sábado, 14 de abril de 2007

Love Story


Quando se trata de histórias de amor, Brad Pitt e Angelina Jolie perdem de longe para Heathcliff e Catherine (de 'O Morro dos Ventos Uivantes'). O romance de Emily Bronte, escrito no início do século 19, lidera a lista das maiores histórias de amor de todos os tempos compilada pela Biblioteca Pública de Nova York.
'Anna Karenina', de Leo Tolstoy, ocupa o segundo lugar da lista, e o terceiro é de 'Romeu e Julieta', de Shakespeare. O filme 'Casablanca' é o quarto colocado na lista, e o quinto lugar é da peça 'Sonho de Uma Noite de Verão', também de Shakespeare.
Quando se trata de assuntos do coração, Bronte e outros escritores clássicos possuem sabedoria testada pelo tempo para compartilhar com seus leitores.
'Vá para o sofá com um desses livros, e você pode sair um pouco mais sábio e ter um encontro melhor na próxima semana, ou então ver o relacionamento em que você está avançar melhor', disse Carrie Sloan, editora chefe da revista Tango (www.tangomag.com), que publicou a lista.
'Em lugar de tentar aprender alguma coisa com o vexame mais recente de Britney (Spears), vale a pena ler filósofos e escritores que refletiram a fundo sobre o tema e cujas histórias resistiram ao teste do tempo.'
Completam as dez maiores histórias de amor, segundo a lista, 'Doutor Jivago', de Boris Pasternak, 'Razão e Sensibilidade', de Jane Austen, 'O Corcunda de Notre Dame', de Vitor Hugo, o filme 'As Ligações Perigosas' e 'Orgulho e Preconceito', de Jane Austen.
Sloan disse que muitas pessoas lêem sobre os dramas de celebridades em revistas semanais, mas que as histórias da lista desenvolvem a trama e os personagens.
'É algo mais profundo e mais refletido', disse ela.
Muitas pessoas já podem ter assistido às versões cinematográficas das histórias que constam da lista, mas um bibliotecário disse esperar que a lista renove o interesse do público pelas leituras clássicas -- e pelas bibliotecas.
'Se uma pessoa assistiu aos filmes baseados nos livros de Jane Austen ou em 'Romeu e Julieta', ela pode sentir vontade de conhecer a obra original', disse Robert Armitage, bibliotecário de ciências humanas da Biblioteca Pública de Nova York.

4 comentários:

Eloisa disse...

Concordo plenamente com a idéia de que o cinema pode provocar no leitor o desejo de conhecer o livro. Assim, pode-se aprofundar mais na história, nos detalhes da trama, o que muitas vezes não aparece na tela. Mas nesta lista faltou uma grande história de amor que ainda não se popularizou por aqui: A história de Abelardo e Heloisa. Filme: Em nome de Deus. Pena, pois a história é das mais lindas!

A Mente da Mulher disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
A Mente da Mulher disse...

Carmba, Chris, excluí o comentário porque não sei como aquele texto veio parar aqui.

O verdadeiro comentário (ou o que eu lembro dele...):

Tenho um enorme trauma com Shakespeare. Romeu e Julieta para mim é aquela velha estória de "falha de comunicação". Se vamos falar de amor e Shakespeare, fico com Othelo. Lembra a adaptação que fizeram na TV há alguns anos?

Já Jane Austen, li ainda adolescente. Revi há pouco no cinema. Adorei.

Clássicos são assustadores para a maioria das pessoas. Clássicos transformados em bons filmes dão uma chance de aumentar a cultura de uma pessoa e abrem a porta para a curiosidade de se conhecer a história original, sou obrigada a concordar com o bibliotecário americano.

Faltou "O Amante de Lady Chaterley" de D.H. Lawrence, um dos primeiros clássicos que eu li, e muito pouco mencionado.

O Bibliotecário disse...

Deborah, eu também prefiro Otelo. E não acredito que seja problema de comunicação. Romeu e Julieta e chato mesmo.