a trama na hora. A balconista Therese se apaixona por Carol. Para fugir aos preconceitos, as duas pegam a estrada. Não sabem que um detetive as segue. Pela primeira vez, uma relação homossexual tinha final feliz no policial americano. Com medo do preconceito e já famosa, Patricia publicou Carol somente em 1952, sob o pseudônimo de Claire Morgan. "&lt;em&gt;Nunca escrevi um livro tão ousado&lt;/em&gt;", afirmou. Os dois romances são pequenas obras-primas de ousadia e fluência narrativa. Não deixe de se envolver com os assassinos e a mulher sedutora saídos da imaginação de uma estreante de 27 anos que logo se tornaria a rainha da intriga, com uma obra de 25 livros de sucesso. Outro que merece ser mencionado, e lido (claro), é o romance “&lt;em&gt;As Duas Faces de Janeiro&lt;/em&gt;”, recentemente publicado no Brasil. Escrito em 1964, este livro teve um parto difícil: depois de refazê-lo diversas vezes por exigência de sua editora, que achava a história de pouco apelo comercial, Patricia deu um basta. Lançou-o por outra editora – e o resultado foi o sucesso estrondoso de crítica. &lt;div align="justify"&gt;Patricia nunca escondeu que seus livros estão impregnados de fantasmas pessoais. Nascida no Estado americano do Texas, mas radicada na Europa durante a maior parte da vida, a escritora foi uma figura atormentada por traumas de infância e que tinha uma relação problemática com sua sexualidade. Numa biografia lançada há alguns anos, o jornalista Andrew Wilson revela que até o fim da vida ela guardou mágoa da mãe, que tentou abortar seu nascimento ingerindo terebentina e mais tarde reprimiu o quanto pôde o lesbianismo da filha. Patricia só conheceu seu pai biológico aos 12 anos – e, na ocasião, ele tentou abusar dela sexualmente. Na adolescência, a escritora sofreu de anorexia, fato que mais tarde atribuiria ao desejo de fugir de sua própria personalidade.&lt;br /&gt;Adulta, Patricia se tornou um poço de melancolia e contradições. Embora tenha vivido uma infinidade de relações com homens e mulheres, era confessadamente lésbica e tinha dificuldade em estabelecer ligações duradouras. Em alguns momentos, por outro lado, teve "recaídas": chegou a freqüentar o psicanalista com o objetivo de se tornar definitivamente heterossexual. Coisa que jamais conseguiu. Apesar de lésbica, Patricia declarava ter horror à convivência com a categoria, logo evitava guetos e não queria ver seu nome associado a nenhuma militância gay. A sexualidade, na sua opinião, era apenas um dos muitos aspectos da personalidade, como o fato de ser escritora, ou americana, de modo que jamais quis condicionar ou limitar sua identidade a um único detalhe de sua vasta pessoa. Seu par romântico ideal, dizia, eram as mulheres casadas. Curiosamente, a escritora foi acusada de misoginia pelas feministas. Elas alegavam que Patricia tinha um prazer perverso em descrever assassinatos brutais de mulheres. "Ela não se sentia mulher e não entendia para que elas serviam", declarou a Wilson uma amiga da escritora.&lt;br /&gt;A respeito de sua obra, Graham Greene comentou que o mundo de uma novela de Patrícia Highsmith é “claustrofóbico e insidioso, no qual nós entramos sempre com uma sensação de perigo pessoal”. Patricia Highsmith mudou-se definitivamente para a Europa em 1963. Ela nunca abandonou suas raízes texanas: usava jeans, tênis e lenço no pescoço. Passou a maior parte de sua vida sozinha, e viveu seus últimos anos numa casa isolada perto de Lugano, na divisa entre Suíça e Itália, onde morreu em 4 de fevereiro de 1995. Seus arquivos literários são mantidos em Berna.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-5772098289810420645?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/5772098289810420645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=5772098289810420645&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/5772098289810420645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/5772098289810420645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/02/rainha-da-intriga.html' title='A Rainha da Intriga'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R62oUfUBbNI/AAAAAAAAAhU/1lmuCtM-Zsc/s72-c/highsmith.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-2254403490566368020</id><published>2008-02-09T04:40:00.000-08:00</published><updated>2008-02-09T05:09:46.317-08:00</updated><title type='text'>O talentoso Tom da talentosa Pat!...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Patricia Highsmith estava passeando em uma praia da Itália quando viu um cara com jeitão solitário caminhando na areia. Ela ficou pensando o que ele estaria fazendo ali e porque estaria sozinho. Quando voltou pra casa ficou com isso na cabeça e começou a escrever a primeira aventura do seu inigulável e charmoso anti-herói. O romance fluia rapidamente e mais tarde ela comentaria "Frequentemente tive a sensação de que Ripley escrevia e eu datilografava."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R62hkPUBbMI/AAAAAAAAAhM/vNoP5SP-hsI/s1600-h/tom+ripley.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164961991621700802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R62hkPUBbMI/AAAAAAAAAhM/vNoP5SP-hsI/s400/tom+ripley.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Todas as faces cinematográficas de Tom Ripley&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tom Ripley é o arquétipo do anti-herói que odiamos amar e amamos odiar. Maldoso, falsário, homicida e em alguns momentos patético, Ripley se assemelha muito a uma raposa – porém, acabamos levando em conta a maneira inteligente como ele se safa de situações complicadas, sua aparente fragilidade e também sua deliciosa dissimulação. O leitor se apaixona pela riqueza psicológica e a tênue frieza que Highsmith embutiu em seu mais célebre personagem – algo parecido com o que Thomas Harris fez com o seu Hannibal Lecter.&lt;br /&gt;Ao contrário de Lecter, Ripley é mais humano e seus crimes acontecem quase sempre por acidente. As vítimas geralmente sentem-se seguras perto dele. As passagens dos assassinatos são como espirais de tensão e suspense, que culminam em um Ripley acuado tentando limpar uma sujeira.  E diferentemente de Lecter, Ripley às vezes costuma amargar a famigerada culpa ou arrependimento, algo inerente ao ser humano com consciência. Mas Ripley sempre justifica em pensamentos os seus atos, abstendo-se da responsabilidade. É o típico “antes ele do que eu”.&lt;br /&gt;Ripley tem sua opção sexual insinuada em diversos pontos da trama, mas jamais discutida abertamente. Isso vem a tona em apenas um capítulo de “&lt;em&gt;O Talentoso Ripley&lt;/em&gt;”, quando Tom briga com Dickie Greenleaf e expõe seus sentimentos em relação a ele. Patrícia buscou inspiração para o assunto em sua vida pessoal, coisa que já foi comentada anteriormente.&lt;br /&gt;Quando o conhecemos em “&lt;em&gt;O Talentoso Ripley&lt;/em&gt;”, Tom é apenas um pequeno golpista que sobrevive em Nova Iorque. Ignora a compaixão humana – o que explica sua frieza - oscilando entre o ambiente ao qual pertence (o submundo) e onde gostaria de estar (altos nichos sociais). Sua capacidade de imitar e trapacear pelo óbvio, não emerge aos inocentes olhos da maioria das pessoas.&lt;br /&gt;A grande virada se dá quando é procurado por um empresário milionário. Ele supõe existir uma amizade entre Tom e seu filho, Dickie Greenleaf - herdeiro de um império naval. Tom Ripley embarca para a deliciosa Itália com a missão resgatar o filho que teima em não ser pródigo. Ao chegar lá conhece a boa vida ao lado de Dickie, tornam-se amigos inseparáveis. Mas quando Tom percebe que a suas férias estão para acabar, arma um plano para permanecer; assumindo a identidade de Dickie. &lt;br /&gt;Em “&lt;em&gt;Ripley Subterrâneo&lt;/em&gt;”, Tom mora na França e cerca de dez anos se passaram. Está casado com a bela e temperamental Heloise, levando a vida que sempre quis e ganhando lucros através de uma renomada galeria de arte. O principal pintor, Derwatt, se suicidou há algum tempo e os sócios de Ripley encobriram a morte, continuando a vender quadros falsificados. Quando um colecionador descobre a farsa, Ripley terá de arregaçar as mangas e colocar seus talentos em prática novamente.&lt;br /&gt;No terceiro livro da série, “&lt;em&gt;O Jogo de Ripley&lt;/em&gt;” nosso herói sem caráter arma uma vingança contra um americano que está a beira da morte, fazendo-o cometer assassinatos. Um dos melhores livros da série. Já em “&lt;em&gt;Ripley Debaixo D´Água&lt;/em&gt;”, Tom tem de encobrir alguns crimes do passado, viajando elegantemente pela Europa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Leia os livros e ou veja os filmes. São igualmente fascinantes.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-2254403490566368020?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/2254403490566368020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=2254403490566368020&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/2254403490566368020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/2254403490566368020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/02/o-talentoso-tom-da-talentosa-pat.html' title='O talentoso Tom da talentosa Pat!...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R62hkPUBbMI/AAAAAAAAAhM/vNoP5SP-hsI/s72-c/tom+ripley.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-2530066650858540607</id><published>2008-02-06T12:14:00.000-08:00</published><updated>2008-02-09T04:39:17.194-08:00</updated><title type='text'>Palavras cantadas...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R62ej_UBbLI/AAAAAAAAAhE/5Q9cARTqU-k/s1600-h/malas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164958688791850162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R62ej_UBbLI/AAAAAAAAAhE/5Q9cARTqU-k/s320/malas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu vou pra Maracangalha, eu vou&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu vou de ‘liforme branco, eu vou&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu vou de chapéu de palha, eu vou&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu vou convidar Anália, eu vou&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se Anália não quiser ir&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu vou só, eu vou só&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se Anália não quiser ir, eu vou só&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu vou só, eu vou só sem Anália, mas eu vou...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu vou pra Maracangalha&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu vou pra Maracangalha&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu vou pra Maracangalha&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu vou...&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;FELIZ CARNAVAL&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-2530066650858540607?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/2530066650858540607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=2530066650858540607&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/2530066650858540607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/2530066650858540607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/02/palavras-cantadas.html' title='Palavras cantadas...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R62ej_UBbLI/AAAAAAAAAhE/5Q9cARTqU-k/s72-c/malas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-4178666951712298799</id><published>2008-01-18T12:03:00.000-08:00</published><updated>2008-01-18T12:13:47.696-08:00</updated><title type='text'>A cena e o tema</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Parado numa fila de cinema, Lou Reed viu um mendigo esbravejando com uma mulher. Assim que chegou mais perto, notou que o sem-teto não estava propriamente aborrecendo a senhora, e sim recitando aos brados &lt;em&gt;O corvo,&lt;/em&gt; de Edgar Allan Poe. Quem está familiarizado com o engajamento de Lou Reed nas descrições veementes do comportamento humano sabia que ele acabaria transformando em letra de música a curiosa situação. E foi o que fez no &lt;em&gt;The Raven (O Corvo),&lt;/em&gt; seu 23º álbum solo - desde que saiu da lendária banda &lt;em&gt;Velvet Underground&lt;/em&gt;. A quem interessar possa, o disco dá mais uma prova de que Lou Reed, com certeza, é o melhor cronista que o rock já promoveu. Sua verve está afiadíssima. Sexo extremado, drogas e amores amargos integram o panorama musical de &lt;em&gt;The Raven&lt;/em&gt;, um disco que deve ser apreciado – como o próprio autor já aconselhou em vezes anteriores – com fone de ouvido para ser mais bem entendido em sua plenitude, tanto em relação às letras contundentes quanto às melodias e harmonias de peso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R5EGxwNbaTI/AAAAAAAAAgs/rrRJWjzpbNQ/s1600-h/lou_reed_.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156910500140509490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R5EGxwNbaTI/AAAAAAAAAgs/rrRJWjzpbNQ/s400/lou_reed_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Além de Poe, Lou Reed é admirador confesso de Raymond Chandler e James Joyce, a quem faz referências em &lt;em&gt;Blue Mask.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-4178666951712298799?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/4178666951712298799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=4178666951712298799&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/4178666951712298799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/4178666951712298799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/01/cena-e-o-tema.html' title='A cena e o tema'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R5EGxwNbaTI/AAAAAAAAAgs/rrRJWjzpbNQ/s72-c/lou_reed_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-6222907015991324702</id><published>2008-01-18T11:52:00.000-08:00</published><updated>2008-01-18T11:59:10.364-08:00</updated><title type='text'>O grande escritor menor</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R5ED5ANbaSI/AAAAAAAAAgk/MkMzemU5FXU/s1600-h/poe.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156907326159677730" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R5ED5ANbaSI/AAAAAAAAAgk/MkMzemU5FXU/s400/poe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a name="#FIL"&gt;O primeiro narrador norte-americano a obter ressonância européia foi Edgar Allan Poe (1809-1849). Ressonância tal e tanta que, na sua pátria, pensaram - e ainda pensam - ser excessiva. Poe viveu naquele período que antecede imediatamente os anos em que se deu o nascimento da grande tradição literária norte-americana: os anos que viram publicar as obras mais belas e significativas de &lt;em&gt;Hawthorne, Melville e Whitman&lt;/em&gt;: respectivamente A&lt;em&gt; Letra Escarlate (1850), Moby Dick (1851), Folhas da Relva (1855).&lt;/em&gt; É assim que, mesmo cronologicamente, Poe surge como um estranho à tradição literária norte-americana, pelo menos no sentido em que temos vindo a utilizar o termo&lt;/a&gt;: o romantismo exacerba-se e assume um caráter de sombria violência no gênero em que Poe amplamente dominou, o da &lt;em&gt;short-story&lt;/em&gt;, ou estória curta, ou do conto mesmo. Entretanto, se os norte-americanos negaram a Poe lugar eminente no seu Parnaso, decidiram com não pouca arrogância atribuir-lhe, como se de uma compensação se tratasse, um dos mais ilustres, diga-se, no seu martirológio. O sinistro, desesperado, inglório martirológio do alcoolismo. Poe é, na verdade, o mais célebre e, muito possivelmente, o mais ilustre dos poetas vítima do álcool. Num dos seus mais belos e intensos contos, &lt;em&gt;O Homem da Multidão (1840),&lt;/em&gt; o narrador acompanha uma personagem até à porta de uma taberna; mas não lhe chama “taberna”: chama-lhe “&lt;em&gt;one of the huge suburban temples of Intemperance - one of the palaces of the fiend, Gin” (“um dos gigantescos templos suburbanos da Intemperança - um dos palácios do demônio Gin»)&lt;/em&gt;. As palavras templo, palácio e demônio tornam facilmente compreensíveis qual deveria ser a parte assumida na vida do poeta pelo álcool: uma força simultaneamente odiada e adorada, contra a qual teve de se envolver numa luta sem resguardo e sem possibilidade de vitória, uma luta cansativa e esquálida, numa vida tão breve e infeliz.&lt;br /&gt;Filho de atores circenses, Poe, muito cedo, viu desaparecer os pais, vitimados pela tuberculose. Em conseqüência, foi adotado por um tio rico, com quem conheceu um verdadeiro lar, sobretudo confortável. No entanto, os anos de miséria e a morte dos pais desenvolveram no jovem um espírito mórbido, que a sua natureza enfermiça só fez agravar.&lt;br /&gt;Em 1827, ele abandonou a casa adotiva, vivendo por uns tempos um período de instabilidade emocional. Matriculou-se na Academia Militar de &lt;em&gt;West Point&lt;/em&gt;, mas depressa se manifestou avesso à disciplina militar e foi expulso. Publicou ainda em 1827 o seu primeiro livro de poesia, Tamerlane e outros poemas. Em 1833 ganhou um prêmio instituído pelo jornal &lt;em&gt;Philadelphia Saturday Visitor&lt;/em&gt; com seu conto “&lt;em&gt;Manuscrito encontrado numa garrafa&lt;/em&gt;”. O diretor do jornal, vendo a situação de miséria e depressão em que Poe vivia, conseguiu-lhe um lugar de vice-diretor do &lt;em&gt;Southern Literary Messenger&lt;/em&gt;, onde ficaria por pouco tempo, visto que devido à sua permanente morbidez, se tornaria num alcoólatra inveterado. No amor foi igualmente infeliz. Casou com uma prima chamada Virgínia, uma noiva-criança, com 13 anos apenas, que ele amava de verdade e junto de quem pareceu readquirir um pouco de confiança em si mesmo. Mas Virgínia morreu cedo, também vítima de tuberculose, e Poe, completamente arrasado, mergulhou num estado de desespero que o levou a procurar novas mulheres e a passar a maior parte do seu tempo embriagado. Ainda antes de os círculos literários dos EUA se terem decidido conceder um pouco de crédito artístico a Poe, este foi traduzido e apresentado aos leitores europeus por um dos maiores poetas e críticos de Oitocentos: Charles Baudelaire. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Baudelaire - como introdução a uma seleção de contos traduzidos - escreveu uma biografia do poeta americano: mas, em vez de lhe ressaltar a figura de artista, apresenta-o como se estivesse a descrever uma vida de santo; e, numa famosa página de diário, não hesitou confessar, com total franqueza, que, antes de adormecer dedicava a Poe as orações noturnas. É claro que a canonização literária de Poe levada a cabo por Baudelaire foi essencialmente prejudicial ao grande contista americano, pois, em vez de ajudar a compreender e apreciar melhor a sua arte sublime, distrai as atenções do essencial para o acessório.&lt;br /&gt;Por outras palavras, as obras de Poe podem parecer pela sua extravagância (se o compararmos com os seus contemporâneos) o fruto corrompido de uma mente presa aos efeitos do álcool e, por isso, serem lidas, em chave desajustada, como testemunho de um mal, de uma doença. Tal leitura será sempre um modo superficial e mecânico do leitor abordar a arte de Poe, ainda que o método tenha sido recomendado por um crítico ilustre. Isto porque nunca do álcool nasceu poesia verdadeiramente grande. E, de qualquer modo, a poesia de Poe, a dos seus versos e da sua prosa narrativa, teve uma origem totalmente outra. E que ele revela no ensaio &lt;em&gt;The Philosophy of Composition (A Filosofia da Composição,1846)&lt;/em&gt;, que consiste numa receita pessoalíssima para escrever poesia. Aí, o autor toma posição clara contra todos aqueles que acreditam ser a poesia (e a arte em geral) o resultado de um estado de espírito excepcional, a que é usual chamar inspiração.&lt;br /&gt;Poe escreveu cerca de cinqüenta poemas e setenta contos, um romance (&lt;em&gt;Gordon Pym, 1838&lt;/em&gt;), um drama que ficou incompleto (&lt;em&gt;Politian&lt;/em&gt;, publicado postumamente em 1923). Mas é opinião generalizada que a mais sólida razão para a sua justa glória literária se encontra nos contos que publicou, um gênero cuja evolução fortemente determinou. Não obstante, o poema &lt;em&gt;“The Raven” (O Corvo&lt;/em&gt;, 1845), é considerado uma das obras primas da poesia universal.&lt;br /&gt;Poe inventou uma humanidade à sua medida e, a partir dela, uma dor: e foi capaz de lhes dar consistência poética, ainda que essa humanidade e essa dor sejam profundamente diversas daquelas que os leitores alguma vez possam ter conhecido ou experimentado. Graças a Poe, o leitor moderno aprendeu a servir-se do terror como uma espécie de calmante. Não deixa de ter a sua lógica que nos EUA os &lt;em&gt;thrillers &lt;/em&gt;(os romances negros) se possam comprar nas farmácias. E os repertórios de suspense, de suspensão angustiosa dos nervos, produzidos com tantos cuidados e sabedoria no laboratório de Edgar Allan Poe, são perfeitamente adequados a provocar uma boa sacudidela no sistema nervoso de qualquer um e a repô-lo em ordem. É importante recordar, a este propósito, que o thriller, afinal de contas, é um gênero ao qual o nome do poeta americano está irrefutavelmente ligado: a Poe deve ser reconhecida definitivamente a sua descoberta literária, se não a paternidade. E até de lamentar vivamente que a este gênero tão caracteristicamente norte-americano Poe só haja dedicado três narrativas &lt;em&gt;O assassinato da Rua Morgue (1841), O Mistério de Marie Rogêt (1842) e A Carta Roubada (1845):&lt;/em&gt; é que, esgotado em breves páginas o retrato gostosíssimo do infalível Auguste Dupin, fica o eterno sabor amargo da nostalgia, o desejo imenso de o reencontrar, quando o leitor se defronta com os seus pálidos sucessores, de &lt;em&gt;Philo Vance&lt;/em&gt; a &lt;em&gt;Maigret,&lt;/em&gt; passando por &lt;em&gt;Sherlock&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Poirot&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Há quem diga que Poe, para ser mais do que um grande escritor menor, deveria ter ido um pouco mais longe na sua ânsia cognitva e procurado instituir uma relação entre as impressões da sensibilidade neurótica e a vida interior da consciência e alcançar o coração humano, com o peso da sua carne e a luz do seu espírito: mas Poe não poderia instituir esta relação pela simples razão de que a negava explicitamente ao não suspeitar sequer da sua existência: a isto chama-se ingenuidade.&lt;br /&gt;Para instituir esta relação, e portanto para transportarem a sua arte para um plano mais responsável e adulto, mas certamente nunca esteticamente mais alto que o atingido por Poe, surgem, na idade moderna, dois outros escritores: um era Nathaniel Hawthorne, o sonhador, igualmente ingênuo; o outro era Franz Kafka, cujos sonhos eram pesadelos labirínticos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-6222907015991324702?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/6222907015991324702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=6222907015991324702&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6222907015991324702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6222907015991324702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/01/o-grande-escritor-menor.html' title='O grande escritor menor'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R5ED5ANbaSI/AAAAAAAAAgk/MkMzemU5FXU/s72-c/poe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-2461833486136617816</id><published>2008-01-18T11:02:00.000-08:00</published><updated>2008-01-18T12:22:19.580-08:00</updated><title type='text'>Quase a mesma coisa!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R5EBYQNbaRI/AAAAAAAAAgc/-NODkJB2T_Y/s1600-h/corvos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156904564495706386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R5EBYQNbaRI/AAAAAAAAAgc/-NODkJB2T_Y/s400/corvos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todas as vezes que leio alguma das muitas traduções, em português, de &lt;em&gt;"The Raven" (O Corvo),&lt;/em&gt; fico me perguntando se, de fato, existe tradução?!... Confesso que sou um tanto cético em relação a isso. Veja bem, até onde entendo, traduzir pressupõe entender o sistema interno de uma língua, a estrutura de um texto dado nessa língua e construir um duplo do sistema textual que, submetido a uma certa discrição, possa produzir efeitos análogos no leitor, tanto no plano semântico quanto no sintático, quanto no plano estilístico, métrico, fono-simbólico, e quanto aos efeitos passionais para as quais tendia o texto fonte. Sendo que "&lt;em&gt;submetido a uma certa discrição"&lt;/em&gt;, significa que toda tradução apresenta margens de infidelidade em relação a um núcleo de suposta fidelidade, mas que a decisão acerca da posição do núcleo e a amplitude das margens depende dos objetivos que o tradutor se coloca. Isso fica claro nos textos a seguir, onde temos um mesmo autor e um mesmo corvo, que submetidos a dois tradutores (geniais, competentes e clássicos), geram dois corvos, parecidos sim, mas ligeiramente distintos. Ou seria o contrário? Bem, leiam:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Corvo (original, by Edgar Allan Poe):&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Once upon a midnight dreary, while I pondered, weak and weary&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Over many a quaint and curious volume of forgotten lore -&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;As of someone gently rapping, rapping at my chamber door." &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;'Tis some visitor, " I muttered, "tapping at my chamber door - &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Only this and nothing more."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ah, distinctly I remember it was in the bleak December;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;And each separate dying ember wrought its ghost upon the floor.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Eagerly I wished the morrow - vainly I had sought to borrow&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;From my books surcease of sorrow - sorrow for the lost Lenore -&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;For the rare and radiant maiden whom the angels name Lenore - &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Nameless here for evermore.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;(...)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Open here i flung the shutter, when, with many a flirt and flutter,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;In there stepped a stately Raven of the saintly days of yore;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Not the least obeisance made he; not a minute stopped or stayed he;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;But, with mien of lord or lady, perched above my chamber door -&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Perched upon a bust of Pallas just a bove my chamber door - &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Perched, and sat, and nothing more.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Then this ebony bird beguiling my sad fancy into smiling,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;By the grave and stern decorum of the countenance it wore,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;"Though thy crest be shorn and shaven, thou," &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;I said, "art sure no craven,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Ghastly grim and ancient Raven wandering from the Nightly shore -&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Tell me what thy lordly name is on the Night's Plutonian shore!" &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Quoth the Raven, "Nevermore."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;O Corvo (versão Machado de Assis):&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Em certo dia, à hora, à hora&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Da meia-noite que apavora,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Eu caindo de sono e exausto de fadiga,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Ao pé de muita lauda antiga,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;De uma velha doutrina, agora morta,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Ia pensando, quando ouvi à porta&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Do meu quarto um soar devagarinho&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;E disse estas palavras tais:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;“É alguém que me bate à porta de mansinho;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Há de ser isso e nada mais.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Ah! bem me lembro! bem me lembro!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Era no glacial dezembro;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Cada brasa do lar sobre o chão refletia&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;A sua última agonia.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Eu, ansioso pelo sol, buscava&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Sacar daqueles livros que estudava&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Repouso (em vão!) à dor esmagadora&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Destas saudades imortais&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;E que ninguém chamará jamais.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;(...)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Abro a janela e, de repente,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Vejo tumultuosamente&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Um nobre Corvo entrar, digno de antigos dias.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Não despendeu em cortesias&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Um minuto, um instante. Tinha o aspecto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;De um lord ou de uma lady. E pronto e reto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Movendo no ar as suas negras alas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Acima voa dos portais,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Trepa, no alto da porta, em um busto de Palas;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Trepado fica, e nada mais.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Diante da ave feia e escura,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Naquela rígida postura,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Com o gesto severo - o triste pensamento&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Sorriu-me ali por um momento,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;E eu disse: “Ó tu que das noturnas plagas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Vens, embora a cabeça nua tragas,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Sem topete, não és ave medrosa,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Dize os teus nomes senhoriais:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Como te chamas tu na grande noite umbrosa?”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;E o Corvo disse: “Nunca mais.”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Agora... O Corvo (versão Fernando Pessoa):&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;E já quase adormecia, ouvi o que parecia&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;O som de alguém que batia levemente a meus umbrais.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;“Uma visita”, eu me disse, “está batendo a meus umbrais.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;É só isto, e nada mais.”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,Mas sem nome aqui jamais!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;(...)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Foi, pousou, e nada mais.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Com o solene decoro de seus ares rituais.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;“Tens o aspecto tosquiado”, disse eu, “mas de nobre e ousado,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais.”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Disse o corvo, “Nunca mais”.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156904233783224578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R5EBFANbaQI/AAAAAAAAAgU/ogwe-UHjIC4/s400/Edgar_Allan_Poe1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Como dizer qual o melhor, ou a melhor? Na dúvida, leia no original.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-2461833486136617816?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/2461833486136617816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=2461833486136617816&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/2461833486136617816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/2461833486136617816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/01/quase-mesma-coisa.html' title='Quase a mesma coisa!!!'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R5EBYQNbaRI/AAAAAAAAAgc/-NODkJB2T_Y/s72-c/corvos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-1237959920461981961</id><published>2008-01-18T10:54:00.000-08:00</published><updated>2008-01-18T11:01:24.132-08:00</updated><title type='text'>A propósito de tradutores, traidores e tals ...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R5D2ogNbaPI/AAAAAAAAAgM/LasGrZ-JptU/s1600-h/Quaseomemso.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156892749040675058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R5D2ogNbaPI/AAAAAAAAAgM/LasGrZ-JptU/s400/Quaseomemso.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Porque existe várias formas de dizer, mas como vimos, embora diferentes, elas dizem quase a mesma coisa!...&lt;br /&gt;Numa livraria próxima de você.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-1237959920461981961?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/1237959920461981961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=1237959920461981961&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1237959920461981961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1237959920461981961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/01/propsito-de-tradutores-traidores-e-tals.html' title='A propósito de tradutores, traidores e tals ...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R5D2ogNbaPI/AAAAAAAAAgM/LasGrZ-JptU/s72-c/Quaseomemso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-475200434953100404</id><published>2008-01-18T09:55:00.000-08:00</published><updated>2008-01-18T12:19:57.444-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R5EJ0QNbaVI/AAAAAAAAAg8/ksanoPtwvN8/s1600-h/birdwash.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156913841625065810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R5EJ0QNbaVI/AAAAAAAAAg8/ksanoPtwvN8/s320/birdwash.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Um blog sobre um monte de coisas, mas não agora.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-475200434953100404?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/475200434953100404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=475200434953100404&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/475200434953100404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/475200434953100404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/01/um-blog-sobre-um-monte-de-coisas-mas-no.html' title=''/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R5EJ0QNbaVI/AAAAAAAAAg8/ksanoPtwvN8/s72-c/birdwash.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-8166080413471957495</id><published>2008-01-18T09:28:00.000-08:00</published><updated>2008-01-18T09:51:44.506-08:00</updated><title type='text'>Estivemos fora do ar por motivos de... de quê, mesmo?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R5Dk5wNbaOI/AAAAAAAAAgE/ICorhMRAZVw/s1600-h/tv_chuvisco.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156873254184118498" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R5Dk5wNbaOI/AAAAAAAAAgE/ICorhMRAZVw/s400/tv_chuvisco.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ah, por falta de força!... Nos últimos dias do ano eu só queria ser forte, forte, muito forte, bem forte, com toda a força e toda a coragem para suportar. Forte pra não me deixar abater, forte para caminhar de cabeça erguida, forte para achar todas as respostas, forte para dar todas as explicações, forte para encontrar todas as justificativas, forte para ver todos os motivos. Forte para não chorar, forte para não capitular, forte para não esmorecer, forte para não cair, forte para não pirar, forte para não sofrer, forte muito forte para manter tudo sob controle, forte para segurar as pontas, forte para proteger quem precisa, forte para aceitar, forte para compreender, forte para ajudar, forte, muito forte. Forte para não duvidar, forte para não entristecer, forte para não desabar, forte para não rebentar, forte para não me revoltar, forte para não enraivecer, forte para não me descontrolar, forte para não sentir o que nem eu mesmo sei o que é. Mas então enfraqueci. Porque eu sempre soube (a gente sempre sabe) que dessa vez não dava. E estou eu aqui, temporariamente incapacitado de ser forte, precisando de descanso, ajuda, carinho, ternura, sono, evitando pensar. Porque é isso. Às vezes ser fraco é melhor que ser forte. Muito melhor. Porque é o que a gente é e é o que a gente precisa ser. No momento, estou quieto e seguro. Se eu sumir um pouco, como agora, não se assustem. Eu volto, sempre volto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-8166080413471957495?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/8166080413471957495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=8166080413471957495&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8166080413471957495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8166080413471957495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2008/01/estivemos-fora-do-ar-por-motivos-de-de.html' title='Estivemos fora do ar por motivos de... de quê, mesmo?'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R5Dk5wNbaOI/AAAAAAAAAgE/ICorhMRAZVw/s72-c/tv_chuvisco.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-8498016757586775017</id><published>2007-12-31T07:16:00.000-08:00</published><updated>2007-12-31T15:16:48.600-08:00</updated><title type='text'>Palavras cantadas...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R3l4PQNbaNI/AAAAAAAAAf8/fCef67ZmCug/s1600-h/borboleta_casulo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150279852319533266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R3l4PQNbaNI/AAAAAAAAAf8/fCef67ZmCug/s400/borboleta_casulo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nada do que foi será&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De novo do jeito que já foi um dia,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tudo passa, tudo sempre passará.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-8498016757586775017?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/8498016757586775017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=8498016757586775017&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8498016757586775017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8498016757586775017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2007/12/palavras-cantadas_31.html' title='Palavras cantadas...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R3l4PQNbaNI/AAAAAAAAAf8/fCef67ZmCug/s72-c/borboleta_casulo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-1482478214247107080</id><published>2007-12-20T06:46:00.000-08:00</published><updated>2007-12-20T07:22:30.478-08:00</updated><title type='text'>Oremus...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R2qIhQNbaMI/AAAAAAAAAf0/Gy8HrqPDsbk/s1600-h/chartres.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146075629092563138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R2qIhQNbaMI/AAAAAAAAAf0/Gy8HrqPDsbk/s400/chartres.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sonhei que entrava numa catedral - que jamais vi - e encontrava o escritor Jorge Luis Borges, sozinho, sentado num dos bancos proximo ao altar. Estava de olhos fechados e parecia ouvir um belíssimo canto litúrgico, que eu conheço bem (&lt;em&gt;Stabat Mater&lt;/em&gt;), mas que vinha não sei de onde. Não tive coragem de me aproximar, fiquei olhando-o de longe até que o canto acabou e ele saiu por uma porta lateral. Quando acordei, fui imidiatamente procurar o cd que tem esse canto. Não encontrei. Procuro mais tarde. Mesmo assim, o sonho não me saiu da mémoria, e ainda há pouco, lembrei que em se trantando de religião, ou mesmo fé, Borges era bastante reticente. Cresceu como cristão-católico, depois declarou-se ateu, depois agnóstico, depois não disse mais nada. Fascinava-se com a trovejante poesia do Alcorão, citava-a e recitava. Estudava cabala e teologia. Mesmo assim ninguém sabia se acretidava ou não.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No entanto ele rezava. Sei que sua poesia era uma forma de prece. As vezes até escrevia evangelhos apócrifos:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Felizes os que amam; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;felizes os que podem prescindir do amor (…) &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Felizes os felizes!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desde que acordei, tenho pensado nestas preces poéticas, e tenho murmurado baixinho, como quem reza, a mais bela dentre elas:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Dai-me, Senhor, coragem e alegria&lt;br /&gt;Para escalar o cume deste dia.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era só isso que eu tinha a dizer nesta manhã de quinta-feira. Obrigado por sua atenção. Agora vou ali tentar reunir toda a coragem e alegria que puder, porque este dia tem um cume alto, escarpado e cheio de perigos, e ninguém pode escalá-lo por mim. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-1482478214247107080?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/1482478214247107080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=1482478214247107080&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1482478214247107080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1482478214247107080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2007/12/oremus.html' title='Oremus...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R2qIhQNbaMI/AAAAAAAAAf0/Gy8HrqPDsbk/s72-c/chartres.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-1943803676942578319</id><published>2007-12-20T06:32:00.000-08:00</published><updated>2007-12-20T06:45:37.880-08:00</updated><title type='text'>Anunciação</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R2p_0gNbaLI/AAAAAAAAAfs/rPnQ3Dum8N4/s1600-h/Annunciation2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146066064200394930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R2p_0gNbaLI/AAAAAAAAAfs/rPnQ3Dum8N4/s400/Annunciation2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Virgem! filha minha&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De onde vens assim&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tão suja de terra&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cheirando a jasmim&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A saia com mancha&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De flor carmesim&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E os brincos da orelha&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fazendo tlintlin?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Minha mãe querida&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Venho do jardim&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Onde a olhar o céu&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fui, adormeci.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando despertei&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cheirava a jasmim&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que um anjo esfolhava&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por cima de mim...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Vinicius de Moraes&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-1943803676942578319?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/1943803676942578319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=1943803676942578319&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1943803676942578319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1943803676942578319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2007/12/anunciao.html' title='Anunciação'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R2p_0gNbaLI/AAAAAAAAAfs/rPnQ3Dum8N4/s72-c/Annunciation2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-6232542207692650022</id><published>2007-12-11T12:26:00.000-08:00</published><updated>2007-12-11T12:30:05.879-08:00</updated><title type='text'>Solilóquios...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R17zFBfaWII/AAAAAAAAAfk/uYdxqOyHqLM/s1600-h/lookatthestars.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142815092128766082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R17zFBfaWII/AAAAAAAAAfk/uYdxqOyHqLM/s400/lookatthestars.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Disseram-me que as estrelas aparecem com trinta anos de atraso, por isso olhar pro céu é como olhar o passado... Mas nem todas. Em algumas, a luz partiu há milhares de anos. Outras, como o Sol, há 8 minutos. Se ele explodisse – cogitou Sylvia Plath - a gente teria tempo apenas para fumar um cigarro... ou comer um Chicabon!..."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-6232542207692650022?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/6232542207692650022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=6232542207692650022&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6232542207692650022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/6232542207692650022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2007/12/solilquios.html' title='Solilóquios...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R17zFBfaWII/AAAAAAAAAfk/uYdxqOyHqLM/s72-c/lookatthestars.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-1549588545994701576</id><published>2007-12-11T12:17:00.000-08:00</published><updated>2007-12-11T12:26:20.489-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R17yUhfaWHI/AAAAAAAAAfc/t_INIIzvZOw/s1600-h/old_books.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142814258905110642" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R17yUhfaWHI/AAAAAAAAAfc/t_INIIzvZOw/s400/old_books.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;"Um livro é um amigo que faz o que nenhum outro amigo faz: cala-se quando queremos pensar."&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Flaubert&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-1549588545994701576?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/1549588545994701576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=1549588545994701576&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1549588545994701576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1549588545994701576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2007/12/um-livro-um-amigo-que-faz-o-que-nenhum.html' title=''/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R17yUhfaWHI/AAAAAAAAAfc/t_INIIzvZOw/s72-c/old_books.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-8159526497093397923</id><published>2007-12-11T12:09:00.000-08:00</published><updated>2007-12-11T12:16:19.468-08:00</updated><title type='text'>A Perfeição que destrói...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R17v7hfaWGI/AAAAAAAAAfU/kba554cq1jg/s1600-h/flaubert.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142811630385125474" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R17v7hfaWGI/AAAAAAAAAfU/kba554cq1jg/s400/flaubert.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, 12 de dezembro, comemora-se o 186 º aniversário do escritor que era o melhor dos melhores. &lt;em&gt;Gustave Flaubert&lt;/em&gt; tornou-se sinônimo do esplendor estético da literatura universal porque sintetizou em si todos os movimentos e estilos, e realizou a perfeição estilística. Inaugurou o realismo com &lt;em&gt;Madame Bovary&lt;/em&gt;, restaurou o romantismo com &lt;em&gt;Salambô&lt;/em&gt;, e em todos os seus escritos, mesmo nos menores, fez questão de ser clássico. Nunca, desde então, nenhum homem influenciou mais a literatura, nem escreveu melhor.&lt;br /&gt;Flaubert era filho e neto de médico e foi, como Dostoievski, criado num ambiente de médicos. Gostava de diagnosticar e receitar, e fascinava-se até a morbidez com o anormal. Seus personagens são pacientes, cobaias – e como bom médico ele termina mandando todos para o outro mundo. Nasceu em Rouen em 1821, e excetuadas três excussões a Bretanha e ao Oriente Médio, permaneceu nesta cidade a vida toda, dedicando a sua mãe um edipiano que o fazia fugir ao casamento. Quando jovem era forte, atlético, vivaz e bastante promíscuo. Mas a sífilis veio juntamente com a epilepsia que derramou-lhe na alma negra melancolia. A consciência destas doenças tornou-o tímido e recluso, embora terrivelmente orgulhoso. Sua extrema sensibilidade fez-se irritadiça; seus amigos só lidavam com ele com grande diplomacia, mas a maior parte o deixou entregue ao azedume e a solidão. Por duas vezes apaixonou-se sem que nada disso resultasse. Enclausurou-se num monasticismo literário, fez-se um solteirão da arte.&lt;br /&gt;Entretanto, muito antes disso, já havia decido ser escritor. E começou cedo, com quinze anos já tinha três romances: &lt;em&gt;A Bela Andaluza, O Baile de Máscaras e O Marido Prudente&lt;/em&gt;. Por sorte não os publicou!... “&lt;em&gt;Ah, que prudência tive eu não imprimindo aquilo! Como me envergonharia agora!”... &lt;/em&gt;Ele se propusera anos de prática; dia a dia, durante meses, fechava-se no quarto para obstinadamente buscar o estilo mais belo, único, ou seja, a perfeição. E assim trabalhou no silêncio e na solidão; às vezes agarrado a uma página pela semana toda, nunca satisfeito com o que realizava, atordoando-se por casa de um sinônimo adequado, procurando, investigando sempre. Mal comparando, ele era como um desses carpinteiros que derrubam uma floresta para fazer uma gaveta. Com efeito, nessa idade, já havia descoberto a receita da prosa perfeita: “&lt;em&gt;Primeiro, seguir de perto as metáforas; depois não entrar em detalhes alheios ao assunto; trabalhar em linha reta.Condensar o pensamento, remendos de púrpura de nada valem. Criar um tecido fino com a seda e forte como a malha. Nunca repetir na mesma página um adjetivo, nem na mesma frase uma preposição. E, por fim, a frase deve permitir a leitura em voz alta. A frase mal escrita não suporta este teste, pois só está correta quando se harmoniza com todas as necessidades da respiração.&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;A perfeição artística, como se pode ver, não lhe veio naturalmente, nem pela inspiração. Foi comprada, e custou caro. A observação de Flaubert tinha sutileza de Sthendal, a descrição tinha abrangência de Balzac; só que Balzac primeiro narra e depois descreve, Flaubert descreve por meio da narração. Cada personagem sua é a um tempo comum e individual, revelando a humanidade inteira através duma única alma. Tomados em conjunto formam um tratado completo da psicologia humana. Nada pode ser mais objetivo, o autor fala do “bem” do “mal” a neutralidade dum coveiro. Escreveu alguns livros e acabou fixando um parâmetro, o maior.&lt;br /&gt;Ironicamente, por tudo isso, o final da sua vida foi amargo. O esforço sobre-humano das composições agravou-lhe a epilepsia, os amigos escritores evitavam-no porque temiam seu julgamento, os parentes morreram. A velhice veio encontrá-lo só, triste, esgotado. “Gostas demais da literatura; isso irá te matar” – foi como a escritora George Sand o advertiu. Ela o sabia, mas não se importava; por que não ser destruído por uma sublime devoção? Flaubert pagou voluntariamente com o preço do seu sangue a grandeza conseguida no céu literário do ocidente. Um sobrinho e também escritor, Guy de Maupassant, disse que “&lt;em&gt;ele deu, desde novo, toda a sua vida às letras e nunca pediu devolução. Gastou sua existência nessa imoderada paixão, passando noites de insônia, caindo de fadiga depois de horas de amor violento, e recomeçando de novo, cada manhã a dar tudo de si à sua amante. Finalmente, um dia, caiu fulminado sobre a escrivaninha, assassinado por ela, pela literatura: assassinado como o são todas as almas grandes – consumido pela paixão que nelas arde&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;Que estas palavras sejam o ponto final. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-8159526497093397923?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/8159526497093397923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=8159526497093397923&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8159526497093397923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8159526497093397923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2007/12/perfeio-que-destri.html' title='A Perfeição que destrói...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R17v7hfaWGI/AAAAAAAAAfU/kba554cq1jg/s72-c/flaubert.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-1819982125596663762</id><published>2007-12-11T10:49:00.000-08:00</published><updated>2007-12-11T12:09:38.525-08:00</updated><title type='text'>Da série: correspondência secreta!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R17feRfaWFI/AAAAAAAAAfI/UOAwGuoT3Cc/s1600-h/escrever.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142793535687907410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R17feRfaWFI/AAAAAAAAAfI/UOAwGuoT3Cc/s400/escrever.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;... &lt;em&gt;para alcançar a forma, estude os clássicos dia e noite. evite palavras novas, obsoletas ou sesquipedais (palavras que medem um pé e meio). Se o produto sobreviver a tudo isso, esconda-no por dez anos. se ainda assim o agradar, publique-no, mas lembre-se de que ele pode envergonhá-lo na maturidade. Se escrever dramas, obedeça as três unidades: ação, tempo, lugar. Experiemente a vida (mesmo no que há de mais sórdido) e depois estude filosofia, pois sem experiência, sem estudo e sem compreensão um estilo perfeito é um vaso vazio, fragil demais para o nosso uso.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Trecho de uma carta (1862) de Gustave Flaubert &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;para seu sobrinho Guy de Maupassant.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-1819982125596663762?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/1819982125596663762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=1819982125596663762&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1819982125596663762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1819982125596663762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2007/12/da-srie-correspondncia-secreta.html' title='Da série: correspondência secreta!'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R17feRfaWFI/AAAAAAAAAfI/UOAwGuoT3Cc/s72-c/escrever.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-8271280977507334945</id><published>2007-12-11T10:44:00.000-08:00</published><updated>2007-12-11T10:48:45.522-08:00</updated><title type='text'>Ensaio sobre a Infidelidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R17bcRfaWEI/AAAAAAAAAfA/On27v8i0u-g/s1600-h/Livro-MadameBovary.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142789103281657922" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R17bcRfaWEI/AAAAAAAAAfA/On27v8i0u-g/s200/Livro-MadameBovary.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A leitura de &lt;em&gt;Madame Bovary&lt;/em&gt; me deixou várias e fortes impressões, três delas, porém, jamais esqueci. Primeiro, o texto é de fato perfeito; segundo, sua perfeição é tediosa; e terceiro, a despeito das impressões anteriores, nunca mais pude encarar o amor com a mesma ingenuidade. Por que? Bem, leia!... Se, no amor, você já passou pela experiência de trair ou ser traído, leia.&lt;br /&gt;Madame Bovary tornou Flaubert, num momento, famoso e infame. Ele foi levado aos tribunais sob a acusação de “cínica imoralidade”. Contudo, satisfazer o sensualismo do leitor foi coisa que jamais lhe passou pela cabeça, não fora para isso que dedicara seis anos de trabalho àquele livro. Nele apenas descreveu a infidelidade como teria descrito a varíola, desapaixonadamente e sem ênfase. O pasmo não passava de uma reação acidental a uma análise crua e aguda nunca dantes realizada acerca da traição.&lt;br /&gt;O triunfo de Madame Bovary fez mal a Flaubert, porque levou o público a ver-se no espelho; quando esse público percebeu que Flaubert interessava-se mais pela realidade do que pelo entretenimento erótico, abandonou-o – deixando-o entregue aos que ainda eram capazes de suportar a visão de si mesmo.&lt;br /&gt;Em cada detalhe Flaubert vai-nos recriando em seu romance, toda a nossa humanidade está lá. O primeiro tipo, como já esperávamos, é um médico de aldeia, Charles Bovary, imensamente mais real que o virtuoso monstro de Balzac em “&lt;em&gt;O Médico do Interior&lt;/em&gt;”; e mais real porque mais medíocre; nada se parece tanto com a vida como a mediocridade. Charles Bovary estabelece-se numa aldeia em que o único rival era o boticário Homais, sujeito manhoso que “curava” ilegalmente e matava menos que Bovary. O médico se queixa; limita-se a exercer sua profissão com diligência só igual a sua incompetência. Vive calmamente e tem a felicidade de não ter história, até que se casa com uma mulher bonita, Ema Bovary.&lt;br /&gt;Ela é o mais complexo e bem acabado retrato da inconstância, da insatisfação e da fraqueza humana. Devoradora de livros românticos e melosos (o equivalente das telenovelas de hoje), Ema atribui e espera do pobre marido as qualidades heróicas e sentimentais que vê nos romances preferidos. Mas, aí, até um Don Juan, é muitas vezes um aborrecimento para sua mulher: depois dum ano ou dois ela conhece todas as idéias do esposo, ouvi-o falar demais, abusou-se dele, boceja antes suas aspirações sem ambição. Pior para Charles, pois do ponto de vista duma mulher a ambição é a maior virtude de um homem. Ele, porém, está contente sendo o que é; cai na rotina em tudo, seja trabalho ou sexo. É quando Flaubert nos diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Suas expansões tornam-se regulares; possui a esposa em dias fixos. Ela era apenas mais um hábito na sua lista de hábitos.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ema Bovary sente-se inquieta, arrependida, como poderá suportar aquela vida. Decide então ter um filho, mas ao contrário do que esperava, isso só lhe faz aumentar o tédio. Logo a criança é desprezada. Ema torna-se pálida, com palpitações. Charles receita-lhe valeriana e banhos canforados. Ela quer algo mais. É quando surge Rodolfo, um forasteiro, que diz a Ema o que há um ano Charles esqueceu-se de dizer – que ela é formosa e encantadora. Rodolfo é um cafajeste charmoso, que a seduz com silogismos, aliás supérfluos. Raramente a arte foi tão feliz ao retratar a vulgaridade de uma relação de interesses baratos. Durante meses, Ema e Rodolfo encontram-se secretamente – e tanto amor e paixão ela despejou-lhe em cima, que ele depressa sentiu-se encharcado. Quanto mais ela redobrava de ternura, menos Rodolfo escondia sua indiferença. Ema então propõe uma fuga, ele manda-lhe um delicado bilhetinho e some. Desolada, Madame Bovary procura consolo na religião.&lt;br /&gt;Reza até que um depois surge Leon, um leão de Paris, que lhe conta as glórias da cidade grande de onde acaba de chegar escapando de agiotas. Leon faz tudo na cama, dizendo sempre que “em Paris é assim”. Ema afunda num torvelinho de mentiras e de dívidas para manter esse luxo. Derrama sobre Leon a sua beleza e seus favores; mas novamente constata que os homens destruidores de lares não são tão bons amantes. Leon cansa-se de Ema e Ema de Leon...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“E de novo ela encontra no adultério todas as chatices do casamento”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a idéia central do livro, e mais profunda de Flaubert. Por fim, Madame Bovary suplica-lhe que a auxilie no pagamento das dívidas que contraiu para custear a traição; Leon dá no pé e Ema suicida-se. Mas nos últimos momentos abraça o marido e exclama:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;“Tu és bom, tu!”...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a tragédia da bondade sem malícia e do amor que morre quando é retribuído demais. Charles Bovary nada sabe das aventuras da esposa; ama-a depois de morta ainda mais do que antes. Reúne suas coisinhas para beijá-las e entesourá-las; entre elas encontra as cartas de Rodolfo e alguns retratos. O choque e a decepção o arrebentam. Seu criado o encontra morto num banco de jardim.&lt;br /&gt;Este desfecho é o único defeito de um livro que estava destinado a banir da literatura e da vida o irreal. Mesmo assim, nunca a infidelidade foi vista de tão perto. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-8271280977507334945?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/8271280977507334945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=8271280977507334945&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8271280977507334945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/8271280977507334945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2007/12/ensaio-sobre-infidelidade.html' title='Ensaio sobre a Infidelidade'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R17bcRfaWEI/AAAAAAAAAfA/On27v8i0u-g/s72-c/Livro-MadameBovary.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-1082424592127870941</id><published>2007-12-11T10:36:00.000-08:00</published><updated>2007-12-11T10:44:00.487-08:00</updated><title type='text'>Por falar nisso...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R17XmRfaWDI/AAAAAAAAAe4/kAO4E9S68H4/s1600-h/littlechildren.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142784877033838642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R17XmRfaWDI/AAAAAAAAAe4/kAO4E9S68H4/s400/littlechildren.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta cena do filme "&lt;em&gt;Pecados Íntimos&lt;/em&gt;"&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0404203/"&gt;&lt;/a&gt;, em que Brad Adamson pergunta a Sarah Pierce: “&lt;em&gt;Do you feel bad about this?”,&lt;/em&gt; ela responde: &lt;em&gt;“No, I don’t”&lt;/em&gt; e ele replica: “&lt;em&gt;I do. I feel really bad&lt;/em&gt;.”, fez-me, imediatamente, recordar Rodolfo e Emma Bovary. O desenvolvimento do filme veio confirmar a impressão de haver um paralelo com a &lt;em&gt;Madame Bovary&lt;/em&gt;, de Gustave Flaubert:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Não sabe que há almas que vivem em contínuo tormento? Necessitam alternadamente de sonho e de acção, das paixões mais puras e dos prazeres mais furiosos, e por isso se lançam em toda a espécie de fantasias, de loucuras.Emma olhou-o como quem contempla um viajante que passou por países extraordinários, e disse:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- A nós, pobres mulheres, nem mesmo essa distracção é concedida!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Triste distracção, pois nela não se encontra a felicidade.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Mas é coisa que se encontre alguma vez? – perguntou ela.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Sim, encontra-se um dia –, respondeu ele.(…)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Encontra-se um dia – repetiu Rodolfo -, um dia, subitamente, e quando já se começava a desesperar. Então entreabrem-se horizontes, e é como uma voz que exclama: «Ei-lo!» Sentimos necessidade de fazer a essa pessoa confidências da nossa vida, de lhe dar tudo, de lhe sacrificar tudo! Não são necessárias explicações: adivinha-se que está ali. Encontrámo-la já em sonhos. (E olhava-a.) enfim, está ali, o tesouro que tanto procurámos, ali, diante de nós; brilha, resplandece. Mas há ainda um resto de dúvida, porque não ousamos acreditar…”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há maneira de fugir, Flaubert confessou o que nós, homens ou mulheres, pensamos em segredo: &lt;em&gt;Emma Bovary c’est moi. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-1082424592127870941?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/1082424592127870941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=1082424592127870941&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1082424592127870941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1082424592127870941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2007/12/esta-cena-d-o-filme-pecados-ntimos-em.html' title='Por falar nisso...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R17XmRfaWDI/AAAAAAAAAe4/kAO4E9S68H4/s72-c/littlechildren.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-1526236999961475114</id><published>2007-12-11T10:16:00.000-08:00</published><updated>2007-12-11T10:23:40.276-08:00</updated><title type='text'>Palavras cantadas...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R17VLhfaWCI/AAAAAAAAAew/U7m9m1jG7oQ/s1600-h/heartinhands.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142782218449082402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R17VLhfaWCI/AAAAAAAAAew/U7m9m1jG7oQ/s400/heartinhands.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"De todas as maneiras&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que há de amar &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nós já nos amamos &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com todas as palavras feitas pra sangrar &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já nos cortamos&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora já passa da hora &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tá lindo lá fora &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Larga a minha mão &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Solta as unhas do meu coração &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que ele está apressado..."&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Chico Buarque&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-1526236999961475114?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/1526236999961475114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=1526236999961475114&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1526236999961475114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/1526236999961475114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2007/12/palavras-cantadas.html' title='Palavras cantadas...'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R17VLhfaWCI/AAAAAAAAAew/U7m9m1jG7oQ/s72-c/heartinhands.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8310992928865046980.post-5164663828504792762</id><published>2007-11-29T10:46:00.000-08:00</published><updated>2007-11-29T10:56:28.223-08:00</updated><title type='text'>O sarcasmo usa monóculo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R08LCPhoPZI/AAAAAAAAAeo/ThKuXv6SjvQ/s1600-h/eca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138337833008250258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R08LCPhoPZI/AAAAAAAAAeo/ThKuXv6SjvQ/s400/eca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Costumo definir Eça de Queirós como uma pedra atirada contra o nada, mas que em seu trajeto acabou atingindo tudo e todos. Primeiro atingiu a língua, a literatura e o romance, depois ricocheteou nas pessoas, em suas crenças, hábitos e opiniões. Nada escapou ao seu golpe ferino, feito de papel e palavras, tão duro quanto a sinceridade e mais pontiagudo que a irreverência.&lt;br /&gt;José Maria Eça de Queirós realizou a estética esperada. Espatifou a forma clássica da frase e deu agilidade neurótica à linguagem - o que deixou todo mundo estarrecido e encantado. Diante de prosa tão sem osso, carne só, que atropelava a pesada e vetusta gramática da língua portuguesa, o temido lexicógrafo Cândido de Figueiredo, que tinha consultório de extrair crases mal colocadas e extirpar vírgulas suspeitas, entrou logo em desespero:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Com esse Eça de Queirós não há sintaxe que agüente. Sai tudo de suas respectivas presilhas. Vou embora para o Brasil!...”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Eça sabia causar. Passava o monóculo medonho e impertinente a sua volta, na capital, nas províncias, nas serras minhotas e, com um riso fino, deixava que sua observação ácida recobrisse as coisas e os seres. Deu-lhes significado de declínio e de ridículo. Desfigurou-os, escolheu-os, e com eles, pintou um mundo aberrante que seria trágico se não fosse cômico. Sabe-se que o monóculo de Eça, que levava jeito de agudo estilete, abria clareira de terror em qualquer multidão. Ele era um psicólogo implacável a quem nada nem ninguém escapava. Todavia houve e ainda há críticos que insistem em deixá-lo aquém de Machado de Assis. Discordo. Ambos tinham o mesmo poder e capacidade de percepção, sendo que Machado era microscópico e Eça macroscópico. Noutros termos, Eça foi antes um crítico social do um psicólogo. Criticou e descreveu de preferência as exterioridades, os ridículos, os sestros e manias aparentes. Escritor caricaturesco, primou pelo exagero e a zombaria, e para tanto subverteu a linguagem, buscando a expressão fiel de suas idéias e sentimentos. Literariamente é descendente de Balzac, Flaubert e Dickens, dos quais herdou, respectivamente, a força criadora, a excelência estética e o sarcasmo corrosivo. Com estes mestres, Eça aprendeu a fazer de sua literatura uma tempestade, cujos raios eram os adjetivos. Suas páginas estão cheias de tal riqueza, palavras, frases que agem umas sobres as outras, para um resultado de expressão inédito. Por vezes, um vocábulo, a uma volta do pensamento, lá está, sozinho, esteio do trecho, estourando de significações. De outra vez, fora desse virtuosismo estranho, a responsabilidade expressiva distribui-se harmoniosamente: as orações se enfeixam, as imagens se amparam, cada palavra, nas dobras delicadas da frase, sustenta e compõe a sugestão do conjunto.&lt;br /&gt;Por isso toda a sua obra é prima de fio a pavio, pelo menos para mim que até hoje não sei dizer qual o melhor livro, conto ou crônica por ele escrito. Tudo é bom, engraçado, agudo, desconcertante e fascinante. Com efeito, sugiro que os interessados leiam tudo o que puder e conseguir. Eu pensava já ter feito isso, mas meu amigo Emerson (ilustre freqüentador desta biblioteca) tirou-me do engano quando, para minha felicidade, descobriu num sebo algumas farsas e cartas raríssimas.&lt;br /&gt;Tanto melhor, será algo mais a degustar.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8310992928865046980-5164663828504792762?l=bibliotecarius.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/feeds/5164663828504792762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8310992928865046980&amp;postID=5164663828504792762&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/5164663828504792762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8310992928865046980/posts/default/5164663828504792762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliotecarius.blogspot.com/2007/11/o-homem-do-monculo.html' title='O sarcasmo usa monóculo'/><author><name>Christiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14277260559557334272</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_p18pOAaoNv8/R08LCPhoPZI/AAAAAAAAAeo/ThKuXv6SjvQ/s72-c/eca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
