
segunda-feira, 30 de abril de 2007
Da série: Correspondência secreta!!!

sábado, 28 de abril de 2007
Pios agourentos da corujinha: sinais dos tempos!...

As crianças costumam passar horas sentadas diante de seus computadores. Por isso, uma universidade canadense decidiu apresentar as obras de Shakespeare a elas por meio de um game. Enquanto detonam espaçonaves inimigas com armas de raios, os jogadores precisam ajudar a recuperar o texto roubado de 'Romeu e Julieta', decorando versos da famosa peça, aprendendo fatos sobre a vida de Shakespeare e propondo sinônimos e homônimos para trechos do texto. "Não conheço outra mídia capaz de convencer crianças e adolescentes a recitar Shakespeare", disse o professor Daniel Fischlin, que comandou a equipe responsável pelo desenvolvimento do jogo, chamado 'Speare', na University de Guelph, em Ontário.


sexta-feira, 27 de abril de 2007
Um historiador do futuro ou um profeta do passado?

quinta-feira, 26 de abril de 2007
Terror que inspira arte que inspira vergonha
un solo retrato del siglo veinte
sería "Guernica".
No se divisan los aviones,
no se ve caer las bombas
no se escucha el estruendo de los bombardeos;
pero el dolor crece como una ola
y el hombre que yace con la espada rota
y la madre con el hijo muerto entre los brazos
nos recuerdan que desde hace milenios
han pretendido apagar con fuego
la sed del pueblo.
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Estranhas Coincidências


Não obstante, desde logo, é uma espantosa coincidência, que se junta às muitas outras ocorridas na trajetória dos dois. A genialidade de ambos, e o fato de terem vivido numa mesma época, são as fontes naturais desses paralelos. A estatura colossal de Cervantes é normalmente comparada à grandeza de Shakespeare - embora nunca tenham se conhecido pessoalmente. 1605 foi o ano em que publicou-se o Dom Quixote, mas também Otelo, Macbet e o Rei Lear. Shakespeare, evidentemente, leu Quixote, mas é bastante improvável que Cervantes soubesse da existência de Shakespeare. A Imaginação evoca contente a imagem do grande bardo na solidão de sua casa em Stratford, para a qual se retirou três anos antes de sua morte, lendo o célebre romance que já havia sido traduzido para o inglês por Thomas Shelton.
Que cena para o leitor que, como eu, é fã de ambos: Shakespeare lendo Dom Quixote.
Dizem que não sobreviveu Cardenio, peça escrita por Shakespeare, com a colaboração de John Fletcher, após essa leitura do Dom Quixote. Pela Primeira vez, Shakespeare se deparava com um rival igualmente poderoso, capaz de superá-lo. Todavia o duelo nunca aconteceu, pois ainda não havia Shakespeare em espanhol.
São Jorge, as rosas e os livros

O Caçador de Borboletas

domingo, 22 de abril de 2007
O Inventor do Romance Inglês

sábado, 21 de abril de 2007
Cantares do Sem Nome e de Partidas

E de mim mesma nunca se aperceba.
Que me exclua do estar sendo perseguida
E do tormento
De só por ele me saber estar sendo.
Que o olhar não se perca nas tulipas
Pois formas tão perfeitas de beleza
Vêm do fulgor das trevas.
E o meu Senhor habita o rutilante escuro
De um suposto de heras em alto muro.
Que este amor só me faça descontente
E farta de fadigas. E de fragilidades tantas
Eu me faça pequena. E diminuta e tenra
Como só soem ser abelhas e formigas.
Que este amor só me veja de partida.
A Obscena Senhora H.

Suas obras são de uma intensidade incômoda: performáticas, escandalosas, brutais. Sua prosa é de legibilidade difícil, tem algo de Joyce - assim como sua poesia, que parece uma inusitada mistura de São João da Cruz com Jorge de Lima.
Coisa que não se encontra em qualquer lugar.
Embora tenha se afastado do mainstream da literatura brasileira, sempre muito comportado, Hilda visitou todos os gêneros, e não raro tentou fundi-los num só. Claro que isso nem sempre deu certo. Mas ela era assim, tomava caminhos que todo mundo estranhava. A crítica se dividia: uns diziam que ela era ótima companhia para o ônibus, o metrô ou a fila do banco, sobretudo nos ares estressantes da metrópole – ou seja, sua leitura não exigia concentração! Outros diziam o contrário, que ela era hermética, confusa, demasiado experimental e vulgar. Blá, blá, blá...
Tais críticas não seriam um problema tão grande, se por trás delas não houvesse uma imensa preguiça e incompetência de ler. Seus defeitos, se assim quisermos chamá-los, decorrem do seu misticismo visionário, da necessidade urgente de transcender. Eu creio que Hilda foi vítima da própria exuberância espiritual.
quinta-feira, 19 de abril de 2007
O Bicho
Bandeira de simplicidade

quarta-feira, 18 de abril de 2007
Coisa de gente pequena

O Dono do Sítio

A criatura foge ao criador...
Emília engoliu a pílula muito bem engolida, e começou a falar no mesmo instante. A primeira coisa que disse foi: Estou com um horrível gosto de sapo na boca. E falou, falou, falou e falou. Falou tanto que Narizinho , atordoada, disse ao Doutor que era melhor fazê-la vomitar aquela pílula e engolir outra mais fraca.
Não é preciso – explicou o grande médico. Ela que fale até cansar! Depois de algumas horas de falação, sossega e fica como toda gente .
Isso é fala recolhida que tem de ser botada para fora.
E assim foi. Emília falou três horas sem tomar fôlego. Por fim calou-se”
terça-feira, 17 de abril de 2007
A corujinha me contou que...
Acharam os restos de mortais de Quevedo, um dos principais expoentes da literatura barroca espanhola. Vocês certamente já ouviram falar dele nas aulas de literatura. Rival de Góngora, mestre do século de ouro, lembram? Então. Os responsáveis pela descoberta foram cientistas da Universidade de Madri, que puderam fazer identificação pela altura e idade do cadáver, e também por um desgaste no fêmur decorrente da manqueira do autor. O corpo estava sepultado na cripta do Mosteiro de Santo Domingo de Villanueva de los Infantes, onde provavelmente permanecerá.
E por falar em Quevedo, lembrei que a 36ª edição da (imperdível) feira de livros de Londres inciou-se ontem, e tem como tema central a Espanha, ou melhor, a moderna literatura espanhola. Se você for capital britânica esta semana, não deixe de conferir.
Um livro inacabado do escritor John Ronald Reuel Tolkien, autor da trilogia "O Senhor dos Anéis", concluído por seu filho, estará à venda a partir desta terça-feira em todo o mundo, informou a editora britânica HarperCollins.
J.R.R Tolkien iniciou "The Children of Hurin" em 1918, mas nunca terminou o livro. Seu terceiro filho, Christopher, levou quase 30 anos para reunir os esboços em uma história única, escrita totalmente com as palavras de seu pai. O enredo ocorre no mundo imaginário da Terra Média, mas muito antes dos eventos descritos em "O Senhor dos Anéis".
No romance, os hobbits ainda não tinham aparecido, embora elfos, anões e um espírito maligno que assume a forma de um dragão sem asas convivam na história.
Os fãs da obra de Tolkien irão reconhecer algumas passagens do livro, que já foram publicadas separadamente. Segundo Christopher Tolkien, o romance contém os mais extensos e recentes escritos do autor sobre a Terra Média. A capa e os desenhos contidos no volume de 320 páginas são de Alan Lee, o ilustrador de "O Senhor dos Anéis" e "O Hobbit".
Christopher Tolkien já havia editado "O Silmarillion", outro trabalho inacabado de seu pai, em 1977. Ele resume a mitologia da Terra Média e inclui contos individuais, inclusive o de "The Children of Hurin".
A partir desta terça-feira, a edição inglesa do livro estará disponível em todo o mundo. A HarperCollins já anunciou que planeja traduzi-lo para 25 idiomas.
A Baronesa das Letras

segunda-feira, 16 de abril de 2007
O Bibliotecário do mês

Texto e Imagem

Outro dia, aqui na biblioteca, um cara ficou horrorizado porque eu disse que tinha comprado uma edição do Paraíso Perdido (de Milton) ilustrada por Gustave Doré - o mais clássico dos ilustradores!... Por meia hora tive que aturá-lo dizendo que o texto, por si só, permite várias leituras, desperta diferentes concepções, e que a ilustração desvirtua cenas que, se apenas lidas, são ricas em significados, e blá,blá,blá!... Naturalmente, contestei tentando fazê-lo compreender que a soma de texto e imagem amplia o universo de significações de um livro. É uma forma de apurar a sensibilidade do leitor, de oferecer uma perspectiva fiel da realidade descrita. Sem falar que também é um meio de educar gostos estéticos (sobretudo nesta era das telas). Uma pessoa de roupa suja e maltrapilha na Pérsia do século X pode significar algo completamente diferente nos dias atuais. Como eram as casas de lá e as carroças? Neste caso a ilustração pode entrar numa simbiose ainda maior com o texto e situar adequadamente o leitor moderno.
domingo, 15 de abril de 2007
Mr. Elite

Ler Henry James é deliciosamente humilhante.
sábado, 14 de abril de 2007
Duas épocas, um só texto

O Tesouro Inexplorado

Sessão da Tarde
Para ser um bibliotecário, deve-se conhecer profundamente o Sistema Decimal Dewey, ser especialista em Internet e, se formos o novo bibliotecário Flynn Carsen (Noah Wyle), ter de salvar o mundo! Pelo menos é o que ele faz no filme "The Librarian: Quest for the Spear" (O Bibliotecário, em busca da lança do destino!)

Love Story

'Anna Karenina', de Leo Tolstoy, ocupa o segundo lugar da lista, e o terceiro é de 'Romeu e Julieta', de Shakespeare. O filme 'Casablanca' é o quarto colocado na lista, e o quinto lugar é da peça 'Sonho de Uma Noite de Verão', também de Shakespeare.
Quando se trata de assuntos do coração, Bronte e outros escritores clássicos possuem sabedoria testada pelo tempo para compartilhar com seus leitores.
'Vá para o sofá com um desses livros, e você pode sair um pouco mais sábio e ter um encontro melhor na próxima semana, ou então ver o relacionamento em que você está avançar melhor', disse Carrie Sloan, editora chefe da revista Tango (www.tangomag.com), que publicou a lista.
'Em lugar de tentar aprender alguma coisa com o vexame mais recente de Britney (Spears), vale a pena ler filósofos e escritores que refletiram a fundo sobre o tema e cujas histórias resistiram ao teste do tempo.'
Completam as dez maiores histórias de amor, segundo a lista, 'Doutor Jivago', de Boris Pasternak, 'Razão e Sensibilidade', de Jane Austen, 'O Corcunda de Notre Dame', de Vitor Hugo, o filme 'As Ligações Perigosas' e 'Orgulho e Preconceito', de Jane Austen.
Sloan disse que muitas pessoas lêem sobre os dramas de celebridades em revistas semanais, mas que as histórias da lista desenvolvem a trama e os personagens.
'É algo mais profundo e mais refletido', disse ela.
Muitas pessoas já podem ter assistido às versões cinematográficas das histórias que constam da lista, mas um bibliotecário disse esperar que a lista renove o interesse do público pelas leituras clássicas -- e pelas bibliotecas.
'Se uma pessoa assistiu aos filmes baseados nos livros de Jane Austen ou em 'Romeu e Julieta', ela pode sentir vontade de conhecer a obra original', disse Robert Armitage, bibliotecário de ciências humanas da Biblioteca Pública de Nova York.
Era só o que faltava!!!





sexta-feira, 13 de abril de 2007
O Santo do Absurdo

Ossos do ofício

Kiss

To turn me on
Just need your body, baby
From dusk till dawn
You don't need experience
To turn me out
You just leave it all up to me
I gonna show you what it's all about
You don't have to be rich
To be my gir
lYou don't have to be cool to rule my world
Ain't no particular sign
I'm compatible with
Just want your extra time
And your kiss
Prince
Já beijou alguém hoje?





Beijar faz bem, é poético, romântico, necessário!... Segundo cientistas, beijar estimula nosso cérebro a produzir o oxytocin, um hormônio que nos dá aquela ótima sensação que sentimos quando beijados. Durante um beijo são mobilizados 29 músculos, sendo 17 linguais. Os batimentos cardíacos podem aumentam de 70 para 150, melhorando a oxigenação do sangue, o que mostra que o beijo tem também benefícios para o coração. Mas há um detalhe, no beijo há uma considerável troca de substâncias, 9 miligramas de água, 0,7 decigramas de albumina, 0,8 miligramas de matérias gordurosas, 0,5 miligramas de sais minerais, sem falar em outras 18 substâncias orgânicas, cerca de 250 bactérias, e uma grande quantidade de vírus. Mas não se assuste com esses números, o beijo é ótimo. Além disso, o beijo gasta calorias. Acredita-se que um beijo caprichado consuma cerca de 12 calorias.